"O Tó faz falta
O discurso dos sacrifícios de hoje e com data, em nome de dias melhores que o tempo fará aparecer, é tão velho no cardápio da exploração do trabalho quanto a idade do capitalismo e dos seus teorizadores. É em seu nome que se amputam direitos, se impõem congelamentos de salários e se reduz o poder de compra. Como recorrente é, embora mais tenro de idade, o inebriante discurso sobre a comunhão de interesses entre trabalhadores e patronato (a mais das vezes administrações que o representam) que a empresa constituiria, ou a menos polida, embora não menos eficaz, conversa que a pretexto da defesa do posto de trabalho chantageia salários e parasita direitos. Dir-se-ia que a conversa sobre sacrifícios, «colaboração» empresarial e contenção salarial — omnipresente na arenga governativa, na conversa das confederações patronais, nos encomendados comentários de analistas políticos e económicos ou nos cíclicos boletins do Banco de Portugal e do seu zeloso governador, — não suscitaria, de tão gasta e usada, surpresa alguma digna de registo para ser de nova credora do espaço que a presente crónica lhe faz menção de dedicar. Mas como que fazendo juz ao significado inerente ao próprio conceito há sempre, mesmo quando se julga nada poder já constituir surpresa, algo capaz de nos surpreender. É o caso de António Chora – membro da CT da Autoeuropa e exemplo maior da montra do trabalho do BE – e da sua entrevista a um matutino. Diz António, posto perante o congelamento dos salários durante dois anos na empresa que «vale a pena fazer agora alguns sacrifícios para manter amanhã os postos de trabalho» tanto mais que, segundo ele, tem «uma administração a lutar por novos produtos». Empolgado, porventura, com a comunhão de interesses que o une à administração, não hesita mesmo em sentenciar que outras empresas deveriam seguir-lhe o exemplo. Num quadro em que a chantagem sobre salários e direitos constitui, face às programadas ameaças de deslocalização, o principal instrumento para acentuar os níveis de exploração e fazer crescer os lucros dos principais grupos e empresas multinacionais, a Administração registará o gesto e o capital da empresa, em particular, agradecerá reconhecido tanta dedicação. Afixado que foi em Lisboa pela mão do BE um cartaz que grita a falta que lhe faz o Zé – vá-se lá saber porquê o pavor que ele lhe fuja – é caso para se dizer que, com inteira justiça e não menor sentido de oportunidade, a CIP e as principais multinacionais deveriam desde já lançar uma campanha de publicidade onde reconhecidamente levassem, aquém e além fronteiras, mais longe a ideia de que «O Tó faz falta»."
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Este fim de semana vou ser azul, da cruz de cristo, vejam lá.
A geada tem atacado nos últimos dias os campos portugueses. Perante esta adversidade meteorológica, os agricultores pouco mais têm a fazer senão aguentar os graves prejuízos. Entretanto o senhor ministro vai lamentando-se da falta de "cultura empresarial" dos agricultores portugueses que não fazem seguros sobre as suas culturas. Um ministro que assim fala é um ministro que não conhece a agricultura nacional: Não conhece o envelhecimento, a desertificação do interior, o atraso tecnológico, o elevado custo dos factores de produção, a falta de competitividade com o estrangeiro, a dependencia alimentar face ao estrangeiro, o custo dos seguros, enfim o definhamento progressivo de um sector essencial.
Jornadas CDU Torres Novas: Sábado, vamos "Entre a Serra e a Charneca"
As Jornadas da CDU Torres Novas 2007 "Valorizar o Patrimóno- Desenvolver a Nossa Terra" vão ter o seu epílogo Sábado que vem.Ribeira Ruiva - Largo da Junta - 9,30h
Choupal
Banda Filarmónica
Rio Almonda (entre as pontes)
* Zibreira (das 11,15h às 11,45h)
Ponte por cima acesso à A1 - 11,15h
Zona industrial
* Meia Via (sábado das 12h às 13h)
Largo da Igreja - 12h
Teatro Maria Noémia
Almoço das 13,15 às 14,45h
* Lapas (das 15h às 17h)
Rio Almonda - 15h
Centro histórico de Lapas
Grutas / Moinho da Pau / Conquilha
O Projecto dos Mesiões ainda pode ser mais enriquecido. Muito, muito mais, aliás. Não sejamos comedidos! Espaço não falta: Assim sonhe o Homem. Ao jeito dos figuinhos com pimenta o CANHOTICES sugere:
- Um teleférico do Nersant até ao Castelo
-Um Sambódromo para dar cabo do Carnaval de Torres Vedras (400 postos de trabalho garantidos entre sambistas, tocadores de batuque e baianas...)
-Criar um açude no Rio só para o gajo de Abrantes não se ficar a rir...
-Um metropolitano de superfície entre o cemitério e o nersant
-Um oásis tropical para plantar muitas palmeiras
-Uma rotunda (é fundamental)
-Estúdios de Cinema - "Hollywood Lusitano" (para dar um toque cultural e internacional à coisa)
-Uma pista de aterragem de OVNIS (nunca se sabe quando vai ser preciso)
...e se no fim, ainda houver um bocadinho de espaço façam lá uma casita de banho, tá bem?
"O executivo aprovou o estudo prévio para o Parque Urbano da Várzea dos Mesiões/Mata da Cidade. O estudo prevê a construção de uma piscina de verão, com o respectivo edifício de apoio, um restaurante panorâmico, um grande lago e um parque-aventura com diversos equipamentos inovadores em Portugal para crianças e adultos se divertirem em conjunto. Haverá também uma área com carácter de Land Art, uma forma moderna de jardim, em que serão ainda construídas várias torres para habitação, uma zona comercial e uma nova área de expansão da Nersant.
Para esta zona foi, igualmente, pensada a criação de um Hotel Expo, com acesso imediato à via rápida que apoiará o hipódromo e as outras estruturas de eventos que aí poderão ter lugar.
O projecto da Mata da Cidade prevê também a construção de um hipódromo, um parque de radicais, uma pista de modelismo e uma zona de desporto livre para a prática de futebol, râguebi e outras modalidades."
in site da Câmara Municipal de Torres Novas ( www.cm-torresnovas.pt ).
A tarde, a concluir o noroeste já iniciado anteriormente em Pedrógão, foi um momento inesquecível destas jornadas. Começámos a seguir ao almoço por visitar na freguesia da Chancelaria, a riquissima paisagem natural e quase desconhecida do Parque da Pena de Água. Com algumas quedazitas no caminho e alguns pés torcidos, descobrir esta paisagem natural no concelho de Torres Novas foi algo de valoroso.
Partindo para a freguesia de Assentiz, passámos pelo Outeiro onde a actividade dos sucateiros é predominante. Infelizmente é possível atestar alguns atentados ecológicos à beira da estrada. A solução para o problema está na criação do Parque Industrial do Norte de Torres Novas. Tal Parque foi prometido (e reprometido)aos empresáros nas calendas gregas - como não há solução alguns dos sucateiros estão a abandonar o nosso concelho. E era tão fácil resolver o problema a contento de todos...
Prosseguimos para o Vale da Ribeira de Beselga que nos deixou a todos ....extasiados (Comunicação Social incluída).
O Vale é uma garganta profunda, de acesso limitado com uma belíssima riqueza paisagítica, geológica e...arqueológica!!!!
As grutas que estão neste momento a ser investigadas pelo STEA revelam uma intensa presença humana do paleolítico e do neolítico. Foi com gosto que ouvimos as arqueólogas e "mexemos" nalguns achados!...
Será que há alguém na Câmara que saiba o que se está ali a passar ?
Pessoalmente diriamos mais: Torres Novas tem ali o "seu" petróleo!
Saiba rentabilizá-lo em conjunto com a Gruta do Almonda e a nível de arqueologia edificada com a vila romana de Cardílio.
Cada vez mais, se confirma o que se suspeitava: O Património do Concelho de Torres Novas pode ser um factor de desenvolvimento alternativo - e nisso não é preciso inventar nada: Basta valorizar e cuidarmos o que temos!<>
Ora, não se trata apenas de uma fanfarronada excessiva, trata-se antes e sobretudo de rasurar o papel decisivo que outros, de facto, desempenharam, num tempo em que Sá Fernandes nem sequer era ainda vereador municipal.Já esclareci essa questão em artigo publicado no Público em 17 de Fevereiro deste ano. Mas como há quem queira continuar a fingir que não leu ou que não sabe, é infelizmente necessário estampar aqui o que então escrevi e, no fim, lançar uma pergunta e um desafio.
Com efeito, depois de um intróito sobre outro tema, comecei por dizer que «concedendo um curto descanso ao referendo, hoje pretendo sobretudo não passar ao lado da manchete do PÚBLICO do passado sábado que, com base em escutas feitas em Dezembro de 2005 a Domingos Névoa, proclamava que “Bragaparques não considerava PS e PCP obstáculo a negócio”, acrescentando-se na peça de desenvolvimento que aquele empresário afirmara então que “o PCP não pode fazer nada, nada”, “está ali quieto e calado”e “em banho-maria”.Porque as manchetes têm a força que se sabe e porque pode haver quem pense que o administrador da Bragaparques, não sabendo estar a ser escutado, pode ter falado verdade, importa recapitular um conjunto de factos esclaredores.Com efeito, importa recordar que foi em reunião camarária de 4-2-2005, ou seja a oito meses das eleições que deram a vitória à lista dirigida por Carmona Rodrigues e que permitiram a eleição de José Sá Fernandes pelo BE, que o PCP votou sózinho contra o negócio entre a CML e Bragaparques da permuta de terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular em Entrecampos.Importa também relembrar que foi em 1-3-2005 que, na Assembleia Municipal em que a direita estava em minoria, foi aprovada uma deliberação indispensável à viabilização do citado negócio, com os votos a favor do PSD, do CDS, do PS, do BE e com o voto contra do PCP e do PEV.E, por fim, importa reavivar que, face a patentes irregulariedades e fortes suspeitas de ilegítimo favorecimento da Bragaparques, em 1 e 6-8-2005, o PCP apresentou múltiplas participações ao Procurador junto do Tribunal Administrativo de Lisboa, à Polícia Judiciária, à Procuradoria-Geral da República, à IGAT e ao Tribunal de Contas, invocando a lesão do interesse público na citada permuta e na hasta pública de parte dos terrenos de Entrecampos realizada com a atribuição à Bragaparques de um direito de preferência que não tinha sido objecto de qualquer válida deliberação municipal.Com tudo isto já decorrido ou em tramitação legal, tenho uma inegável dificuldade em perceber para que é que o alegado corruptor Domingos Névoa precisava de tentar subornar José Sá Fernandes. Fico porém feliz que um eventual corruptor tenha chegado sim à avisada conclusão de que, em relação a algumas pessoas e a uma força política, nem vale a pena tentar suborná-las ou corrompê-las.»Relembrados estes factos, há uma pergunta que faço : quando Sá Fernandes chama a si o mérito da denúncia no «caso Bragaparques» estará a criticar o voto favorável ao negócio que o partido que o apoia - o Bloco de Esquerda - deu na Assembleia Municipal numa deliberação decisiva?
E há um desafio que lanço : se alguém acha que os factos que eu acima invoco não são verdadeiros, então faça favor de dar um passo em frente.
Posted by VÍTOR DIAS at 22:20 "
O Ribatejo está por estes dias em Ascensão.
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