segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Luiz Pacheco, sem mais palavras.


"(...)Ódio ao corpo, andam esses a dizer há dois mil anos, como se neste curto lapso de tempo da história do homem só devesse haver fantasmas descarnados. Ódio ao corpo, o teu e o meu, disfarçado em tarefas vis e loas absurdas, cobardias pequeninas. Nada disso é gente e eu gosto de estar com gente (falo de corpos), um enchimento de gente à roda, compacta, onde recebemos e damos, estamos e lutamos, sofremos em comum e gozamos. Onde tudo de nós é ampliado, revigorado, e medido pelo colectivo, pelos outros - espelho e limite, cadeia e espaço imenso, liberdade e nossa conquista."


2 comentários:

  1. Um escritor que faz falta. Ficará na História da Literatura Portuguesa do século XX.

    Abraço

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  2. Nasceu cedo demais neste pequeno rectângulo!
    A Maria tem razão, vai fazer falta!

    GR

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