"As gentes que esto ouviam, saiam aa rua veer que cousa era;(...)e começando a falar uu com os outros, alvoraçavom-se nas vontades(...)a gente começou de se juntar e era tanta que era cousa estranha de se veer. Nom cabiam pelas ruas principais, e ocupavam lugares escuros, desejando cada uude seer o primeiro."
- Fernão Lopes
Torres Novas está de luto. Porque o luto também se faz quando morrem os homens simples mas bons.
Joaquim Paiva, o artesão das Lapas, faleceu ontem. Reformado da Rodoviária, começou a fazer os seus bonecos em pau de figueira que começou a mostrar ao público quando Amílcar Fialho o desafiou a participar na prmeira feira dos frutos secos.
Com a sua aguardente de figo a destilar na hora, o seu stand rapidamente se tornou um sucesso e os "bonecos" ganharm fama pelo país fora. Forjados com a simplicidade e humildade do autodidacta, transparecendo um realismo naif, que só encntramos paralelo no artesanato minhoto da mestre Rosa Ramalho e da sua filha Júlia Ramalho, ou em Julia Coto também de Barcelos.
Com a Praça de Touros conquistou um importante prémio nacional de artesanato promovido pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional.
Com presena assídua em jornais e programas de televisão, o nome de Joaquim Paiva ganha reputação no mundo do artesanato e alguma das suas peças ( os cristos, a matança do porco, a taberna,o Adão e Eva) são hoje emblemáticas e reconhecidas.
Todos os anos, voltava à Feira dos Frutos secos: Construindo mais bonecos e onde os amigos poderiam provar ( à sucapa nestes últimos anos por causa da ASAE) a sua aguardente de figo.
Sei de quem tenha aprendido a fazer aguardente em casa do sr Paiva. A sua arte a moldar o pau da figueira, a malandrice num ou noutro pormenor,ficará no entanto sem continuidade. E de outra forma não poderia ser tal era a genuidade das suas obras. Resta-nos o consolo de saber que as suas obras são altamente disputadas no mercado de artesanato onde constituem uma fonte segura de valorização.
Em Outubro, Joaquim Paiva faltará pela primeira vez à Feira dos Frutos Secos?
Só se a organização quiser.
A 15 de Abril de 1950, saía para as ruas um retrato das mulheres portuguesas - um retrato escrito pelas letras da torrejana MARIA LAMAS.
" Mulheres do meu país" constitui ainda hoje uma importância fundamental para quem quiser estudar as condições de vida da mulher portuguesa nos meados do século XX - uma realidade viva e bem diferente da etnologia nacionalista desenvolvida pelo SNI de António Ferro. Descrevendo a dureza que marca o quotidiano da vida da mulher portuguesa, trabalhadora, injustamente explorada e discriminada, muito longe da imagem de fada do lar difundida pelo fascismo, Maria Lamas torna-se protagonista incontornável da luta pela emancipação feminina em particular e dos portugueses em geral.
IMAGEM DA BIBLITECA DE TORRES NOVAS
Fez bem a biblioteca de Torres Novas em recordar os 60 anos de "Mulheres do meu país" - deixando uma primeira edição para consulta numa das suas salas.
Mas tendo em conta os inúmeros debates, workshops, colóquios que a Biblioteca organiza (à vezes por motivos bem mais fúteis ) esta lembrancinha fica a saber a poucochinho. Que nunca nos envergonhemos por termos Maria Lamas como uma das torrejanas ilustres.
1. Parece que o PS em Torres Novas elegeu uma nova comissão concelhia, presidida agora por José Trincão Marques.Será desta que vemos ver o PS ter voz própria em Torres Novas? Será desta que vamos ver o PS a ter iniciativas políticas?
Onde esteve a voz do PS nas questões locais da Saúde? do Emprego? da vida do centro da Cidade? da vida no espaço rural? nas questões ambientais?
Ou continuará a ser uma comissão admnistrativa de apoio aos actos eleitorais e em que apenas uma voz, a VOZ do PODER AUTÁRQUICO, se escuta?
2. Entretanto diversos militantes do PS no distrito de Santarém, já vieram anunciar o apoio à candidatura presidencial de Fernando Nobre contra a de Manuel Alegre. Nomeadamente e segundo o site do SOL ( CLICAR AQUI ) entre esses militantes está António Rodrigues - presidente da Câmara Municipal de Torres Novas.
Segundo este site, António Rodrigues "nunca apoiará Manuel Alegre- António Rodrigues afirmou que não se vai precipitar, não escondendo, contudo, a grande identificação com a «experiência de vida fantástica» e os valores defendidos por Fernando Nobre" Ainda e de acordo com este site o "socialista António Rodrigues, não esconde a identificação com «os princípios de cidadania, lusofonia e valores históricos de Portugal» aguardando porém com uma posição oficial do partido.
Curiosamente José Trincão Marques, o novel presidente da comissão política local, é um entusiasta de primeira hora desta candidatura de Manuel Alegre - apoio expresso tanto no seu blogue TERRA NOSSA - JTM ( entretanto off line ) como no site oficial de Alegre ( ver clicando AQUI)...
Haverá aqui uma divergência (pioneirissima entre A. Rodrigues e a comissão política local do PS ?)
Ou estará o PS de Torres Novas a jogar em simultâneo com as brancas e com as pretas????
Estreia amanhã, quarta-feira e é imperdível.
Documentário? Documento histórico? Obra de cinema?
São amigos, reais, à volta de uma mesa desnovelando estórias - pedaços da resistência ao fascismo numa vila portuguesa - Torres Novas.
(O filme que hoje já não se poderia fazer.)
A simplicidade da mão que treme a segurar a câmara: captando em cru o essencial da estória, do olhar, da voz.
" Construíndo a Liberdade" - documentário produzido pelo Cineclube de Torres Novas e estreado em 2010 nas comemorações do 50º aniversário. Uma prenda do nosso Cineclube, também ele, combatente da liberdade, a poucos dias de mais um 25 de Abril.
Imperdível e já amanhã - no Teatro Virgínia de Torres Novas.
A chegada de Pedro Passos Coelho à liderança do PSD constituiu a chegada ao poder de uma geração política nascida nos ultimos anos do fascismo e nos primeos 2, 3 anos após 74.
A geração do Marco e da Heidi.
Uma geração que cresceu politicamente em liberdade, num país em que as conquistas sociais da revolução pareceram tão evidentes e naturais como a respirar ( na sáude infantil, na educação...). Uma geração em que a informática lhe entrou pela porta do quarto num gravador de cassetes e num zx spectrum, a geração da Europa TV ( uma espécie de 3º canal privado no rtp 2 com muitos telediscos), uma geração que começou a descobrir os telediscos, curtiu com Rick Astley e Sabrina, Michael Jackson e Madonna. Viu os Rambos e os RockyesnoVHS lá de casa.Quando descobriu a política não hesitou e procurou o show. Primeiro junto dos betos vestidos de sobretudo verdee camisola benetton: na cabeça os palhinhas do Freitas em 1986. E continuou obviamente, transformando-se na geração dos laranjinhas - uma juventude entusiasmada com Cavaco em 1987 e 1991.
A seguir vieram as propinas para pagar a faculdade... e o mundo fabuloso do Marco e da Heidi começou a esboroar . Nascia a geração rasca, quando os rabos ficaram à mostra.
A chegada Passos Coelho à luta pelo poder não traz, portanto, qualquer segredo.
Deixemo-nos iludir com as fantasias da Heidi e do Marco e acabaremos de novo com o rabo à mostra.
Deixemo-nos iludir com as fantasias da Heidi e do Marco e acabaremos de novo com o rabo à mostra.
Enrascados, mais enrascados, sempre enrascados.
7 Abril 1973 - Fernando Tordo canta a Tourada no Festival da Eurovisão. Felizmente, ainda não tinham acabado as canções.
com sublinhado CANHOTICES, a partir do original do Ephemera
José Pacheco Pereira continua com o seu trabalho notável de recolha de documentos políticos on line através do Ephemera.
Hoje o Ephemera publica a imagem de uma " CONSTITUIÇÃO POLÍTICA DA REPÚBLICA PORTUGUESA ASSINADA PELO CONJUNTO DOS DEPUTADOS DO PCP - Volume encadernado com uma cópia fotocopiada da Constituição antecedida da assinatura dos deputados do Grupo Parlamentar do PCP" , publicada em 1976 pelo Partido Comunista Português.
Num olhar sobre as assinaturas, há a curiosidade encontrarmos a assinatura do actual secretário geral do PCP. Também outras assinaturas por ali andam e hoja assinam noutros espaços.
Destacou-se aos olhos, no entanto, uma assinatura bem conhecida de muitos torrejanos. A assinatura de António Rodrigues Canelas, torrejano, antifascista e militante comunista, deputado constituinte e que ainda hoje, vai deixando por aí a sua assinatura, nomeadamente nas colectividades e associações onde ainda desempenha funções: assim de repente recordo que esta assinatura preside, salvo erro, às mesas das assembleias gerais da Federação Portuguesa de Cineclubes, do Cineclube de Torres Novas, da Associação de Reformados e Pensionistas de Torres Novas.
( na imagem um pouco abaixo da assinatura de António Canelas está a assinatura de outro constituinte torrejano, Hilário Teixeira)
Havia um acampamento selvagem em Lisboa junto ao Pavlhão Atlântico onde , relatam as tvs, jovens a partir dos 12 / 13 anos procuravam durante 8 dias um lugar para o concerto dos Tokio Hotel.
Até esta semana desconhecia que o espaço circundante ao Pavilhão estivesse autorizado para o campismo.
...face à ausência de qualquer intervenção das autoridades qualquer um a qualquer altura poderia montar a tenda junto ao Pav. Atlântico? Ou não?
Pelos vistos, hoje a PSP decidiu acabar com o acampamento. Se bem que não entenda porque é que os jovens menores não foram identificados e sobretudo os seus pais.
Por bem menos alguns jovens casais do meu país, vêm os seus filhos sere retirados pelas Comissões de Menores.
Entretanto, em Espanha, repetem-se as cenas anuais da borga irracional e da desbunda dos jovens finalistas (???) portugueses.
Assim se passam as férias da Páscoa.
Como se passam todos os outros dias:
Quem passar junto Escola Artur Gonçalves, em Torres Novas, ao final de cada dia, percebe a facilidade com que na avnida circula o álcool, o tabaco, as coca-colas, os mac donalds...
Não caiamos no populismo moralista.
Já todos fomos jovens, todos experimentámos pisar os riso, fomos irreverentes. Mal de quem assim não foi.
Mas há por aí muitos paizinhos e muitas mãezinhas que deveriam ser responsabilizados pela forma displicente com que educam os seus filhos - disso tenho poucas dúvidas.
Infelizmente a Comissões de Protecção de menores caracterizam-se em regra por uma actuação de classe ( sobre os mais pobres) e racial ( sobretudo sobre ciganos e pretos).
A formação pessoal do autor deste blogue em Sociologia do Trabalho nunca foi ( ou raramente foi) para aqui chamada.
Mas o licenciado ( que tem licença para aprender) chama a atenção para um estudo que vem citado no "Cantigueiro" do Samuel.
António Damasceno Correia publicou um estudo universitário na área da sociologia e das relações laborais relatando a sua experiência como director de Recursos Humanos na Auto Europa.
Se no plano político e cívico as suas revelações são graves elas são no plano científico muito mais graves. O sr dr. Correia defende a manipulação como estratégia de intervenção nos recursos humanos - estratégia que nas empresas é amplamente usada, defendida e difundida, mas é manifestamente contrária à liberdade, autonomia e independência sindicais que qualquer gestor de recursos humanos decente deve respeitar.
O referido estudo acaba paradoxalmente por ganhar uma importância acrescida: ele é o retrato das práticas actuais da gestão de recursos humanos ( sobretudo em multinacionais) caracterizadamente antidemocráticas, ao serviço do capital, desenvolvendo continuamente as técnicas da manipulação.
Diga-se sem receio:as faculdades estão instrumentalizadas pela ideologia dominante e a ela servem. Nesse aspecto o estudo do sr dr da Auto Europa é esclarecedor.
No mundo do pensamento das ciências sociais, onde se espera pensamento divergente e debate de ideias, cada vez se assiste mais a uma subjugação do pensamento universitário à lógica do pensamento único.
Diga-se sem receio:as faculdades estão instrumentalizadas pela ideologia dominante e a ela servem. Nesse aspecto o estudo do sr dr da Auto Europa é esclarecedor.
No mundo do pensamento das ciências sociais, onde se espera pensamento divergente e debate de ideias, cada vez se assiste mais a uma subjugação do pensamento universitário à lógica do pensamento único.
As ciências sociais subordinam hoje o desenvolvimento do seu pensamento científico para o colocar ao serviço do capitalismo.
As ciências sociais existem hoje, lamentavelmente, nas empresas para refinarem e desenvolverem as técnicas da exploração capitalista. Entre o Taylorismo do princípio do século XX e as "modernas" técnicas de gestão de pessoal continuam incólume e subjacentes nas relações laborais os principios fundamentais da exploração capitalista do trabalho humano. A diferença está no grau de manipulação.
As ciências sociais existem hoje, lamentavelmente, nas empresas para refinarem e desenvolverem as técnicas da exploração capitalista. Entre o Taylorismo do princípio do século XX e as "modernas" técnicas de gestão de pessoal continuam incólume e subjacentes nas relações laborais os principios fundamentais da exploração capitalista do trabalho humano. A diferença está no grau de manipulação.
Obviamente, os cientistas sociais e as correntes de pensamento divergente estão excluídos da Universidade.
Quanto ao comportamento e à coluna vertebral do Sr Chora, é que já pouco há a dizer...
No átrio da Biblioteca de Torres Novas, uma exposição de homenagem a VASCO GRANJA a merecer visita obrigatória.
Ali estão memórias da vida do cineclubista, do jornalista, do apresentador de televisão, do democrata, do divulgador de cinematografias de animação alternativas, do homem dos desenhos animados, enfim, o inesquecível amigo das crianças.
Cartazes, recortes de jornais, revistas e documentos únicos de valor incálculável como cartas do realizador canadiano Norman Mc Laren.
Esta iniciativa vem a Torres Novas no âmbito das comemorações dos 50 anos do CineClube. Definitivamente, este tem sido um grande ano para o Cineclube!
Nem só
Nem só do teu silêncio
direi raiva
Nem de todo o meu corpo
direi vício
nem de todo o pénis
direi arma
e apenas do teu direi ter sido
Quando o vácuo é de
vingar
ou de vergar
cravando sobre os seios a sua enxada
Quando a minha boca se conjuga
no baixo do teu ventre
e tua espada...
nem de todo o desejo
direi verão
nem de todo o grito
a tua imagem
nem de toda a ausência
direi chão
e só de teus flancos
a viagem
Maria Tereza Horta
Na RTP N um comentador está a falar sobre violência no futebol e sobre fair-play. O referido comentador acaba de dizer que os jogadores não devem ser tão punidos como são. Para ele um castigo de 3 a 4 meses como o que HULK do FC Porto levou em 1ª instância é em geral sempre exagerado porque corresponde a metade da época.
O comentador chama-se João Vieira Pinto. Lembram-se dele?
Está a ser aprovado a esta hora o Plano de Estabilidade e Crescimento.
O plano que aplicado é a maior traição ao projecto social iniciado em Abril de 1974.
Esta traição cometida em Março de 2010 com a assinatura do PS não é, infelizmente, inovadora. Esta traição culmina 35 anos de golpismo político contra os mais elementares direitos conquistados pelos portugueses e consagrados na Constituição da República Portuguesa. Esta traição vem na sequência de 35 anos em que o PS sempre esteve na primeira linha da destruição do projecto revolucionário. Esta traição vem na sequência de 35 anos em que o PS sempre teve no PS e no CDS o seu seguro de vida .
Sempre que foi preciso o PS teve o apoio da direita nacional e hoje não foi excepção.
O PEC culmina 35 anos de aplicação das mesmas receitas, infinitamente aplicadas e infinitamente a resultarem no mesmo: o progressivo empobrecimento do país, a quebra da sua capacidade de produção, o aumento da sua dependência externa e o aumento crescente do fosso entre os mais ricos e os mais pobres. Isto enquanto se assiste à contínua degradação do ensino, da justiça, da segurança.
Este PEC é um programa de destruição da produção nacional, destrói o primado da subordinação do poder económico ao poder político, destrói o principio constitucional de uma economia mista, transforma o estado social no estado mínimo e entrega a soberania do nosso governo à comissão de Bruxelas de " Mr. Jose Barroso ".
Este Plano foi aprovado na assembleia pelo PS com a benção do PSD.
Das ruas de Portugal, virá a resposta. Sempre veio.
Bolero do coronel sensível que fez amor em Monsanto
Eu que me comovo
Por tudo e por nada
Deixei-te parada
Na berma da estrada
Usei o teu corpo
Paguei o teu preço
Esqueci o teu nome
Limpei-me com o lenço
Olhei-te a cintura
De pé no alcatrão
Levantei-te as saias
Deitei-te no banco
Num bosque de faias
De mala na mão
Nem sequer falaste
Nem sequer beijaste
Nem sequer gemeste,
Mordeste, abraçaste
Quinhentos escudos
Foi o que disseste
Tinhas quinze anos
Dezasseis, dezassete
Cheiravas a mato
À sopa dos pobres
A infância sem quarto
A suor, a chiclete
Saíste do carro
Alisando a blusa
Espiei da janela
Rosto de aguarela
Coxa em semifusa
Soltei o travão
Voltei para casa
De chaves na mão
Sobrancelha em asa
Disse: fiz serão
Ao filho e à mulher
Repeti a fruta
Acabei a ceia
Larguei o talher
Estendi-me na cama
De ouvido à escuta
E perna cruzada
Que de olhos em chama
Só tinha na ideia
Teu corpo parado
Na berma da estrada
Eu que me comovo
Por tudo e por nada
António Lobo Antunes
Segunda
Quando foi que demorei os olhos
sobre os seios nascendo debaixo das blusas,
das raparigas que vinham, à tarde, brincar comigo?...
... Como nasci poeta,
devia ter sido muito antes que as mães se apercebessem disso
e fizessem mais largas as blusas para as suas meninas.
Quando, não sei ao certo.
Mas a história dos peitos, debaixo das blusas,
foi um grande mistério.
Tão grande
que eu corria até ao cansaço.
E jogava pedradas a coisas impossíveis de tocar,
como sejam os pássaros quando passam voando.
E desafiava,
sem razão aparente,
rapazes muito mais velhos e fortes!
E uma vez,
de cima de um telhado,
joguei uma pedrada tão certeira,
que levou o chapéu do senhor administrador!
Em toda a vila,
se falou, logo, num caso de política;
o senhor administrador
mandou vir, da cidade, uma pistola,
que mostrava, nos cafés, a quem a queria ver;
e os do partido contrário,
deixaram crescer o musgo nos telhados
com medo daquela raiva de tiros para o céu...
Tal era o mistério dos seios nascendo debaixo das blusas!
Sejamos claros com esta história da lei da rolha no PSD. O que mais impressiona é algumas vozes virem a público dizer que os militantes / delegados ao congresso não se aperceberam do conteúdo das coisas que estavam a votar.
Mais do que a falta ou não falta de democracia interna que a lei da rolha de Santana Lopes impõe; é muito mais impressionante a falta de cultura democrática que impera no laranjal e que deve ser muito próximo da que se verifica nos restantes partidos do "sistema".
Sejamos claros. Eu escrevi do"sistema"...
Votar de determinada maneira porque o cacique assim o disse é coisa que não se assiste no PCP.
Alguém consegue imaginar um delegado a um congresso do PCP a dizer que vota alguma coisa desconhecendo o seu conteúdo? Esta é uma impossibilidade teórica e prática.
Sejamos claros
No PCP os congressos são antecedidos de um amplo debate colectivo, realizado ao nível dos diversos organismos e células. Há um debate profundo, discussão de ideias e espaço para apresentação de propostas alternativas. Os delegados, em congresso, estão conscientes dos assuntos que votam.
Sejamos claros:
Nos congressos do PCP não há claques nem barões.Cada militante é um militante e cada ideia contribui para o enriquecimento colectivo. Podem dizer o quiser do PCP: Mas não dão lições de democracia aos seus militantes.
Será que o responsável da organização das iniciativas onde participa o P.M. ainda é o incontornável Humberto Bernardo? É bem capaz de ser...Depois do que se ouviu hoje:
"Para o governo, os que precisam de ajuda social e os que a ela têm direito são os grandes agrários endividados, os industriais falidos, os tubarões da finança, os armadores, os especuladores e os traficantes sem escrúpulos. Toda a sua política fiscal, aduaneira e comercial consiste em tirar às largas camadas do povo trabalhador para dar a pequenos grupos de favorecidos, a agravar a crise e a restringir ainda mais o consumo, as importações e exportações."
CLARA ZETKYN , 30 de Agosto de 1932, na abertura da sessão do Reischtag impondo a sua voz contra o nazismo. Clara, septagenuária e quase cega, lutou pelos direitos dos Homens e das Mulheres até ao fim dos seus dias.
Em 1907, Clara Zetkin estivera à cabeça da iniciativa de realizar o I Congresso de Mulheres Socialistas que impusiona a participação política das mulheres de diversos países na luta revolucionária e define um programa de luta pelas reivindicações da mulher operária.
Em 1910, o II Congresso de Mulheres Socialistas aprova, por proposta da própria Clara Zetkin, a realização de um dia de luta internacional da mulher, a exemplo do 1º de maio, dia de luta internacional de toda a classe operária, para lutar pelas reivindicações trabalhistas das operárias e defender os direitos políticos das mulheres.
Luta tão justa e tão necessária, hoje, passados cem anos!
"Uma outra linha, mais elaborada, de ataque à Revolução de Outubro, assim como ao programa e ao ideal comunista consiste em acusá-los por representarem uma tentativa desmedida de controlar o processo histórico, de modo a impor-lhe uma direcção ou um sentido, pré-definidos de forma voluntarista. Segundo estes acusadores o processo económico e social é objectivo e fatal, incomensurável com o pensamento e a acção humana, só nos restando a possibilidade de pequenas intervenções de ajuste, de correcção de uma dinâmica fundamentalmente cega ou aleatória.
Esta teorização parece ser apenas a cobertura aparentemente sofisticada daquela máxima reaccionária, «Sempre houve pobres e ricos e sempre há-de haver, não há nada que possamos fazer», ou a fundamentação da tese da propaganda burguesa que consiste em afirmar que o capitalismo é o sistema que corresponde à «ordem natural das coisas».
É uma teorização que confunde a objectividade de uma situação ou de um estado de coisas com a impossibilidade de a pensar e com a vanidade de procurar intervir para a transformar. É uma teorização que impõe limites estreitíssimos ao pensamento e acção humanas.
Contra esta teorização e as suas teses, o facto de a Revolução de Outubro ter sido não apenas possível, mas possível como vitória, é a demonstração viva da eficácia de uma teoria, o marxismo-leninismo, de um programa político, o do Partido Bolchevique, e da acção de transformação revolucionária da realidade desenvolvida pelas massas populares, reunidas em torno da classe operária."
-Manuel Gusmão in "O militante" - 31-Out-2007
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