Esta capa tem um cupão que vale dois euros e meio para assistir um filme em qualquer sala Lusomundo. Deve ser por isso que surgiu a Providência Cautelar a pedido de um administrador da PT. Isto é claramente concorrência desleal aos canais de cinema do MEO!
Já é azar.
Há malta em Portugal que tem um problema antigo de telecomunicações.
Dar cobertura a um acto ilegal como a publicação de escutas telefónicas em processos judiciais é manifestamente grave.Mas mais grave é o ambiente que se vive no país e que propicia este efeito de resposta: Parece cada vez mais claro que houve quem neste governo e ligado a este governo achasse que a Comunicação Social pode ser domada e instrumentalizada.
Coisa que é manifestamente impossível em democracia.
Eis uma inevitabilidade.
É como dizer que o Sol nasce todos os dias.
Há muito que o PCP vem exigindo uma ruptura democrática com a política seguida nos útltimos 35 anos em Portugal.
Rangel assumiu hoje a sua candidatura à liderança do PSD. No discurso com direito a directo nos telejornais, destacou-se a afirmação da necessidade de uma ruptura.
Aliás a palavra ruptura foi repetida até à exaustão no seu discurso.
Não se percebeu no entanto em que é que Rangel pode levar à ruptura e ser o PSD o agente dessa ruptura.
De que ruptura falou Rangel? Uma ruptura com as políticas enunciadas por exemplo no Orçamento de Estado e que o PSD viabiliza? Uma ruptura com o passado de 35 anos e de que o PSD foi protagonista? Será que Rangel vem protagonizar o "Paz, Pão, Povo e Liberdade" que o hino do PSD tão revolucionariamente indica?
Há rupturas e rupturas.
Não nos iludemos.
O país precisa de uma verdaeira ruptura democrática ! Uma ruptura ideologicamente progressista, de esquerda e socialmente alternativa.
Uma ruptura feita em nome dos que trabalham e produzem Uma ruptura em defesa da produção nacional e do emprego com direitos. Uma ruptura que exige saúde, educação e justiça para todos! Uma ruptura por serviços públicos de qualidade e que dignifica as carreiras públicas! Uma ruptura que defende os interesses dos reformados e da juventude! Uma ruptura por mais direitos sociais e contra o aumento da desigualdade social.
- uma ruptura que não poderá ser interpretada pelo PSD, liberal ou reformista, e pelos interesses daqueles que realmente representa.
7.2.10
MARGEM ESQUERDA : Opinião no JORNAL TORREJANO ( artigo publicado em 29/01/2010)
Publicada por
zemanel
|
VIDA NO MUSEU
O crescimento urbano prega partidas destas. Enquanto uns cresciam para lá e outros se vinham chegando para cá, a cidade estendia-se ia e a vila vinha vindo, Riachos e Torres Novas estão hoje praticamente unidos. E se o shopping foi baptizado com o nome da Cidade, está empoleirado na freguesia de Riachos.
Portanto das rivalidades devemos estar falados. Ou talvez não – também não é preciso exagerar.
Bem, há coisas que são mesmo distintivas. Na cultura por exemplo.
Sim: Torres Novas – cidade – tem imensas colectividades que fazem um trabalho cultural e desportivo notável.
Mas Riachos tem qualquer coisa, que não se sabe explicar e que merece o nosso olhar. Alguém consegue explicar porque é que de vez em quando estamos a ver a sair dali artistas nas diversas áreas: música, dança, pintura, escultura, cinema, fotografia, e outras? E a tudo isto junta-se a Velha Filarmónica, ”os camponeses”, a Columbófila, o Atlético, a Defesa do Património…
Haverá por ali um genes por identificar?
Duvido. Raramente estas coisas funcionam por genes.
Falemos talvez no espírito associativo em que a formação cultural (mais ou menos assumida) está enraizada há alguns anos na vila. E, claro, muita vontade de fazer coisas sem estar à espera da Câmara.
Olhemos por exemplo para o Museu Agrícola – verdadeira referência regional e até local.
Nascido e dinamizado pela Associação de Defesa do Património de Riachos, rapidamente angariou material para o seu espólio físico.
Mas mais importante que a colecção recolhida foi a preocupação dos responsáveis do museu em fazerem daquele espaço um sítio vivo e vivido pela população.
Ali, ao longo dos anos, dia a dia, trabalham ao vivo diversos artesãos na recuperação de peças e na criação de novos materiais. Seja qual for a hora ou o dia da semana, podemos encontrar (e só por manifesto azar isso não sucederá) um, dois, três artesãos trabalhando ao vivo, recuperando peças da colecção ou fazendo peças saídas da sua imaginação.
Actualmente isto não é nenhuma invenção nas modernas concepções de dinamização museológicas. Mas quando o Museu Agrícola de Riachos nasceu, imaginar um espaço vivo e vivido pela população ainda tinha qualquer coisa de ”revolucionário”.
O Museu Agrícola de Riachos não está virado para o passado. Relembra-nos e conta-nos a história da vida nos campos mas remete-nos sempre o olhar para o futuro. Por isso é uma entidade que está viva, participa e é participada, recomenda-se e que, os Riachenses sentem como uma coisa sua.
Neste sentido o Museu Agrícola / Associação de Património acaba de celebrar um protocolo com mais de duas dezenas (!) de artistas e artesão que dá origem ao NAR – Núcleo de Artistas Riachenses. Todos os artistas que se associarem ao NAR terão direito a usar o espaço do Museu Agrícola para a concepção, produção ao vivo e promoção dos seus trabalhos. Isto é uma tão ideia simples que até custa a acreditar que não seja implementada por aí…Há, afinal, quem tenha medo ou não da participação e da democratização da arte e da cultura?
É assim que Riachos nos dá lições. Se o Museu Agrícola é hoje tecnicamente um museu de referência também é uma referência associativa e de dinamização social.
Apostando numa gestão partilhada com a população, a vida no Museu e a vida na vila ligam-se hoje de forma umbilical.
Haja o que houver, Riachos não deixará morrer o seu Museu Agrícola. Mas entretanto, aproveitem-no e visitem-no. O espólio é único e explica muito do nosso passado. Hoje encontramos por lá alguns artesãos… em breve mais artistas e artesãos de Riachos vão estar por lá à vossa espera.
Por: José Mota Pereira
LER ONLINE AQUI:
Excerto da intervenção do deputado do PCP António Filipe - eleito pelo distrito de Santarém - sobre a aprovação da Lei das Finanças Regionais!
Valente!
O ministro Teixeira dos Santos foi entrevistado esta noite pela CNN e garantiu de novo que está toda a gente errada em relação à economia e ás finanças nacionais.
Tirando o facto de Teixeira dos Santos não achar anormal ser entrevistado para a CNN, este ministro cada vez mais me lembra o ministro iraquiano da informação que com os mísseis americanos a choverem-lhe na cabeça jurava que os americanos já em estavam retirada. Lembram-se?
Os fundamentalistas da economia portuguesa terão contacto com a imprensa estrangeira e com aquilo que se vai dizendo lá fora?
O insuspeito Paul Krugman ( sim eu disse Krugman - não disse C. Carvalhas, O. Teixeira nem S. Ribeiro) analisa assim ( CLICAR AQUI ) a questão que se está a colocar nas economias portuguesa e espanhola.
Para Krugman, o Euro não é um tabu e coloca o dedo na ferida alertando para um previsivel fim do Euro. (
Só em Portugal resiste um estranho tabu com a nossa presença no euro. E no entanto valeria a pena discutirmos isso - sem tabus.
É que Krugman diz isto da Espanha: "If Spain had its own currency, this would be a good time to devalue"
( Tradução Livre: " Se a Espanha tivesse a sua própria moeda, agora seria uma altura para desvalorizá-la ")
( Tradução Livre: " Se a Espanha tivesse a sua própria moeda, agora seria uma altura para desvalorizá-la ")
Que é como quem diz, que Portugal, face a esta crise, se não estivesse amarrado ao Euro e aos seus sacrossantos critérios de convergência estabelecidos no sagrado PEC ( plano? estabilidade? crescimento?) poderia hoje fazer uso da desvalorização monetária e relançar a actividade económica. Como tantas vezes se fez com o escudo.
Continuemos amarrados ao tabu do euro. Até quando? Até ao Iceberg?
“The point is that this has nothing to do with a spendthrift government; what’s happening to Spain reflects the inherent problems with the euro, which now more than ever looks like a monetary union too far.” - Paul Krugman
Deixem lá o Teixeira do Santos, o Alberto João,o Sócrates, as escutas, o desemprego, o Zé Eduardo Moniz, a bolsa de valores,o congelamento de salários, o Mário Crespo, as agências de rating, a base da ETA, o Cavaco e o défice:
O CRISTIANO RONALDO FEZ 25 ANOS!
A notícia chama a atenção para aquilo que desde logo salta à vista: O centro histórico da Cidade vai ficando cada vez mais vazio. De corpos e almas. Vazio de vida.
O Império era uma referência. E sobretudo é daqueles cafés que teve uma clientela com uma identidade muito própria e o seu fim é também a esse nível um sinal dos tempos.
Nos anos do PREC até ao inicio dos anos 80 a roupa que se vestia, o jornal que se lia e o café onde se bebia a bica tinham uma ligação estreita com as ideias políticas de cada um.
(um tempo de corações quentes)
Em Torres Novas o Portugal e o Império eram as duas faces distintas dessa moeda. Não é segredo para ninguém que nas manifestações do 1º de Maio e outras, as vozes engrossavam quando se passava na rua em frente ao Império. Lá dentro estavam os outros.
Mudaram os tempos e caíram as definições. E o Império lá estava, presente na vida da cidade, elemento vivo da cidade.
Depois do fim do Portugal, caíu o Império.
Mudaram os tempos e caíram as definições. E o Império lá estava, presente na vida da cidade, elemento vivo da cidade.
Depois do fim do Portugal, caíu o Império.
Nas ruas da cidade vai sobrando o silêncio.
(pesado, pesado)
(pesado, pesado)
Anda tudo meio desorientado por causa das contas públicas ou não?
O governo acaba de cumprir 100 dias e espraia-se em comemorações. Com o FMI breve a aterrar na Portela.
Os economistas do costume vão ao prós e contras com as mezinhas do costume: cortar na despesa, cortar nos salários, cortar...e aumentar impostos como o IVA que é o único que afecta toda a gente, afecta sobretudo aqueles que têm pouca margem no seu orçamento mensal para outras despesas que vão além da subsistência humana. Não se percebe porquê, estes debates com estes economistas "devidamente" e "acertadamente" escolhidos dão a sensação de apenas servirem para avalizar economicamente a política governamental. A economia é sobretudo mal tratada como ciência social: A economia é muito mais que um mero exercício econométrico e nela se debatem diversas opções de teoria política e social. É por isso que não percebo um debate entre economistas para discutir o futuro do país em que estão ausentes algumas escolas fundamentais da Teoria da Economia Política.
Porque é que não se discute e são tabu:
- Portugal e o €uro?
- A subida de impostos sobre grandes rendimentos?
- A criação de impostos sobre as mais valias bolsistas?
- Um aumento de impostos sobre a Banca?
- A nacionalização de sectores e algumas empresas estratégicas e lucrativas, respeitando a o princípio da economia mista em vigor pela Constituição?
( que saudades das aulas de Economia, no 2º ano, no velho ISCSP na Junqueira, na altura reduto universitário de catedráticos com fortes ligações ao CDS de Adriano Moreira, mas onde a Economia Política era discutida abertamente entre professores e alunos nas aulas como uma disciplina de opções...)
As televisões informativas nacionais ( sic notícias e tvi 24) acabam de transmitir em directo, com euforia, a entrega da pen com o orçamento de estado.
Como se daquela pen viesse grande novidade. Que esperar de um orçamento de estado feito pela grande coligação - união da direita nacional que tem governado o país nestes últimos 35 anos?
A crise segue dentro de momentos - os do costume que a paguem.
Até lá continuamos na cauda da Europa.
Alice
Foi esta minha amiga que me apresentou a Mariana. A Mariana e toda a sua família: Os pais, a avó Elisa e a recordação sempre presente da avó Lídia já falecida.
Nesta altura a Mariana andava numa grande angústia porque entrou-lhe pela casa dentro uma irmã. Ela que já tinha 10 anos (!) ia ter que se habituar a repartir a sua existência com a Rosa, a sua irmã Rosa.
Foi um prazer conhecer a Mariana e não a perdi de vista. Mesmo quando mudou de casa e foi viver para o Lote 12, 2º Frente.
Tudo por causa da amiga que me apresentou a Mariana.
Mais tarde esta minha amiga deu-me a conhecer uma figura Real. Ainda hoje é um dos meus amigos de eleição. Tenham a idade que tiverem: leiam quando puderem as Graças e Desgraças da Corte de El –Rei Tadinho. Isto, claro, se estiverem com disposição de conhecer o Reino das 100 janelas.
Esta minha amiga é de facto uma grande amiga. Deu-me a conhecer coisas e pessoas absolutamente fascinantes. Afinal bastava folhear um livro e ali, em português, claro e limpo, descobri que é possível conhecer novos amigos, descobrir coisas novas. Ou simplesmente pensar em coisas novas. Ou diferentes. Ou até discordarmos das ideias.
Sim, esta amiga, foi essencial para aprender a gostar de livros. Ir até a uma livraria, folheá-los, percorrer as páginas, cheirar o papel e olhar para a carteira, fazer contas e jurar que para a próxima há sempre um livro que não me há-de escapar. Jura que obviamente já sei ser altamente falível.
Mas este gosto, este prazer tem o contributo da minha amiga que ainda por cima está de parabéns.
Embora já mexa com as letras há muito mais tempo, a minha amiga comemorou em 2009 os seus trinta anos de carreira literária – precisamente por causado ” Rosa Minha Irmã Rosa” de que vos falei no início.
Tem uma carreira preenchidíssima de livros infanto-juvenis e é hoje uma verdadeira mestra na arte de contar histórias em português para a juventude. Nos seus livros não há idiotices, melodramas, choraminguices ou lamechices tontas. Os leitores mais jovens são tratados com respeito e como leitores a sério. Com esta minha amiga aprende-se a usar o português com leveza e simplicidade.
Mas o mesmo sucede no restante da sua obra. Cronista experimentada com muitos anos de jornalismo, ler as suas crónicas sobre as pequenas grandes coisas do dia a dia é uma verdadeira lição que se aconselha: Leveza, simplicidade, humor e vida. Sobretudo muita histórias feitas com vida e gente dentro.
Não posso deixar também de mencionar um dos seus últimos livros que constitui uma enorme experiência da literatura portuguesa: ”O Código de Avintes” escrito por um colectivo de escritores portugueses – se o virem por aí não o percam. É entretenimento puro e vale por muitas horas de telenovela.
Podem encontrar também textos desta minha amiga na blogosfera: no blogue colectivo Sorumbatico (www.sorumbatico.blogspot.com) ou mais recentemente no seu próprio espaço As Madrugadas (www.as-madrugadas.blogspot.com).
Além de mulher de letras, a minha amiga tem marcado a sua vida também por uma intervenção social, atenta aos problemas do mundo e do país, combatendo, com a palavra e com a sua presença sempre contra as injustiças por uma país mais democrático, justo e fraterno. É também por isto que eu gosto tanto da minha amiga.
A minha amiga tem raízes em Torres Novas. Já me disseram que agora, às vezes anda por aí pelas ruas da nossa cidade. Se a virem digam-lhe qualquer coisa. Dêem-lhe os parabéns pelos seus trinta anos de livros publicados. A Alice Vieira merece.
Por mim se tiver coragem, apenas lhe direi: Obrigado Amiga Alice. Pelos livros, por tudo!
Disponível On Line: AQUI
( http://www.jornaltorrejano.pt/edicao/noticia/?id=5716&ed=705)
Património
Em 2007, alguém decidiu que o mundo poderia votar nas novas 7 maravilhas do mundo. Por detrás desta ideia estava associada uma impressionante máquina comercial de promoção turística dos locais eleitos quer do próprio espectáculo final de apresentação dos locais vencedores.
Também em Portugal se votou nessa altura pelas 7 maravilhas de Portugal- que incidiram praticamente sobre mosteiros e igrejas portuguesas.
Se a ideia resiste, sobretudo por se tratar de um fenómeno de marketing, também é verdade que este tipo de eventos pode ajudar a promover e a defender lugares de interesse patrimonial, pelo que, embora com algumas reservas, não devemos perder de vista o que se vai passando…
Este ano de 2010 vai votar-se as ”novas maravilhas naturais de Portugal” – ou seja vão ser eleitos lugares naturais de Portugal, onde a intervenção humana é mínima e a sua protecção e (re)conhecimento são importantes. Sendo que o marketing e o turismo não deverão estar alheios a este tipo de fenómenos…
Neste momento a organização já fez uma pré-selecção dos lugares a serem escolhidos e tudo indica que todo este processo passou ao lado do Município Torrejano.
Infelizmente não é conhecida publicamente qualquer candidatura do Município de Torres Novas – nem se conhece sequer qualquer opinião sobre o assunto. Se houve, peço desculpa.
Não estamos perante o fim do mundo. Mas há em Torres Novas riquezas naturais que mereceriam estar entre as candidatas ao prémio – que traz prestígio, conhecimento, curiosidade sobre o resto do concelho e sobretudo atesta a atenção que os municípios prestam às suas riquezas.
Olha-se para a listagem e constatamos que entre os candidatos está a Reserva Natural do Paul do Boquilobo - apresentada como sendo da Golegã e as Peugadas de Dinossáurio do Galinha - apresentadas no concelho de Ourém. Essas riquezas naturais partilham território com o concelho de Torres Novas e que afinal nós por aqui não sabemos aproveitar e divulgar.
O turismo é uma das indústrias do futur saber aproveitá-lo é saber aproveitar estas oportunidades. Até porque estes locais podem funcionar como atractivos para o conhecimento de outras riquezas naturais ou não do nosso concelho.
Mas o que mais preocupa, sinceramente, é que o alheamento da candidatura a este evento traduza um alheamento mais preocupante: o alheamento e aparente desconhecimento sobre o estado do património natural de Torres Novas. Mais do que a ausência da candidatura a um concurso preocupa que haja silêncio e uma ausência de estratégia, visão e actuação sobre o património natural.
Com ou sem concurso das sete maravilhas é preciso intervir – aproveitando para realizar parcerias com associações, juntas de freguesia e outros que no terreno podem materializar projectos de valorização.
Um concelho como o de Torres Novas não pode ignorar o Paul do Boquilobo nem as Peugadas do Galinha. Mas também não pode ignorar a riqueza e potencialidades da Gruta do Almonda, do Vale da Ribeira de Beselga ( a Fórnia), da Serra de Aire, do Rio Almonda e ribeira do Alvorão, dos campos de Santa Maria/Brogueira e Riachos ao sul da cidade a que se juntam os últimos figueirais e olivais do concelho, os laranjais do Pafarrão e por aí fora!
É urgente que alguém comece a defender este património, porque defendendo-o estaremos a defender o futuro de Torres Novas.
DISPONÍVEL ON LINE:
http://www.jornaltorrejano.pt/edicao/noticia/?id=5650&ed=704
Não há paciência para os jogos de futebol de solidariedade que envolvem as estrelas do passado. Ontem no Estádio da Luz aconteceu mais uma espécie de jogo de futebol. Sim uma espécie: Em qualquer jogo de solteiros e casados há um mínimo de competição - nestes jogos solidários há de tudo, menos a preocupação em marcar golos. Futebol ? nem por isso.
Depois em volta do arraial os jornalistas colaboram com a festa e tentam transformar um espectáculo triste e enfadonho num grandioso jogo de futebol. Ali onde ninguém corre, ninguém disputa uma bola, ninguém arrisca uma fita.
E que dizer das velhas estrelas? Destroem completamente a imagem e a saudade que guardamos dos craques que adorávamos.
Ver Mats Magnusson, 20 anos depois da final da Taça dos Campeões Europeus entre o Benfica e o Milan, a rebolar pela relva como um barril tonto é demais, demais...É como se uma boa parte da imagem que retenho de um certo Benfica me tivesse roubada!
Prefiro ver na RTP Memória um belo despique entre o João Vieira Pinto e o Paulinho Santos. Ou ver uma equipa inteira do FC Porto a correr atrás do árbitro de Évora.
Bola é Bola!
Prefiro ver na RTP Memória um belo despique entre o João Vieira Pinto e o Paulinho Santos. Ou ver uma equipa inteira do FC Porto a correr atrás do árbitro de Évora.
Bola é Bola!
Para mim o Magnusson era golos e pronto!
O futebol é para jogar e para ganhar. Mesmo a feijões!
O futebol é para jogar e para ganhar. Mesmo a feijões!
Os mitos são mitos!
...não se podem deixar destruir assim! Nem pelo Haiti!
Quando é a próxima jogatana na RTP Memória ?
Quando é a próxima jogatana na RTP Memória ?
Dos Riachos chegam-nos notícias de gente que não desiste da arte e da cultura. O próprio Museu Agrícola de Riachos é uma casa viva, muito viva, onde a presença diária de artesãos e artistas que aproveitam o espaço fazem deste museu um caso muito sério e a merecer visita obrigatória. Agora foi criado o NAR (Núcleo de de Artes de Riachos) pelo Museu / Associação Património de Riachos em associação com cerca de duas dezenas de artistas e artesãos.
Nesta vila do concelho de Torres Novas produz-se cultura e isso constitui um património inestimável para o futuro. Mas também é verdade que há instituições como o Museu Agrícola, dinamizado pela Associação de Património local, que cedo perceberam o seu papel fundamental na dinamização da cultura local. Não se limita a chora por pedras inanimadas, naturezas mortas. Como também não se inventa o folclore do ribatejano marialva do barrete encarnado. Riachos respeita a memória mas recusa o saudosismo serôdio.
Em riachos o património faz a ponte para o dia de amanhã.
É bom saber que por ali a defesa do património é uma realidade viva e vivida.
Por curiosidade e a propósito do NAR, na internet é possível descobrir alguns dos mais interessantes artistas oriundos da vila riachense.
Descubram, por exemplo, clicando nos nomes: JOSÉ COELHO ou PEREIRA JORGE .
Riachos é uma descoberta constante.
Sim, já aqui o disse uma vez e repito-o com orgulho de torrejano:
Riachos tem qualquer coisa de especial.
( Em breve procederemos a uma actualização dos sites e blogues que linkamos e identificamos no lado direito como " Uns são canhotos, outros não ". Nessa altura estes blogues constarão obrigatoriamente.)
Pois o que eu gosto é da democracia interna do Bloco de Esquerda.
Foi bonito o congresso a aplaudir de pé o apoio dos militantes do BE à candidatura do Manuel Alegre!
Isto sim, são grandes lições de democracia!
Ali não é o grande líder que decide!
No PCP TODAS as candidaturas presidenciais foram decididas pelo Comité Central ( o órgão soberano entre congressos) e até em Congresso: lembram-se de Soares na 2ª volta?
Que eu saiba até o PSD e o PS decidiram SEMPRE os seus apoios oficiais a candidaturas presidenciais em Congressos ou Conselhos Nacionais – o órgão soberano entre congressos!
Com o BE a democracia interna é sempre a aviar.
O Francisco decidiu, está decidido.
Se assim se colaram ao Zé em Lisboa, assim se colarão ao Manel no País!
É o grande salto em frente do Socialismo Popular do Bairro Alto!
Olhá onda! Siga a onda!
UAU!
Tão modernos e tão praticos...
As imagens passam na televisão. Na ilha de Hispânia, o povo esfomeado e sedento, desalojado e desesperadamente a sofrer procura abrigo, emprego, cuidados médicosno aeroporto de Port au Prince. A televisão mostra as imagens: o exército dos Estados Unidos carrega sobre o povo. Os capacetes azuis jordanos e paquistaneses agem violentamente sob o comando das Forças Armadas dos EUA.
O Haiti e o povo necessitam urgentemente de segurança. Mas ela deve ser assegurada pela ONU e pelas suas forças de Paz. Assistimos à rendição da ONU perante o exército dos EUA! Assistimos ao empolamento da violência para justificar a entrega da segurança do Haiti aos Estados Unidos.
A tragédia haitiana está a servir para transformar o país num protectorado norte-americano. À tragédia do sismo não se pode suceder a tragédia neo imperialista, de forma mais ou menos encapotada de ocupação ilegal.
A ordem internacional deve ser restabelecida com urgência no Haiti e ela deve passar unicamente pela responsabilização da ONU!
Sejamos veementes e façamos ouvir este clamor:
SOLIDARIEDADE! PAZ! COOPERAÇÂO!
Não à ocupação do Haiti pelos Estados Unidos da América!
( a propósito onde está António Guterres e a sua missão para os refugiados ?)
Aderir clicando AQUI
Grupo de Amigos do Rio Almonda fartos da poluição no leito e nas margens!
Porque gostamos do Rio Almonda: desde a nascente, na Serra de Aire (na gruta que he dá nome) até à foz no Tejo, em Azinhaga.
Exigimos o regresso do rio de águas claras e limpas que descia pela freguesia da Zibreira, namorava o choupal na Ribeira, atravessava a medieval aldeia de Lapas e depois de se passear vaidoso por Torres Novas, espraiava-se até aos Riachos até encontrar os campos férteis onde começa o Ribatejo!
Exigimos a libertação e a limpeza das suas margens património riquíssimo que deve ser usufruído pelos cidadãos! Exigimos a limpeza das margens em toda a extensão e o fim do urbanismo desenfreado!
Por isso damos a nossa cara aqui, pelo nosso Rio Almonda!
Acreditamos que poderemos fazer nascer aqui um grande movimento para dar de novo vida ao Almonda e às margens!
18 janeiro 1984 - 18 janeiro 2010
1960-2010: 50 anos de Cine-Clube
”(…)lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição. Partir aqui com a ciência toda do passado. Partir aqui – para ficar!” José Mário Branco in FMI
A História não mente: No concelho de Torres Novas o final dos anos 50 e início dos anos 60 foram anos marcantes de grande riqueza colectiva. O país acordava da campanha eleitoral de Humberto Delgado e parecia acreditar que o cinzentismo do regime fascista não poderia durar para sempre.Depois dos Ranchos Folclóricos de Riachos e Torres Novas e depois do Choral Phydellius, em 1960 nasceu o Cine-Clube de Torres Novas que completa assim, em 2010, os seus 50 anos de actividade.A importância do Cine-Clube torrejano desde muito cedo ultrapassou as fronteiras do nosso concelho. Vocacionado para a exibição e discussão cinéfila o Cine-Clube de Torres Novas foi também desde a sua fundação a Casa da Liberdade em Torres Novas: enfrentando a censura, a polícia política e o regime fascista, os cineclubistas torrejanos nunca enjeitaram a oportunidade de discutir cinema… mas também literatura, poesia, música, arte e dança. Como também não é segredo, hoje, que da velha máquina de stencil não se reproduziam apenas folhetos de cinematografia…Fosse utilizando a grandeza do Cine-Teatro Virgínia – então com o apoio do Montepio N.ª S.ª da Nazaré – quer fosse na sua sede muito cedo o Cine Clube contribuiu para o enriquecimento cultural de Torres Novas. Coisa que naturalmente era mal vista pelo regime e pelos seus esbirros. Mérito a quem, nesses tempos difíceis, soube e pôde dar a cara e o nome pela existência. O grande mérito do Cine Clube nestes seus 50 anos foi a sua capacidade de adaptação à mudança dos tempos conservando a sua matriz identificadora de referência cultural da nossa região.Quem é que em Torres Novas, que se afirme identificado com a cultura, nunca subiu as escadas de madeira da velha sede?Qual é a instituição torrejana que nunca contactou e realizou actividades em parceria ou com o apoio do Cine-Clube de Torres Novas?O Cine-Clube sobreviveu ao fascismo e à guerra colonial. O Cine-Clube resistiu vibrante nos anos iniciais da liberdade de Abril em que outras prioridades se impunham. O Cine-Clube resistiu ao individualismo dos anos 80 que destruiu muitas associações. O Cine-Clube resistiu à crise do Cinema nascida com o vídeo.Hoje o Cine-Clube continua a ser uma referência cultural no nosso distrito e não só. Preside à Direcção e à Mesa da Assembleia-geral da Federação Portuguesa de Cine Clubes.Realiza semanalmente as suas sessões de cinema com o apoio do Teatro Virgínia e inúmeras actividades de projecção pelo distrito. Mantém igualmente com regularidade projectos de formação e de produção cinematográfica.Apresenta no seu currículo cinquenta anos de vida em que marcou sucessivas gerações de torrejanos e isso é o melhor elogio que pode receber. Naquele primeiro andar, velhinho, da Rua Artur Gonçalves, o filme, a fotografia, o quadro, a escultura, o livro, o poema, a canção, o jogo de xadrez foram sempre LIVRES – mesmo quando o preço a pagar pela liberdade era altíssimo.Aos desafios dos tempos, ao longo destes 50 anos, o Cine Clube respondeu com inteligência, cultura, abertura e rejuvenescimento de quadros directivos assumindo sempre, sem complexos, a sua condição de Casa da Liberdade.Será esse o segredo (sem mistério) do seu futuro.Parabéns Cine-Clube de Torres Novas!
Publicado no JORNAL TORREJANO de 08 Janeiro 2010. Ler on line clicando aqui
Quem quiser ler uma das mais notáveis cronistas do nosso tempo tem que passar pel ' AS MADRUGADAS. Clicar AQUI !
Um obrigado a Alice Vieira.
O jornal i através de Rui Miguel Tovar ( ler clicando aqui) recorda hoje um jogo de futebol muito especial.
Um jogo de futebol? Minto.
Foi afinal muito mais que isso: Uma festa rija e bairrista feita à moda de Riachos onde se conjugaram diversos acontecimentos e que fizeram esta história - porque a História também se faz do cruzamento de diversas estórias.
Os milhares de Riachenses que voaram alto no Estádio da Luz com a companhia da Filarmónica Veha e os Camponeses; a homenagem ao Bento - antigo juvenil do Riachense; a jogatana do Bento (o ultimo jogo oficial?); a cabazada que se traduziu num record de golos na Taça de Portugal; os seis golos do desajeitado Ricky, o golo do Tochinha mesmo a acabar...
Já passaram 21 anos e pela minha parte nunca me esquecerei dessa tarde de quarta-feira em que na Artur Gonçalves, inaugurada há poucos meses, e em pleno 9º ano a malta baldou-se às aulas para ficarmos a ouvir o relato num rádio manhoso.
A rivalidade, então rijinha, com o Torres Novas continuou no fim de semana seguinte!
... mas o que nós curtimos aquele golo do Riachense pá!
Para esta semana, nos Sons Canhotices escolhemos Waldemar Bastos.
Aqui na coluna do lado.
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