CANHOTICES

...em Torres Novas, Ribatejo, Portugal. Do lado esquerdo da vida.

31.5.08

Encontro Convívio CDU Torres Novas

Publicada por zemanel |

Naquele canto, no alto da Serra de Aire, lá estivemos.
A CDU de Torres Novas realizou o encontro-convívio de activistas. Encontro que para lá do convívio serve para nos juntarmos e discutirmos. Porque é possível fazer política em convívio: enaltecendo portanto os nossos valores de camaradagem e partilha.
Mas que serviu também para a CDU apresentar contas (de cara levantada) da sua extensa actividade nos órgãos autáquicos do concelho de Torres Novas. Uma actividade crítica e simultaneamente de apresentação de projectos alternativos. Uma actividade marcada pela ligação às populações, muito estudo e pela denúncia activa da gestão PS.
sem esquecer que têm saído notícias na imprensa local nas últimas semanas que denunciam a gravidade da gestão financeira do PS - sendo certo que essas "notícias" já o são há muito tempo e as situações que agora se relatam já foram todas denunciadas pela CDU!
Estivemos Juntos e foi bom.
Estamos prontos para assumir todas as responsabilidades nas autarquias locais de Torres Novas!
Com a CDU em Torres Novas, os torrejanos já sabem:

VIVEMOS JUNTOS!

DECIDIMOS JUNTOS!



31.5.08

É NOSSO!

Publicada por zemanel |

O Pavilhão do PCP localizado na feira em Alpiarça foi construído de raíz com o suor de muitos homens e mulheres.
O Pavilhão tem estado ao serviço do POVO de Alpiarça.
O senhor presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, pretende com artíficios legais retirar a concessão - num ataque claro, violento e concreto ao Partido Comunista Português e a todos os alpiarcenses.
O militante anti-comunista, dito socialista, antigo amigo político de João Soares, não conhece afinal, o povo lutador de Alpiarça.
Porque é do povo, estamos solidários!
Condenamos Rosa do Céu porque o PAVILHÃO É NOSSO E AQUILO QUE NOSSO É, NOSSO SERÁ!


Vídeo Mirante on line

30.5.08

Alegria

Publicada por zemanel |

A unidade da esquerda é útil e desjável? `Sim!
É possível um projecto político de esquerda e alternativo de de governação? Claro que que é?
É ou não preciso somar mais esquerda à esquerda? Sempre!
Tem isto alguma coisa a ver com a coligação Alegre - que mistura a esquerda palavrosa do costume? Não claro que não.
Comecemos pelo projecto de intenções da Coligação Alegre anunciados para o comício de 3 de JUNHO no Teatro da Trindade:
Para lá da repetição dos chavões de Abril, Abril,...o que sobra?
- a denúncia da pobreza e da neoliberalização gradual ( sem que niunguém explique o sentido ..)
- e claro a o pontapé para canto com Bagdad, Abu-Graib e Gaunatanamo.
Sobre o a Reforma do Código do Trabalho: Nada!
Sobre a destruição da Estrutura produtiva Nacional, geradora de emprego: Nada!
Sobre o Tratado de Lisbboa e a Integração Europeia: Nada
Apresentam um programa mínimode alternativa política progressista e socialista: Nada
O que se vai passar então no Trinadade? Nada ou pouco mais de nada. No essencial, um remake, uma reunião organizada pelos saudosos que passaram pelo MES, pela LUAR, pela UDP, pela LCI/PSR, pelas candidaturas de Otelo 76, Pintasilgo 86, Soares 91, Sampaio 2001, Alegre 2006 e mais uns pozinhos vindos do PCP e do PS.
Sempre com muita esquerda e muita unidade e muito Abril na garganta. Com muito divisionismo, pouca acção e o ódiozinho anti-comunista de sempre.
Infelizmente.

Publicada por zemanel |

(foto retirada do site DIABO A SETE)

Fomo-nos cruzando. Nas coisas que fazíamos, de vez em quando encontrávamo-nos em projectos comuns.
Conhecemo-nos éramos muito putos...
O último projecto onde nos cruzámos foi nesta direcção do Cine-Clube. Embora tenha sido de raspão. Porque não tenho ajudado o Cine Clube como queria e tu, foste trabalhar para Guimarães.
Já nos tinhamos encontrado, há muitos, muitos anos, na Rádio Local de Torres Novas ( agora Torres Novas FM). E se poucos têm o luxo de ter a tua voz grave, definida e dicção perfeita tu ainda te davas ao luxo de simultaneamente te dedicares ao outro lado - o da técnica e à tua grande paixão por tudo o que fosse mesas de mistura.
Sem nunca largares o microfone da rádio de Torres Novas.
Fui sabendo de ti, como técnico de som competentíssimo de muitos conjuntos musicais. Animavas o CANTO NÒMADA, programa de rádio em Torres Novas e Guimarães - com direito a blog...e que divulgava o melhor da música portuguesa.

Tu eras o "som" das canções, o "som" dos grupos musicais, o som da rádio, do cinema...
André,
Não sei se há há vida a seguir a isto. E eu ateu militante não acredito que haja algo para lá da morte.

( que raio de ideia a tua de não deixares um aviso à malta...)

Mas por acaso houver e eu estiver enganado, de certeza que nesse sítio já arranjaste para aí umas bobines de fio, uma mesa de misturas e já estás a afinar os médios, os graves, os agudos...
Já agora. Ouvir. Aqui em baixo.

27.5.08

ANDRÉ MOUTINHO.

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e não digo mais

27.5.08

Desculpem...

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...mas o post anterior está todo errado. Acontece.
Nesta fase do debate Prós e Contras na RTP1 ocorre-me dizer que a malta que lá está afinal está toda do contra. Toda? Todos não!
Afinal só o Sérgio Ribeiro é Pró: calmamente, explicou ao país, ao tal país das pessoas, que há uma Alternativa e que se exige Outra Política que é possível Outra Política! Isto é ser Pró!!!!!
Sérgio Ribeiro demonstrou que é possível ser-se Pró Portugal, que é possível outro país e que isto tudo a que nos sujeitam não é uma fatalidade de Deuses.

Notinhas: a birra entre Medina Carreira e Basílio Horta está insuportável. Além disso Basílio merece o prémio "FREITAS 98" a atribuir pelo ps. Depois da performance de Basílio ainda há quem duvide do lugar do PS e não entenda a crise nos partidos clássicos da direita portuguesa.


26.5.08

Prós e Contra

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Está quase a começar. Hoje à noite o Prós e Contras vai discutir o nosso dinheirinho. Ou a falta dele. Parece que vai estar hoje um convidado do contra ,- coisa rara no programa da RTP. Com a presença de Teodora Cardoso, Nogueira Leite, Medina Carreira e Sérgio Ribeiro.



O Associativismo é das poucas coisas que os grupos económicos ainda não conseguiram deitar a mão. As colectividades são fonte de liberdade criadora e muitas vezes são fonte de vida colectiva em muitos lugares - nesses lugares onde já não correio, polícia, médico,etc..
O poder associativo é ainda um poder livre e por isso incómodo. O poder associativo será tanto mais grandioso quanto mais independente, livre fôr. O poder associativo será sempre forte na medida em seja expressão da força criadora popular!
Em Torres Novas, este ano, a 1 de Junho, vai realizar-se as Comemorações Distritais do DIA NACIONAL DAS COLECTIVIDADES, numa organização da UCATN - União das Colectividades e Associações de Torres Novas.

Numa organização da AGIR, no dia 31 de Maio realizar-se á a 1ª CAMINHADA CONTRA O CANCRO. Assumindo o nosso cepticismo com os resultados práticos destas actividades, de cariz caritativo-festivo, o Canhotices, não podendo estar presente, não deixa de se mostrar solidário com a iniciativa.
Agora aqulio que é mesmo importante e relevante,
o que faz falta é exigir a DIGNIFICAÇÂO DO SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE, PÚBLICO; GRATUITO E A QUE TODOS TENHAM ACESSO, NOS MOLDES EM QUE ESTÁ CONSAGRADO NA CONSTITUIÇÂO!

REUNIÃO DE ADERENTES
À
COMISSÃO DE SAÚDE DO MÉDIO TEJO

Dia 27 de Maio de 2008 (terça-feira) ás 21,00 horas,

no Auditório do Montepio N.ª Senhora da Nazaré
(ao lado do Teatro Virgínia)


ASSUNTOS A DEBATER:

1 Balanço da actividade da Comissão de Utentes

2 Análise das condições de acesso a Cuidados de Saúde

3 Perspectivas de organização e actividade da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo.

NOTA: Qualquer utente da saúde da Região do Médio Tejo poderá participar nesta iniciativa.

26.5.08

31 Maio:Encontro Convívio CDU - Torres Novas

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Solicita-se a todos os amigos e activistas da CDU, que se inscrevam para este encontro que decorrerá a partir das 13.130 horas no Parque dos Escuteiros da Fredguesia de Pedrógão...
Juntando o útil ao agradável, TODOS FAZEMOS FALTA e parece que até nem vai chuver!

26.5.08

Concordamos, pois.

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Concordamos sem reservas com o texto de João Quaresma Oliveira no " Tarambolas" ( www.tarambolas.blogspot.com ) sobre o comunicado unipessoal do senhor Presidente de Junta de Freguesia de Meia Via.

25.5.08

ARTE POÉTICA

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25.5.08

Choral Phydellius

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O CHORAL PHYDELLIUS de Torres Novas já tem página na internet. Visualmente atractivo, promete... Consulta obrigatória, claro.
Aqui:


25.5.08

Conversa de Cegos

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Há os cegos.
...mas o povo garante que o pior cego é aquele que não quer ver.
Para a desgraça ser completa eu acho que ainda há uma terceira categoria: a daqueles que mandam areia para os olhos dos outros para ver se ficam cegos.
Um conhecido colunista local, ex-autarca e ex candidato a autarca, ex apoiante da maioria PS e actualmente crítico da maioria PS, lamentou-se este fim-de-semana num jornal local que a oposição ao PS não existe. Ou melhor quase não existe.
Isto a propósito da "auditoria" que o Jornal Torrejano divulgou a semana passada.
O colunista lá assume que a CDU no inicio do mandato ainda protesta - mas fica-se por aí.
E portanto, conclui o desgostoso colunista, os partidos da oposição cabem todos no mesmo saco, não têm feito nada embora já se estejam certamente a preparar para ir à caça ao voto e, portanto, têm um comportamento político ao nível da maioria PS.
Ora como considero o conhecido colunista como sendo um homem inteligente , culto e informado, julgo que não é cego.
O que das duas uma: Ou não quer ver - e neste caso concreto não quer ver o trabalho da oposição CDU nas Assembleias de Freguesia, Assembleia Municipal e Câmara - e portanto está tristemente a candidatar-se a um lugar de pior cego ou então...está a querer mandar areia para os olhos daqueles que o leiam.

25.5.08

Coisas que nunca pensámos virem n' O ALMONDA

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Não sei se repararam.
Está escarrapachado na página 17 (ímpar). É a cores e ocupa meia página. Vale uns euros valentes para o jornal! Não esperávamos era que o jornal O Almonda publicasse um anúncio de comprimidos azuis "só para homens" e que "prolongam o prazer sem hora marcada" (...) para o homem alcançar e manter uma boa erecção". Quem quiser ainda se habilita a um ano de comprimidos grátis!
Sendo o Almonda dirigido por um ministro da Igreja, sendo propriedade da Igreja ( embora de forma indirecta) e fazendo parte da associação da imprensa cristã, este arrojo publicitário do Almonda com uma carinha laroca torna o jornal muito mais interessante. Mas surpreendentemente mais interessante.
Será a isto que chamam a ditadura do mercado?
Aguardamos ainda com mais curiosidade os próximos números de O ALMONDA!

25.5.08

De jure

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De justiça também para O ALMONDA - ainda com mais atraso que o JT, lá saíu na edição desta semana, a referência ao último comunicado da CDU.

24.5.08

reacções

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Bom o pessoal está a reagir ao problema com a Adriana Calcanhoto...Ver o site da lusa e ler os comentários - responsabilidade única e exclusiva da Lusa!!!

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/2fe12a0393d55ad98e1052.html#page=1

Adriana Calcanhoto cancelou o concerto em Torres Novas.
Munido dos meus bilhetinhos (obtidos à borla) acabo de chegar do Palácio dos Desportos em Torres Novas.
Adriana Calcanhoto, cancelou o concerto previsto para esta noite, por doença súbita. A malta que pagou os bilhetes, parece que vai ser ressarcida - mas ninguém fála em novo concerto e, a Agencia Lusa informa que os espectáculos previstos para o Porto irão muito provavelmente ter lugar.
Não duvidando da doença subita da cantora nem duvidando da organização do Teatro Virgínia, deixem-me acrescentar que vi com estes olhos ao inicio da tarde o camião da produção do som à beira do Palácio...o que quer dizer que a doença deve ter sido mesmo muito súbita.

Sendo a organização de uma Empresa Municipal, que vive do dinheiro público, pergunta-se:

- O Teatro Virgínia salvaguardou-se financeiramente para esta situação? Vai pagar o cachet à artista brasileira ? Quanto era o cachet, pode-se saber?
- Desde quando o Teatro estava informado da doença?
-E afinal quantos bilhetes estavam vendidos até às 20 horas de hoje? Ou será que a artista não teria afinal uma eventual cláusula que a protegeria de cantar para meia dúzia de gatos, permintindo-se legalmente cancelar o concerto?

23.5.08

é giro...

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Os candidatos a líderes do PSD iniciaram agora um debate na TVI. Estão todos a chamarem companheiros uns aos outros. Para já é fofinho.
Vamos ver como acaba.

23.5.08

Perguntar não ofende

Publicada por zemanel |

Porque é os candidatos a liderar um partido político são considerados pré-candidatos a primeiro ministro. Por acaso, essa eleição existe? Em Portugal vota-se para primeiro-ministro?
Os jornalistas portugueses não deveriam ter um curso rápido de reciclagem em Direito Constitucional?
Porque é que os candidatos a liderar um partido político se consideram a si mesmo como candidatos a primeiro-ministro?
Mas não se podem juntar todos aos jornalistas e irem ao tal curso de Direito Constitucional...

23.5.08

vão...

Publicada por zemanel |

Vem na estatística: 4% dos pobres do total da União Europeia são portugueses. A desigualdade social na pátria lusa é superior à dos EUA, da Polónia, da Lituânia e da Letónia. A pobreza atinge 2 milhões de portugueses e 23 % das crianças vivem na pobreza.
Note-se que este é um estudo. Um estudo que foi feito o ano passado com bases nos anos anteriores.
Nós que aqui vivemos já sabemos aquilo que a Estatística só há-de descobrir daqui a uns tempos.
E vemos os telejornais:
felizmente o Cristiano Ronaldo já está em Viseu.
Não tarda, e estão breve a pedir-nos para pôrmos as patrióticas bandeiras na janela.
Cá por mim, se puser um trapo, um trapinho que seja à janela, há-de ser tingido de negro.
E mandar muita gente, muita gente
BARDAMERDA!

19.5.08

O Maio de 1968 (citando...)

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"Ontem ainda tentei mas não consegui. Agarrei no computador mas nem duas linhas saíram. O "especial" Maio de 68 na RTP foi um nojo. E se pensam que a palavra nojo é escusada e exagerada, penso que podem ver uma repetição do programa ou até na net, absolver-me-ão.
Júlio Isidro, Diana Andringa, Fernando Rosas e pelo menos mais 2 pessoas das quais não me recordo agora o nome, sentados numa mesa de um cenários decorado com os posters mais batidos da iconografia soixante-huitard, repetindo infindávelmente as mesmas frases, só ultrapassados pelos jovens entrevistados à porta das universidades das quais destaco, entre muitos que admitiram que não faziam ideia de nada, a resposta "não sei nada mas não sou de Letras, sou de Direito, tenho desculpa!" e o pódium ao Rosas "vê, pelo menos todos sabiam o essencial".
Não vi o programa todo, nem perto. Vi que fizeram referências soltas ao Vietnam do qual não mostraram nenhuma imagem, assim como a Luther King, cantores catalães, suponho que à primavera de Praga, à pilula e ao estudantes mortos no México tenham dado o mesmo tratamento. Mesmo que tenham feito uma bela colecção de eventos desse ano, e até o ano futebolístico de 68 foi analisado (obviamente que o Pantera Negra deu o contributo decisivo para a crise académica de 69, não fosse ele do clube do povo), a perspectiva de abordagem é sempre a mesma, um mês lá longe, onde se escreviam coisas giras nas paredes, onde houve alguns "excessos" (prontamente clarificados por uma das presentes como "o sentimento de massas que se sobrepoe à liberdade individual"), que foi tudo muito engraçado e onde a alegria imperava, embora todos saibamos que coisas dessas não podem durar muito, a realidade há de voltar. Referências erradas à participação de Cohn-Bendit no início do Maio francês e uma grande barda do já premiado Rosas (a maior greve geral da Europa Ocidental, 100 mil pessoas em greve) completam o quadro, folclorizado por uma banda permanente e uns cantores que pareciam saídos dum folheto de propaganda de uma agência de espectáculos das festas de aldeia no interior profundo, a destruirem desde o Bella Ciao ao Serrat...
Nestas altura lembro-me do ornitorrinco e sua cruzada contra a televisão pública, lembro-me de uns familiares que por lá andavam em 68 e de um companheiro investigador na área de história contemporanea que, ou muito me engano, se tivesse visto um bocado daquilo tinha acabado as garrafas que eu já não consegui deitar abaixo. Uma companheira destas lides dos blogs perguntou-me porque não fazemos posts sobre a Internacional Situacionista, eu pergunto, para quê?"

19.5.08

OLHAR À ESQUERDA

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O Blog Olhar à Esquerda ( http://olharaesquerda.blogspot.com/ ) é interessante e ainda por cima presta um serviço público de qualidade com ligações úteis!
Por causa dos combustíveis, se quiser saber onde é o posto onde a gasolina é mais barata mais perto de sua casa:
http://www.maisgasolina.com/combustivel-mais-barato/15/

19.5.08

19 maio 1954 - chamava-se catarina

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porque o dito Estado Novo era de facto, um ESTADO FASCISTA!


18.5.08

Um bom final de Domingo

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Fausto Bordalo Dias: Se já não te chamo p´lo teu nome

18.5.08

Há coisas deprimentes, não há?

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Nuno Gomes, já tem telemóvel. Já está preparado para uma longa presença no banco da selecção no Euro...

18.5.08

Diga?

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O homem tem repetido a cassete até à exaustão. Ou melhor, o CD - que é mais moderno.
"O PCP quer condicionar a concertação social.", diz ele.
Mas ontem o homem em Braga disse mais:
Disse que mesmo sem acordo social, ele vai prosseguir com a "reforma" laboral.
Quem está afinal a censurar a concertação social?
Quem está a pressionar a concertação social?
Quem faz da concertação social uma mal disfarçada manobra de marketing?
Não há pachorra...
Lá teremos nós que ir para a rua no próximo dia 5 de junho.

18.5.08

A mixórdia autorizada de Bruxelas

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Bruxelas e os seus burocratas, que se preocupam sempre tanto com a qualidade alimentar, autorizam que ande por aí a circular nas prateleiras dos supermercados e nos restaurantes uma mixórdia designada por MISTURA DE VINHOS DE DIFERENTES PAÍSES DA UNIÃO EUROPEIA.
E se dantes a coisa até se notava bem, porque geralmente vinha embalada nos packs de cartão, hoje a mixórdia circula em garrafas bonitas e bem rotuladas.
A martelada assim autorizada é um atentado: à dignidade do Vinho, aos vinicultores sérios e à produção agrícola, que ainda por cima é coisa da Europa do Sul e do Sol.
A gravidade da coisa é maior porque, para poderem competir, alguns produtores vinícolas já aí andam a distribuir a mixórdia. Inclusive alguns produtores ribatejanos e ainda ontem, tive oportunidade de por engano, engolir uma mixórdia produzida por uma grande e reputada Adega vinícola do concelho de Torres Novas.
E se há ganho económicos para essas adegas no curto prazo, a verdade é que a adulteração e a legalização e a distribuição cada vez mais generalizada da mixórdia conduzirão inevitavelmente à destruição do Vinho como produto regional de qualidade e relativamente acessível a todos. Ou seja, as Adegas entrando nesse jogo, estão a contribuir para a sua extinção...
Inevitavelmente a mixórdia (porque é competitiva) vai vencer nos preços, massificar-sé-á e o Vinho, o vinho à séria, os vinhos regionais ou os de região demarcada, tornar-se-ão cada vez mais um produto de luxo.
E com isto tudo, ainda fica sempre a dúvida sobre os efeitos físicos da mixórdia no consumo humano.

16.5.08

Classe

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Há os partidos políticos democráticos e há o "outro".

Nos partidos políticos democráticos, os militantes são chamados apenas para escolher o Líder - que é o tipo democrático que tem as ideias todas.
Nos partidos políticos democráticos o debate de ideias limita-se a nada.
Nos partidos políticos democráticos os candidatos a líderes ( os tais que têm as ideias todas) tornam-se adversários.
Nos partidos políticos democráticos, os militantes dividem-se em Bases e Barões.
Nos partidos políticos democráticos os militantes ficam com as quotas em dia sem saberem como, só têm que saber que têm que votar no tal...
No "outro partido", o que não é democrático, os militantes já andam a reunir por todo o país preparando um congresso que se realizará em Novembro. No partido que não é democrático as ideias e as opiniões de todos os militantes são tidas em consideração. No partido que não é democrático o Congresso reflecte o pulsar do pensamento dos militantes do partido. Sem distinções. Deve ser por isso que o partido que não é democrático, mas sendo um partido de classe é acima de tudo,
UM PARTIDO COM MUITA CLASSE!

16.5.08

a opsição que o Ps de Torres Novas gosta:

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João Sarmento, líder da Comissão Política Concelhia de Torres Novas do PSD, in o ALMONDA de 16 de Maio de 2008, apresentando a sua recandidatura a mais um mandato à frente dos laranjas torrejanos:

"Criticar apenas por criticar é fácil, apresentar soluções já é mais difícil"(...)"a nossa postura do futuro não passará tanto pela acusação ou pelo apontar os erros da oposição, mas sim pela apresentação de projectos e soluções para o concelho".
Pergunta-se:
Sr. João Sarmento então isso que agora propõe não deveria ter sido feito pelo menos desde o inicio deste mandato de governação local do PS?
Então o que é que o PSD tem andado a fazer?... mas que raio de oposição responsável tem o PSD feito?
Agora a um anito das eleições é que vai ser...
Já agora, devido à qualidade que têm, se quiserem fazer copy + paste das propostas da CDU nestes anos estão à vontade - mas depois façam o favor de assumir isso...
é que está muito trabalhinho de casa feito!

16.5.08

Contas

Publicada por zemanel |

Em 9 de Março de 2006, no inicio deste mandato do PS em Torres Novas, publicámos o seguinte post:

"Sempre na primeira linha dos interesses dos torrejanos, partiu da Coordenadora da CDU a denúncia da escandalosa dívida da Câmara Municipal de Torres Novas, presidida por António Rodrigues. Na Conferência de Imprensa de 24 de Fevereiro, e que a comunicação social local e regional dá eco este fim de semana, o vereador da CDU Carlos Tomé e os membros da Assembleia Municipal denunciaram a seguinte situação gravosa:
Em Dezembro de 2005 a Câmara Municipal de Torres Novas tinha
-uma dívida acumulada de 31 milhões de euros ema capacidade de endividamento =0!
-Dívidas de Curto Prazo a Fornecedores: 16 milhões de Euros - num ano aumentou 100%
- há pequenas e médias empresas com a corda no pescoço!Dívidas às juntas de freguesia, Clubes, associações e bombeiros: quase 500 000 Euros!!!!
E o que faz a Câmara perante esta dívida:
- permanente aceitação de trabalhos a mais nas obras com valores sempre a atingir o limite legal (25%)
-Atribui subsídios sem critério
-Tem 4 vereadores a tempo inteiro (claro todos PS) - caso único em todo o distrito de Santarém-
-Contrata assessores como o Presidente da Assembleia Municipal (!) e um cunhado do Presidente(!)
-Despesismo com as contratações almoços viagens e estadias ao estrangeiro.
- O Teatro Virgíni vai gastar por ano 500 000 Euros!
Fenómeno: O Entroncamento é aqui...PARA MELHOR ESCLARECIMENTOS SUGERE-SE LEITURA DE: "O RIACHENSE" ; "O ALMONDA" ; "JORNAL TORREJANO" E "O MIRANTE". "
isto era em 2006...

INSISTENTEMENTE A CDU TEM ALERTADO PARA O AGRAVAMENTO E A DEGRADAÇÃO DA SITUAÇÃO FINANCEIRA DA CÂMARA A PAR DO DESPESISMO DOS DINHEIROS PÚBLICOS!!!
Eis o que nos diz hoje o JORNAL TORREJANO:


"Contas do município vistas à lupa por empresa especializada
Auditoria arrasa gestão de Rodrigues
A linguagem é diplomática, mas não deixa dúvidas: não há mecanismos de controlo dos juros debitados à Câmara pelas instituições financeiras, o “plano” de pagamentos é errático e sem critério, questiona-se a existência da empresa municipal do Virgínia, não é feita análise de consumos de viaturas, pode estar a pagar-se electricidade de outrém, existem gastos astronómicos com telemóveis. Embora, do ponto de vista contabilístico, a empresa de auditoria tenha dado concordância à aprovação das contas, é todo um modelo de gestão que fica em maus lençóis.
Ao todo são nove as recomendações deixadas à gestão municipal, por parte do revisor oficial de contas que analisou os documentos do Município referentes ao exercício de gestão de 2007. Ao abrigo da nova lei das finanças locais, que obrigou ao supervisionamento das contas por uma empresa especializada e externa à Câmara, o relatório, entretanto já aprovado pela maioria socialista quer na Câmara quer na Assembleia, foi visto ao mais pequeno pormenor e não deixa dúvidas quanto ao desprezo e relaxe existente perante o dinheiro dos munícipes torrejanos.
Uma das recomendações diz respeito ao controlo, ou falta dele, de encargos bancários. Constata o revisor que o Município paga anualmente cerca de 1,2 milhões de euros de encargos bancários e de mora e que não existe qualquer procedimento de controlo que avalie a justeza e razoabilidade dos juros debitados pelos bancos. Uma situação que, no entender do revisor, pode levar ao débito de juros em excesso sem que o Município se aperceba. A implementação de um mapa de controlo de financiamentos e de cálculo dos juros dia-a-dia, de forma mensal, são outras das recomendações da empresa.
A ausência de uma política de pagamentos definida é outra das questões levantadas no documento. De acordo com a observância da auditoria, não há dias específicos para pagamentos, o que faz com que se façam pagamentos avulsos quase que diariamente. Uma situação que se reflecte numa falta de método que, entre outras coisas, não permite que os recursos humanos estejam disponíveis para outras funções. Para contrariar a tendência, sugere o revisor que sejam estipulados dias específicos para que os serviços preparem a lista de pagamentos prevista, passem cheques e ordenem transferências, ficando assim o pessoal liberto para outro tipo de tarefas.
A relação entre o Município e o Teatro Virgínia, de há um tempo para cá convertido em empresa municipal, merece igualmente a atenção do revisor. A questão reside na falta de clarificação nas responsabilidades de cada uma das partes envolvidas no processo. Constatou o revisor de contas que, havendo um contrato programa que estipula os contornos da relação, existem custos de actividade do espaço cultural que estão a ser debitados à Câmara quando o deveriam ser ao Teatro. Diz ainda que este adquire, sem qualquer supervisão do Município, equipamentos de modo pouco eficiente. Recomenda o responsável da auditoria que seja rapidamente clarificado quem deve adquirir o equipamento (até à data o Teatro adquire, solicitando depois o reembolso à Câmara, quando o revisor entende que, idealmente, deverá ser o Teatro a identificar a necessidade e o próprio Município a efectuar a compra). Outra das recomendações e talvez a mais gritante é a da Câmara equacionar a manutenção da autonomização do Teatro em empresa, sugerindo ainda que este mesmo serviço poderá ser efectuado por um departamento ou divisão de cultura.
Interessante também não deixa de ser a recomendação sobre o controlo de consumos de combustível. É preciso vir alguém alheio à Câmara dizer que é necessário conhecer os reais consumos e deslocações realizadas em veículos do Município, quando até Fevereiro deste ano e pelo menos desde 2005, existia na Câmara Municipal a figura de um assessor para a frota automóvel, com um vencimento mensal bem avultado. É motivo para questionar – o que já se havia questionado há mais tempo – o que fazia de facto o assessor presidencial para a frota automóvel, se não elaborar um regulamento que servisse para controlar os consumos de combustível e utilização de veículos. Para onde foi então esse dinheiro dos impostos dos munícipes, se não para pagar esse serviço que nunca chegou a ser feito?
É o revisor que diz que o sistema de controlo implementado não é eficaz, porque embora recolha o número da viatura e respectiva matrícula, não há depois qualquer programa de gestão de frota que sirva para analisar a gestão dos consumos por viatura, por quilómetros e para um respectivo melhoramento de produtividade. Embora não haja qualquer obrigatoriedade legal em ter um documento que regule o consumo de combustíveis e utilização de viaturas, essa é mais uma das recomendações do revisor.
A electricidade é outra das questões em causa. Segundo se pode ler no relatório do supervisor do regulamento, os registos do município indicam um gasto anual com electricidade de cerca de 1,1 milhões de euros (valor sem IVA) correspondente a vários contadores. Não há, no entanto, uma validação dos consumos para todas as facturas­, confiando-se cegamente nos valores facturados pela EDP. Sem uma verificação capaz, na ausência de uma forma de controlo, corre-se o risco, alerta o relatório do revisor, da Câmara Municipal estar a pagar electricidade, quiçá, de outras entidades ou em quantias que não respondem às realmente consumidas.
É então sugerido um controlo efectivo que abranja não só a iluminação de edifícios públicos, como de iluminação pública, havendo a preocupação de conferir os dados facturados com os efectivos.
Constata por fim o revisor que existem três pessoas no Município, com telemóvel da Câmara que, desde 2003, sucessivamente, violam o limite máximo de gasto com chamadas, definido pela gestão. Estas três pessoas gastaram já, ao longo dos últimos cinco anos, seis mil euros para além dos previamente definidos. Embora seja do conhecimento da Câmara a existência destes três casos, nada foi feito, segundo adianta o revisor, para recuperar as verbas utilizadas em excesso. Verbas essas do contribuinte.
Mensalmente são ainda pagos 500 euros em mensagens escritas e de imagem. Uma necessidade ainda por comprovar, como continuou o técnico. Recomenda o revisor que os números em questão sejam objecto de regularização e que sejam cumpridos os regulamentos existentes relativos ao uso de telemóveis.
Depois disto, não se sabe se mais alguém irá na conversa da boa gestão. Feitas as recomendações, resta saber o que pretende fazer a gestão rodriguista para corrigir o que está errado. Os dinheiros são públicos e com a situação financeira que a Câmara Municipal atravessa não é tempo para esbanjar. Pedem os munícipes mais cuidado na utilização dos dinheiros que são de todos s e não para usufruto de alguns. Pedem os contribuintes uma gestão séria e transparente por parte de quem elegeram tão ostensivamente para gerir o município.

Inês Vidal"
in jornal torrejano de 16 maio 2008

16.5.08

Vassalos

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O Jorge Nuno, lá do Porto, veio até Lisboa para ser recebido na Assembleia da República. Juro que não sei que deputados lá estiveram presentes nem de que partidos ( embora tenha visto a inefável Rosa Albernaz do PS rindo-se do humor de WC do senhor)...É certo que o homem ainda não foi acusado de nada na justiça que interessa, que é a justiça livre dos tribunais.
Mas que a cena me fez lembrar algumas vassalagens dos deputados do "Conde de Abranhos"...
Se fosse possível que o Eça voltasse a viver que belas coisas seriam escritas sobre este país.

16.5.08

A economia deu um passo atrás

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As estatísticas saíram e parece que isto está para andar para trás...
A nós que andamos na rua e conhecemos a economia do dias que seguem a outros dias, nada do que saíu é novidade. Como não é novidade que daqui a três meses, a Estatística dirá mais do mesmo às pessoas que contam cada vez mais dias no fim dos ordenados.
Sim, de facto, o José que diz que nos governa tem razão:
Há cada vez mais razões para censurar este governo!

16.5.08

De justiça, para o Jornal Torrejano

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A 9 de Maio, publicámos o post "Apagão" onde lamentávamos, constatando, que as actividades da CDU tinham sofrido um apagão nalguns jornais locais. Identificámos o JORNAL TORREJANO como um desses periódicos.

Hoje, com atraso é certo, o JORNAL TORREJANO divulga o último comunicado à população da CDU, afastando-se portanto dos outros jornais.
E isso tem que ser aqui salientado. Porque é de Justiça!

16 MAIO: UMA PÁGINA NEGRA NA HISTÓRIA DE LISBOA

15.5.08

Encontro CDU Torres Novas, 31 Maio no Pedrógão

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Terra e Pão para todos!

13.5.08

13 Maio - a cova da iria

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Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.


E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

(Manuel Alegre, excertos da TROVA DO VENTO QUE PASSA)



"(...)Há um registo fotográfico de corpo inteiro efectuado aos três videntes pelo eng. Mário Godinho, de Pé de Cão, Torres Novas no dia 13 de Julho de 1917, junto da Igreja Paroquial de Fátima, depois das aparições desse dia. Foi neste dia que as crianças tiveram a visão do inferno. Perante tal manifestação os seus rostos ficaram perturbados.
O automóvel de Mário Godinho, um Peugeot de matrícula S-2015 foi o primeiro auto que foi à Cova da Iria, conforme refere uma reprodução existente no arquivo do Santuário de Fátima.(...)"
in O FRUTO DA NOTÍCIA:
http://frutodanoticia.spaces.live.com/blog/cns!C6796F137946FA9D!3180.entry

13.5.08

Ode a la edad

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José Barata Moura diz Pablo Neruda

13.5.08

Torres Novas: Silêncio e tanta gente.

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Estão estranhos, os tempos, nas margens do Almonda. Não sei se houve foguetes com a subida do clube da cidade aos nacionais. Não sei se houve, porque não os ouvi. Noutros tempos, este feito, tinha dado para uma festarola pelo Largo da Botica e pela Praça 5 de Outubro. No Domingo, pairava o silêncio pela Cidade. Consulto hoje, terça-feira o site do Clube. Houve uma pequena recepção à chegada do autocarro ao estádio. Mas o povo, que apareceu sempre, nestas coisas da bola faltou. Não estava lá. A cidade continuou estranhamente silenciosa. Já não vai em festas. Aliás acho que já não vamos em nada. Resta um estranho silêncio.
O silêncio. É isso. A cidade está feita de silêncio. O velho centro da vila emudeceu. O tempo parece ter parado. Apenas e ilusoriamente o tempo terá parado. Ecoam nos nossos ouvidos o barulho das pessoas pela vila, das sirenes das fábricas. Mas o tempo não parou e isso vê-se nas casas, muitas casas, cada vez mais casas que ficam desertas. Com as paredes esboroando-se lentamente, inevitavelmente esboroando, caíndo.
Dos jornais, desta terra, pouca coisa contam da vida que aqui se vive. Das filas no Centro de saúde, da pobreza envergonhada de muitas famílias, da decadência do pequeno comércio. Nos jornais da minha terra não percebo porque não falam de certas coisas. Ou melhor, finjo não perceber.
Não percebo porque ninguém fala dessa empresa histórica de Torres Novas, a "Fábrica", com os seus salários em atraso, o seu declínio, a redução progressiva de pessoal com ofertas de indemnização e pré-reformas. Não percebo como essa empresa que é património secular da memória da nossa terra, que está no código genético da vila que viu nascer uma revolução industrial nas águas do Almonda, está a morrer perante tanto silêncio. Não percebo porque não se fala de uma outra fábrica, na zona Industrial que pretende reduzir o seu quadro de pessoal por inteiro e portanto encerrar as portas. Não entendo como ninguém fála da limitação de liberdades essenciais, como a proibição de distribuição de informação sindical junto ao portão de algumas fábricas, algumas delas igualmente relevantes e históricas…
Silêncio e tanta gente, cantou Maria Guinot num festival da Canção da RTP há uns anos. Silêncio e tanta gente é o retrato destas Torres Novas. Aqui que é a terra de Delgado e de Maria Lamas.
Onde alguns ainda resistem e afirmam, a condição de se ser, afinal estranhamente , Livre!
E nunca calados. Estamos cá, contem conosco para lutar e, como dizia o cantor, para o resto.

Com a irónica ajuda do Atlético Riachense, o Clube Desportivo de Torres Novas regressou esta tarde aos Campeonatos Nacionais de futebol.
Agora, para o ano que se aposte ainda mais nos jovens de Torres Novas e na formação desportiva em Torres Novas. Que o Clube não se esgote no futebol. Sobretudo em futebol profissional mal disfarçado...
E que se dê alguma dignidade ao Campo de Treinos onde muitos miúdos aprendem a gostar do verde e amarelo deste Clube.
Viva o Torres Novas!
Torres Novas:
o clube onde jogaram entre outros Francisco Tavares, Carlos Torres, Bué, Hugo Sarmento, José Torres (o bom gigante), Carvalho, Zeca, Fragata, Carolino, Vítor Alves, Casquilha, Cruz Lopes, Jorgita, Afonso, Edmilson, Bolão, Gabriel Mendes, António José, Piranga, Paz Miguel, Telmo...



11.5.08

Rui Costa

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11.5.08

Bom Domingo

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José Fanha, SOU PORTUGUÊS AQUI

Em Torres Novas
Os operários lutam

Os operários de uma empresa metalúrgica de Torres Novas ( Casa Nery), após meses de demarches e reclamações que culminaram com uma concentração massiva junto da gerência, conseguiram um aumento geral de salários de 4$00 em média.
Este aumento que é o resultado da unidade e da luta dos operários da Casa Nery, representante já uma importante vitória mas não corresponde áquilo que os operários reclamavam e esperava da empresa.
in AVANTE! de julho de 1960, série VI, nº 291

9.5.08

O apagão

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A CDU de Torres Novas, tem aprsentado à população diversos documentos que reflectem tomadas de posição sobre o pulsar da vida do concelho. O post anterior já é uma folha informativa posta a circular à população já este mês de Maio. É a posição de uma força política responsável que critica e propõe soluções. A comunicação social local ( O Riachense, O Almonda e o Jornal Torrejano) ignoraram olimpicamente o documento. Aliás as posições da CDU têm vindo, embora de diversas maneiras, a sofrer um apagão nestes órgãos de comunicação social.


Não se pede aos jornais que emitam os comunicados ipsis verbis. Mas o alheamento das posições da CDU é uma atitude que revela o estado a que chegou o jornalismo em Torres Novas.


Ou será que os temas propostos pela CDU não são jornalisticamente relevantes?


Ou serão mais relevantes as tricas internas do PS local a que alguns militantes se têm dedicado?

Note-se: Isto tem a importância que tem. Que talvez não seja assim tanta.

Mais:Esta é uma posição que se assume aqui, apenas, em nome próprio e individual.

Seja como fôr, não é por alguns quererem que as coisas não existam, que elas deixam de existir.

Dou por seguro, que a CDU de Torres Novas continuará o seu trabalho de levar as suas ideias junto das populações do concelho.


9.5.08

CDU Torres Novas: Informação de Maio 2008

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Alguns Candidatos CDU Torres Novas às Freguesias(autárquicas 2005)

AS JUNTAS DE FREGUESIA:
ESSAS ETERNAS ESQUECIDAS

Nas últimas eleições autárquicas no concelho de Torres Novas, em 2005, a CDU voltou a prometer a criação de um Gabinete Municipal de Apoio Técnico às Juntas de Freguesia. Tendo o PS conquistado a Câmara, o senhor Presidente da Câmara Municipal, no próprio dia em que tomou posse afirmou solenemente que tal gabinete seria desnecessário visto que ele próprio seria o elo de ligação entre a Câmara e as Juntas de Freguesia.
Entretanto, a passagem do tempo, tem demonstrado que tal ligação tem sido muito pouco eficaz. Em prejuízo das freguesias, claro. Sobretudo em prejuízo das localidades situadas fora da cidade.
As dificuldades de coordenação para as diversas obras nas zonas rurais são evidentes. Há freguesias que esperam e desesperam pela chegada de máquinas para arranjar estradas e caminhos.
Há obras que estão sucessivamente todos os anos no Planos de Actividades da Câmara. Da sua execução, nada se sabe, nada avança.
A degradação das estradas municipais evolui a olhos vistos. A manutenção de bermas e valetas é em regra desprezada.
As poucas obras que se vão realizando, como alcatroamentos, estão a ser mal executadas com protestos das populações, como por exemplo em Meia-Via e Pedrógão.
Enquanto isso, as Juntas de Freguesia continuam a ser vistas como os parentes pobres do Poder Local em Torres Novas. Sendo atribuídas cada vez mais competências, enfrentam cada vez mais dificuldades, que se agravam por causa dos larguíssimos atrasos de cumprimento financeiro dos protocolos assinados entre as Juntas e as Câmaras. As dívidas às juntas de freguesia, em Dezembro de 2007 era de 369 mil Euros e agora já deve rondar os 400 mil Euros !
As Juntas de Freguesia não são pedintes nem se podem comportar como pedintes do Poder Local de Torres Novas. Têm a dignidade que lhes foi conferida pelo mesmo voto popular que elege o Executivo Municipal.

A CDU APELA PARA QUE:

- As Juntas sejam tratadas com a devida dignidade democrática que lhe é devida.
- Os compromissos financeiros que a Câmara assumiu com as Juntas, sejam prioritariamente resolvidos.
- A Câmara, nas zonas rurais, cumpra com as obras programadas no seu Plano de Actividades.
- As relações com todas as Juntas sejam mais transparentes, através da criação do Gabinete de Apoio Técnico às Juntas de Freguesia.
- Se promovam reuniões mensais entre a Câmara e as Juntas.
- Exista uma Reunião Pública Mensal descentralizada em cada uma das freguesias.
- Seja criado um Plano de Manutenção da Rede Viária para quatro anos.


9.5.08

Esperanças que não ficam à espera

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Um dia, quando o povo quiser outro rumo será encetado, dar-se-á a ruptura e a mudança visando mais justiça social, mais progresso e mais democracia. Acumulando forças, acumulando esperanças que não ficam à espera,..."
Não desistimos de Portugal!
Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP e deputado na Assembleia da República, apresentando a moção de censura ao governo de José Sócrates.

MANIFIESTO

Yo no canto por cantar
ni por tener buena voz
canto porque la guitarra
tiene sentido y razon,
tiene corazon de tierra
y alas de palomita,
es como el agua benditas
antigua glorias y penas,
aqui se encajo mi canto
como dijera Violeta
guitarra trabajadora
con olor a primavera.
Que no es guitarra de ricos
ni cosa que se parezca
mi canto es de los andamios
para alcanzar las estrellas,
que el canto tiene sentido
cuando palpita en las venas
del que morira cantando
las verdades verdaderas,
no las lisonjas fugaces
ni las famas extranjeras
sino el canto de una alondra
hasta el fondo de la tierra.
Ahi donde llega todo
y donde todo comienza
canto que ha sido valiente
siempre sera cancion nueva.


Victor Jara



As vidas de Maria do Amparo e Carlos Alberto Moniz seguiram rumos separados.
Mas nos finais dos anos 70, Maria do Amparo e Carlos Alberto Moniz, actuaram em Torres Novas no Teatro Virgínia a propoósito não sei bem de quê. Eu que era puto, muito puto, guardo a vaga ideia de estranhar aqueles cantores deixarem a filha pequenita invadir e subir para o palco - menina que suponho ser a Lúcia visto que ainda por cima a tal cantora estava a cantar com uma barriguinha de grávida, coisa que na altura ainda mais me terá espantado... Penso que não estou a sonhar ou a delirar. Alguèm pode confirmar se isto se passou ou não?
Estiveram em Torres Novas nos anos 70? Será possível ter sido a Lúcia a subir ao palco? E a Maria do Amparo actuava efazia espectáculos grávida?

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Álvaro Cunhal e outros camaradas, no Couço, em 1985



6.5.08

Porque agora anda tudo com o credo na boca!

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«não pode haver uma agricultura desenvolvida, nem os problemas das populações podem ser resolvidos enquanto as terras continuarem por cultivar e servirem apenas para as caçadas dos senhores que vêm de Lisboa».


Álvaro Cunhal na 1ª Conferência dos Trabalhadores Agrícolas do Sul, em Évora, 9 de Fevereiro de 1975 ( citado in Avante! nº 1368 de 17 fev. 2000)

Onde se lê, num relatório da PIDE que o General Humberto Delgado, de Torres Novas, promete em Maio de 1958, em plena campanha eleitoral, "partir a cara com duas bofetadas" ao "snr Dr. ALVES VIEIRA", ao tempo Presidente da Câmara de Torres Novas e reconhecido apoiante de Salazar e da União Nacional.

António Alves Vieira, Torres Novas (1913-1985)

3.5.08

Futebol à ribatejana, pá!

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Recentemente, num jogo de juniores, um jovem jogador do Atlético Riachense "espetou" uma cabeçada no colega da equipa adversária que saíu do campo na ambulância.
No fim de semana que passou, os jogadores do Desportivo de Torres Novas viram-se ainda mais amarelos para entrar nos balneários no fim do jogo disputado com o Desportivo Amiense em Amiais de Baixo.
Ainda nesse fim de semana, para a 1ª distrital da associação de futebol de Santarém, em Almeirim a sopa da pedra azedou e de que maneira: os desacatos foram tais que a Associação de Futebol de Santarém castigou 26 jogadores do Alcanena e do Almeirim.
Parece que a malta não está com muita queda para o desporto.
Sendo assim, enquanto isto estiver assim, a mim ninguém me verá num campo de futebol ribatejano, nos tempos mais próximos.
Prefiro a Liga dos Últimos na RTP.
Até porque nestas coisas, ninguém me tira da ideia que os ribatejanos não são bons para a bola.Somos muito melhores a apanhar a espiga, por exemplo, na quinta feira de ascensão - como revela o vídeo seguinte produzido pelo Mirante TV na Chamusca.

3.5.08

a cantora libanesa

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A culpa é tua, Samuel - o do CANTIGUEIRO. Não resisti e qual marialva ribatejano machista leninista fui procurar um vídeo da moça libanesa censurada no Bahrein. ABAIXO A CENSURA!

2.5.08

O Bombista

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Flamejante auriflama incendiada
patriótica face entumecida
com dentes de coroa cariada
e alma nacional - apodrecida.

Galões de oficial. Na face armada
um sorriso de arcanjo genocida
mais os comendadores da comenda
da comandita que nos comanda a vida.

Olhar alarve mas não inocente
na mão aberta a palma democrata
na mão escondida a saudação fascista.

É fácil perceber que nem é gente
é um simples piolho que se cata
é um filho da puta é um bombista.

Ary dos Santos

2.5.08

Um padreca

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A Assembleia da República aprovou hoje um voto de pesar pelo senhor Cónego Melo. Os Verdes, o BE e o PCP votaram contra. A direita votou a favor. O PS absteve-se.
A pouca vergonha pátria no seu melhor.
Uma vergonha para a Liberdade.
E se é legítimo alguns deputados levantarem-se da cadeira na hora de cumprir o minuto de silêncio (como fizeram os deputados do Bloco, alguns do PS e do PSD) , não é menor a grandeza daqueles que votando contra, tendo sofrido com os ataques bombistas às suas sedes, mantiveram na hora de cumprir o voto de silêncio aprovado, uma grandeza e dignidade institucional, mostrando que estão moralmente muito acima de qualquer padreca de saias armado em fascista.

2.5.08

PCP com o distrito de Santarém

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O Grupo Parlamentar do PCP, interpelou o governo sobre questões relacionadas com o tornado que assolou o Ribatejo; o desemprego em Salvaterra de Magos e sobre questões relacionadas com o Plano de Ordenamento da Barragem do Magos. As populações do distrito de Santarém, contam como contarão sempre com o empenho do Grupo Parlamentar do PCP.

Depois do Tornado que atingiu os concelhos de Santarém ( em particular as freguesias de Abrã e Amiais de Baixo); Alcanena e Torres Novas e, face aos apoios que foram imediatamente "propagandeados", o grupo parlamentar do PCP, através do deputado Bernardino soares, interpelou o governo em 30 de Abril.
O PCP questiona o valor das indemnizações face à realidade dos prejuízos e sobretudo porque as empresas afectadas necessitam de retomar a produção para fazer face aos seus compromissos com fornecedores e clientes. O deputado comunista questiona ainda o governo acerca das exigências ambientais da retirada das estruturas de amianto que, constituindo um perigo para a saúde pública, constituem um encargo adicional sobre as populações atingidas.
O PCP , invocando o regimento da Assembleia da República exige que o Ministério da Administração Interna informe:

"-das razões para a escassez de verbas disponíveis na linha de crédito bonificado do IAPMEI
- do prazo real da conta de emergência anunciada pelo governo
-Dos apoios disponíveis para a questão da retirada das telhas de amianto, tendo em conta, os seus especiais encargos, designadamente neste momento
-da disponibilidade do governo para acriação de apoios a fundo perdido para acudir pelo menos a parte das despesas urgentes de reparação."



TERMIDOR ERRADO / (25 de Novembro de 1975)
V
(Chama que nenhum vento apaga...)

A Revolução
parece às vezes que pára
ou que recua
tornando mais funda a escuridão
e a noite menos clara-
como se qualquer Mágica Mão
apagasse o sol dentro da lua.
Mas só os medrosos temem
que a viagem
para a Manhã do Renovo
com limpidez de sémen
termine? - antes que cheguemos à paisagem
sonha para o povo
por Lenine.
Não. A nossa Revolução
ainda não acabou
nem tão cedo acaba- como no alto mar
não gela nenhuma vaga
ao sol de Verão.
Não. A nossa Revolução
continuará,
chama que nenhum vento apaga-
enquanto no coraçãodos ricos-senhores
doer a ameaça
de os cavadores vermelhos(o tojo inútil, os estevais, o rasto
das lebres e dos coelhos)-
guiados pelo malogro,
o asco
e as esperanças
da sombra de fogo
da Voz do Vasco
colérica e doce.

IX

E foi para esta farsa
que se fez a revolução de Abril, capitães,
ao som das canções de Lopes-Graça?
Foi para voltar à fúria dos cães,
ao suor triste das ceifeiras nas searas,
as espingardas que matam os filhos as mães
num arder de lágrimas na cara?
E, no entanto,
no princípio, todos ouvíamos uma Voz
a dizer-nos que a nossa terra poderia tornar-se num pomar
de misteriosos pomos.
E nós,
todos nós, chegámos a pensar
que éramos maiores do que somos.

JOSÉ GOMES FERREIRA in: A Poesia Continua, velhas e novas circunstanciais, 1981

2.5.08

Presidente Junta Meia Via passa a independente

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José Gil ex autarca do PS


Na última Assembleia MunicipalAo que parece, com algumas acusações graves à maioria PS da Câmara, o Presidente da Junta da Meia Via, eleito pelo PS, declarou-se na última assembleia municipal como independente. Independentemente das razões em concreto que o autarca em causa terá ou não, mas tendo em consideração o tratamento que esta Câmara dá aos Presidentes de Junta e às Juntas de Freguesia, só admira como mais autarcas não tomam semelhantes atitudes.
A insensibilidade do executivo é gritante. O menosprezo pelas Juntas de Freguesia que são órgãos eleitos democraticamente roça a gravidade.
Não basta andar a comemorar o 25 de abril. É preciso que ele chegue à Câmara...

Nota Final: Podendo ter razão, José Gil deveria demitir-se do próprio cargo. Não foi eleito de forma unipessoal, mas sim em listas do PS. É este o princípio que defendemos e continuaremos a defender. Se eventualmente a sua demissão implicasse a realização de elições antecipadas na Meia-Via...porque não? A sua passagem a independente não trará água no bico?

1.5.08

Já chegámos a Maio

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Quem tenha passado pela Escola de Música do Choral Phydellius de Torres Novas reconhece facilmente estas músicas, que nos remetem para a Renascença, que é curiosamente um tempo de esperança, um dos muitos Maios da História da Humanidade...O primeiro vídeo que propômos é "CE MOIS DE MAI" e o seguinte "TANT QUE VIVRAI"



1.5.08

Ascensão

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Hoje coincindiu o 1º de Maio com a 5ª feira de Ascensão - contados que foram 40 dias da páscoa. No Ribatejo, é feriado municipal em quase todo o lado e, manda a tradição ir até ao Campo apanhar a espiga - ramo composto de papoilas (vermelhas), espiga de trigo, ramos de oliveira e outras plantas bravias.

Por Torres Novas, a tradição mandava passar o dia nalgumas quintas da zona que abriam as portas para o piquenique. Tradição que perdurou, com alguma relevância até final dos anos 70 e inicio dos anos 80, graças sobretudo à Quinta do Visconde de S. Gião que foi abrindo as portas...

até que a tradição morreu.
O que diga-se desde já, não vem mal nenhum ao Mundo. Fica apenas aqui o registo das coisas que houve e, que já não viveremos.
Teremos outas para viver. Plenamente, como os nossos bisavós viveram.
Sem termos que estar sempre a olhar para o retrovisor dos tempos.

1.5.08

1º MAIO, na rua, em luta

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DESFILE 1º MAIO
SANTARÉM (PORTUGAL) DA CGTP-IN
(Fotos CANHOTICES)

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