CANHOTICES

...em Torres Novas, Ribatejo, Portugal. Do lado esquerdo da vida.

5.2.10

Para os euro - fundamentalistas

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Os fundamentalistas da economia portuguesa terão contacto com a imprensa estrangeira e com aquilo que se vai dizendo lá fora?
O insuspeito Paul Krugman ( sim eu disse Krugman - não disse C. Carvalhas, O. Teixeira nem S. Ribeiro) analisa assim ( CLICAR AQUI ) a questão que se está a colocar nas economias portuguesa e espanhola.
Para Krugman, o Euro não é um tabu e coloca o dedo na ferida alertando para um previsivel fim do Euro. (
Só em Portugal resiste um estranho tabu com a nossa presença no euro. E no entanto valeria a pena discutirmos isso - sem tabus.
É que Krugman diz isto da Espanha: "If Spain had its own currency, this would be a good time to devalue" 
( Tradução Livre: " Se a Espanha tivesse a sua própria moeda, agora seria uma altura para desvalorizá-la ")
Que é como quem diz, que Portugal, face a esta crise, se não estivesse amarrado ao Euro e aos seus sacrossantos critérios de convergência estabelecidos no sagrado PEC ( plano? estabilidade? crescimento?) poderia hoje fazer uso da desvalorização monetária e relançar a actividade económica. Como tantas vezes se fez com o escudo.
Continuemos amarrados ao tabu do euro. Até quando? Até ao Iceberg?

“The point is that this has nothing to do with a spendthrift government; what’s happening to Spain reflects the inherent problems with the euro, which now more than ever looks like a monetary union too far.” - Paul Krugman





5.2.10

LUTA ASSIM NÃO DÁ

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FORAM DESCLASSIFICADOS, PÁ !


5.2.10

Notícias realmente importantes

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Deixem lá o Teixeira do Santos, o Alberto João,o Sócrates, as escutas, o desemprego, o Zé Eduardo Moniz, a bolsa de valores,o congelamento de salários, o Mário Crespo, as agências de rating, a base da ETA, o Cavaco e o défice:

O CRISTIANO RONALDO FEZ 25 ANOS!

5.2.10

A queda do Império

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Soube da notícia pelo Jornal Torrejano. O Café Império fechou.
A notícia chama a atenção para aquilo que desde logo salta à vista: O centro histórico da Cidade vai ficando cada vez mais vazio. De corpos e almas. Vazio de vida.
O Império era uma referência. E sobretudo é daqueles cafés que teve uma clientela com uma identidade muito própria e o seu fim é também a esse nível um sinal dos tempos.
Nos anos do PREC até ao inicio dos anos 80  a roupa que se vestia, o jornal que se lia  e o café onde se bebia a bica tinham uma ligação estreita com as ideias políticas de cada um.
(um tempo de corações quentes)
Em Torres Novas o Portugal e o Império eram as duas faces distintas dessa moeda. Não é segredo para ninguém que nas manifestações do 1º de Maio e outras, as vozes engrossavam quando se passava na rua em frente ao Império. Lá dentro estavam os outros.
Mudaram os tempos e caíram as definições. E o Império lá estava, presente na vida da cidade, elemento vivo da cidade.
Depois do fim do Portugal, caíu o Império.
Nas ruas da cidade vai sobrando o silêncio.
(pesado, pesado)

2.2.10

Consolida filho consolida

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Anda tudo meio desorientado por causa das contas públicas ou não?
O governo acaba de cumprir 100 dias e espraia-se em comemorações. Com o FMI breve a aterrar na Portela.
Os economistas do costume vão ao prós e contras com as mezinhas do costume: cortar na despesa, cortar nos salários, cortar...e aumentar impostos como o IVA que é o único que afecta toda a gente, afecta sobretudo aqueles que têm pouca margem no seu orçamento mensal para outras despesas que vão além da subsistência humana. Não se percebe porquê, estes debates com estes economistas "devidamente" e "acertadamente" escolhidos dão a sensação de apenas servirem para avalizar economicamente a política governamental. A economia é sobretudo mal tratada como ciência social: A economia é muito mais que um mero exercício econométrico e nela se debatem diversas opções de teoria política e social. É por isso que não percebo um debate entre economistas para discutir o futuro do país em que estão ausentes algumas escolas fundamentais da Teoria da Economia Política.
Porque é que não se discute e são tabu:
- Portugal e o €uro?
- A subida de impostos sobre grandes rendimentos?
- A criação de impostos sobre as mais valias bolsistas?
- Um aumento de impostos sobre a Banca?
- A nacionalização de sectores e algumas empresas estratégicas e lucrativas, respeitando a o princípio da economia mista em vigor pela Constituição? 
( que saudades das aulas de Economia, no 2º ano,  no velho ISCSP na Junqueira, na altura reduto universitário de catedráticos com fortes ligações ao CDS de Adriano Moreira, mas onde a Economia Política era discutida abertamente entre professores e alunos nas aulas como uma disciplina de opções...)


1.2.10

Mário Crespo no Socraquistão

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Ou Mário Crespo passou-se mesmo da cabeça ou
...Vale a pena ler clicando AQUI

28.1.10

Uma ala mais ou menos de esquerda

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É ensurdecedor o silêncio da chamada ala esquerda do PS: Ninguém tem nada a dizer sobre o Orçamento de Estado? 

O anunciado candidato presidencial Manuel Alegre não tem nada a dizer?

27.1.10

Laurent Filipe

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26.1.10

Podia ser outro orçamento? Poder podia

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As televisões informativas nacionais ( sic notícias e tvi 24) acabam de transmitir em directo, com euforia, a entrega da pen com o orçamento de estado.
Como se daquela pen viesse grande novidade. Que esperar de um orçamento de estado feito pela grande coligação - união da direita nacional que tem governado o país nestes últimos 35 anos?


A crise segue dentro de momentos - os do costume que a paguem. 
Até lá continuamos na cauda da Europa.

Alice 


Foi esta minha amiga que me apresentou a Mariana. A Mariana e toda a sua família: Os pais, a avó Elisa e a recordação sempre presente da avó Lídia já falecida.
Nesta altura a Mariana andava numa grande angústia porque entrou-lhe pela casa dentro uma irmã. Ela que já tinha 10 anos (!) ia ter que se habituar a repartir a sua existência com a Rosa, a sua irmã Rosa.
Foi um prazer conhecer a Mariana e não a perdi de vista. Mesmo quando mudou de casa e foi viver para o Lote 12, 2º Frente.
Tudo por causa da amiga que me apresentou a Mariana.
Mais tarde esta minha amiga deu-me a conhecer uma figura Real. Ainda hoje é um dos meus amigos de eleição. Tenham a idade que tiverem: leiam quando puderem as Graças e Desgraças da Corte de El –Rei Tadinho. Isto, claro, se estiverem com disposição de conhecer o Reino das 100 janelas.
Esta minha amiga é de facto uma grande amiga. Deu-me a conhecer coisas e pessoas absolutamente fascinantes. Afinal bastava folhear um livro e ali, em português, claro e limpo, descobri que é possível conhecer novos amigos, descobrir coisas novas. Ou simplesmente pensar em coisas novas. Ou diferentes. Ou até discordarmos das ideias.
Sim, esta amiga, foi essencial para aprender a gostar de livros. Ir até a uma livraria, folheá-los, percorrer as páginas, cheirar o papel e olhar para a carteira, fazer contas e jurar que para a próxima há sempre um livro que não me há-de escapar. Jura que obviamente já sei ser altamente falível.
Mas este gosto, este prazer tem o contributo da minha amiga que ainda por cima está de parabéns.
Embora já mexa com as letras há muito mais tempo, a minha amiga comemorou em 2009 os seus trinta anos de carreira literária – precisamente por causado ” Rosa Minha Irmã Rosa” de que vos falei no início.
Tem uma carreira preenchidíssima de livros infanto-juvenis e é hoje uma verdadeira mestra na arte de contar histórias em português para a juventude. Nos seus livros não há idiotices, melodramas, choraminguices ou lamechices tontas. Os leitores mais jovens são tratados com respeito e como leitores a sério. Com esta minha amiga aprende-se a usar o português com leveza e simplicidade.
Mas o mesmo sucede no restante da sua obra. Cronista experimentada com muitos anos de jornalismo, ler as suas crónicas sobre as pequenas grandes coisas do dia a dia é uma verdadeira lição que se aconselha: Leveza, simplicidade, humor e vida. Sobretudo muita histórias feitas com vida e gente dentro.
Não posso deixar também de mencionar um dos seus últimos livros que constitui uma enorme experiência da literatura portuguesa: ”O Código de Avintes” escrito por um colectivo de escritores portugueses – se o virem por aí não o percam. É entretenimento puro e vale por muitas horas de telenovela.
Podem encontrar também textos desta minha amiga na blogosfera: no blogue colectivo Sorumbatico (www.sorumbatico.blogspot.com) ou mais recentemente no seu próprio espaço As Madrugadas (www.as-madrugadas.blogspot.com).
Além de mulher de letras, a minha amiga tem marcado a sua vida também por uma intervenção social, atenta aos problemas do mundo e do país, combatendo, com a palavra e com a sua presença sempre contra as injustiças por uma país mais democrático, justo e fraterno. É também por isto que eu gosto tanto da minha amiga.
A minha amiga tem raízes em Torres Novas. Já me disseram que agora, às vezes anda por aí pelas ruas da nossa cidade. Se a virem digam-lhe qualquer coisa. Dêem-lhe os parabéns pelos seus trinta anos de livros publicados. A Alice Vieira merece.
Por mim se tiver coragem, apenas lhe direi: Obrigado Amiga Alice. Pelos livros, por tudo! 


Disponível On Line: AQUI
http://www.jornaltorrejano.pt/edicao/noticia/?id=5716&ed=705)

Património 
Em 2007, alguém decidiu que o mundo poderia votar nas novas 7 maravilhas do mundo. Por detrás desta ideia estava associada uma impressionante máquina comercial de promoção turística dos locais eleitos quer do próprio espectáculo final de apresentação dos locais vencedores.
Também em Portugal se votou nessa altura pelas 7 maravilhas de Portugal- que incidiram praticamente sobre mosteiros e igrejas portuguesas.
Se a ideia resiste, sobretudo por se tratar de um fenómeno de marketing, também é verdade que este tipo de eventos pode ajudar a promover e a defender lugares de interesse patrimonial, pelo que, embora com algumas reservas, não devemos perder de vista o que se vai passando…
Este ano de 2010 vai votar-se as ”novas maravilhas naturais de Portugal” – ou seja vão ser eleitos lugares naturais de Portugal, onde a intervenção humana é mínima e a sua protecção e (re)conhecimento são importantes. Sendo que o marketing e o turismo não deverão estar alheios a este tipo de fenómenos…
Neste momento a organização já fez uma pré-selecção dos lugares a serem escolhidos e tudo indica que todo este processo passou ao lado do Município Torrejano.
Infelizmente não é conhecida publicamente qualquer candidatura do Município de Torres Novas – nem se conhece sequer qualquer opinião sobre o assunto. Se houve, peço desculpa.
Não estamos perante o fim do mundo. Mas há em Torres Novas riquezas naturais que mereceriam estar entre as candidatas ao prémio – que traz prestígio, conhecimento, curiosidade sobre o resto do concelho e sobretudo atesta a atenção que os municípios prestam às suas riquezas.
Olha-se para a listagem e constatamos que entre os candidatos está a Reserva Natural do Paul do Boquilobo - apresentada como sendo da Golegã e as Peugadas de Dinossáurio do Galinha - apresentadas no concelho de Ourém. Essas riquezas naturais partilham território com o concelho de Torres Novas e que afinal nós por aqui não sabemos aproveitar e divulgar.
O turismo é uma das indústrias do futur saber aproveitá-lo é saber aproveitar estas oportunidades. Até porque estes locais podem funcionar como atractivos para o conhecimento de outras riquezas naturais ou não do nosso concelho.
Mas o que mais preocupa, sinceramente, é que o alheamento da candidatura a este evento traduza um alheamento mais preocupante: o alheamento e aparente desconhecimento sobre o estado do património natural de Torres Novas. Mais do que a ausência da candidatura a um concurso preocupa que haja silêncio e uma ausência de estratégia, visão e actuação sobre o património natural.
Com ou sem concurso das sete maravilhas é preciso intervir – aproveitando para realizar parcerias com associações, juntas de freguesia e outros que no terreno podem materializar projectos de valorização.
Um concelho como o de Torres Novas não pode ignorar o Paul do Boquilobo nem as Peugadas do Galinha. Mas também não pode ignorar a riqueza e potencialidades da Gruta do Almonda, do Vale da Ribeira de Beselga ( a Fórnia), da Serra de Aire, do Rio Almonda e ribeira do Alvorão, dos campos de Santa Maria/Brogueira e Riachos ao sul da cidade a que se juntam os últimos figueirais e olivais do concelho, os laranjais do Pafarrão e por aí fora!
É urgente que alguém comece a defender este património, porque defendendo-o estaremos a defender o futuro de Torres Novas.


DISPONÍVEL ON LINE: 
http://www.jornaltorrejano.pt/edicao/noticia/?id=5650&ed=704

26.1.10

Abaixo o futebol solidário

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Não há paciência para os jogos de futebol de solidariedade que envolvem as estrelas do passado. Ontem no Estádio da Luz aconteceu mais uma espécie de jogo de futebol. Sim uma espécie: Em qualquer jogo de solteiros e casados há um mínimo de competição - nestes jogos solidários há de tudo, menos a preocupação em marcar golos. Futebol ? nem por isso.
Depois em volta do arraial os jornalistas colaboram com a festa e tentam transformar um espectáculo triste e enfadonho num grandioso jogo de futebol. Ali  onde ninguém corre, ninguém disputa uma bola, ninguém arrisca uma fita.
E que dizer das velhas estrelas? Destroem completamente a imagem e a saudade que guardamos dos craques que adorávamos.
Ver Mats Magnusson, 20 anos depois da final da Taça dos Campeões Europeus entre o Benfica e o Milan, a rebolar pela relva como um barril tonto é demais, demais...É como se uma boa parte da imagem que retenho de um certo Benfica me tivesse roubada!
Prefiro ver na RTP Memória um belo despique entre o João Vieira Pinto e o Paulinho Santos. Ou ver uma equipa inteira do FC Porto a correr atrás do árbitro de Évora.
Bola é Bola!
Para mim o Magnusson era golos e pronto!
O futebol é para jogar e para ganhar. Mesmo a feijões!
Os mitos são mitos! 
...não se podem deixar destruir assim! Nem pelo Haiti!
Quando é a próxima jogatana na RTP Memória ?

22.1.10

Arte em Riachos

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Dos Riachos chegam-nos notícias de gente que não desiste da arte e da cultura. O próprio Museu Agrícola de Riachos é uma casa viva, muito viva, onde a presença diária de artesãos e artistas que aproveitam o espaço fazem deste museu um caso muito sério e a merecer visita obrigatória. Agora foi criado o NAR (Núcleo de de Artes de Riachos) pelo Museu / Associação Património de Riachos em associação com cerca de duas dezenas de artistas e artesãos.
Nesta vila do concelho de Torres Novas produz-se cultura e isso constitui um património inestimável para o futuro. Mas também é verdade que há instituições como o Museu Agrícola, dinamizado pela Associação de Património local, que cedo perceberam o seu papel fundamental na dinamização da cultura local. Não se limita a chora por pedras inanimadas, naturezas mortas. Como também não se inventa o folclore do ribatejano marialva do barrete encarnado. Riachos respeita a memória mas recusa o saudosismo serôdio.
Em riachos o património faz a ponte para o dia de amanhã.
É bom saber que por ali a defesa do património é uma realidade viva e vivida.

Por curiosidade e a propósito do NAR, na internet é possível descobrir alguns dos mais interessantes artistas oriundos da vila riachense.
Descubram, por exemplo, clicando nos nomes: JOSÉ COELHO ou PEREIRA JORGE .
Riachos é uma descoberta constante.
Sim, já aqui o disse uma vez e repito-o com orgulho de torrejano:
Riachos tem qualquer coisa de especial.

( Em breve procederemos a uma actualização dos sites e blogues que linkamos e identificamos no lado direito como " Uns são canhotos, outros não ". Nessa altura estes blogues constarão obrigatoriamente.)


Pois o que eu gosto é da democracia interna do Bloco de Esquerda.
Foi bonito o congresso a aplaudir de pé o apoio dos militantes do BE à candidatura do Manuel Alegre!
Isto sim, são grandes lições de democracia!
Ali não é o grande líder que decide!
No PCP TODAS as candidaturas presidenciais foram decididas pelo Comité Central ( o órgão soberano entre congressos) e até em Congresso: lembram-se de Soares na 2ª volta?
Que eu saiba até o PSD e o PS decidiram SEMPRE os seus apoios oficiais a candidaturas presidenciais em Congressos ou Conselhos Nacionais – o órgão soberano entre congressos!
Com o BE a democracia interna é sempre a aviar.
O Francisco decidiu, está decidido.
Se assim se colaram ao Zé em Lisboa, assim se colarão ao Manel no País!
É o grande salto em frente do Socialismo Popular do Bairro Alto!
Olhá onda! Siga a onda!
UAU!
Tão modernos e tão praticos...


As imagens passam na televisão. Na ilha de Hispânia, o povo esfomeado e sedento, desalojado e desesperadamente a sofrer procura abrigo, emprego, cuidados médicosno aeroporto de Port au Prince. A televisão mostra as imagens: o exército dos Estados Unidos carrega sobre o povo. Os capacetes azuis jordanos e paquistaneses agem violentamente sob o comando das Forças Armadas dos EUA.
O Haiti e o povo necessitam urgentemente de segurança. Mas ela deve ser assegurada pela ONU e pelas suas forças de Paz. Assistimos à rendição da ONU perante o exército dos EUA! Assistimos ao empolamento da violência para justificar a entrega da segurança do Haiti aos Estados Unidos.
A tragédia haitiana está a servir para transformar o país num protectorado norte-americano. À tragédia do sismo não se pode suceder a tragédia neo imperialista, de forma mais ou menos encapotada de ocupação ilegal.
A ordem internacional deve ser restabelecida com urgência no Haiti e ela deve passar unicamente pela responsabilização da ONU!
Sejamos veementes e façamos ouvir este clamor:
SOLIDARIEDADE! PAZ! COOPERAÇÂO!
Não à ocupação do Haiti pelos Estados Unidos da América!
( a propósito onde está António Guterres e a sua missão para os refugiados ?)



18.1.10

DEFENDER O RIO ALMONDA E AS MARGENS NO FACEBOOK

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Aderir clicando AQUI
Grupo de Amigos do Rio Almonda fartos da poluição no leito e nas margens!
Porque gostamos do Rio Almonda: desde a nascente, na Serra de Aire (na gruta que he dá nome) até à foz no Tejo, em Azinhaga.
Exigimos o regresso do rio de águas claras e limpas que descia pela freguesia da Zibreira, namorava o choupal na Ribeira, atravessava a medieval aldeia de Lapas e depois de se passear vaidoso por Torres Novas, espraiava-se até aos Riachos até encontrar os campos férteis onde começa o Ribatejo!
Exigimos a libertação e a limpeza das suas margens património riquíssimo que deve ser usufruído pelos cidadãos! Exigimos a limpeza das margens em toda a extensão e o fim do urbanismo desenfreado!
Por isso damos a nossa cara aqui, pelo nosso Rio Almonda!
Acreditamos que poderemos fazer nascer aqui um grande movimento para dar de novo vida ao Almonda e às margens!



18.1.10

Marrar até morrer - e dar por isso

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18 janeiro 1984 - 18 janeiro 2010

15.1.10

Margem Esquerda: Opinião no "Jornal Torrejano"

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1960-2010: 50 anos de Cine-Clube

”(…)lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição. Partir aqui com a ciência toda do passado. Partir aqui – para ficar!” José Mário Branco in FMI
A História não mente: No concelho de Torres Novas o final dos anos 50 e início dos anos 60 foram anos marcantes de grande riqueza colectiva. O país acordava da campanha eleitoral de Humberto Delgado e parecia acreditar que o cinzentismo do regime fascista não poderia durar para sempre.Depois dos Ranchos Folclóricos de Riachos e Torres Novas e depois do Choral Phydellius, em 1960 nasceu o Cine-Clube de Torres Novas que completa assim, em 2010, os seus 50 anos de actividade.A importância do Cine-Clube torrejano desde muito cedo ultrapassou as fronteiras do nosso concelho. Vocacionado para a exibição e discussão cinéfila o Cine-Clube de Torres Novas foi também desde a sua fundação a Casa da Liberdade em Torres Novas: enfrentando a censura, a polícia política e o regime fascista, os cineclubistas torrejanos nunca enjeitaram a oportunidade de discutir cinema… mas também literatura, poesia, música, arte e dança. Como também não é segredo, hoje, que da velha máquina de stencil não se reproduziam apenas folhetos de cinematografia…Fosse utilizando a grandeza do Cine-Teatro Virgínia – então com o apoio do Montepio N.ª S.ª da Nazaré – quer fosse na sua sede muito cedo o Cine Clube contribuiu para o enriquecimento cultural de Torres Novas. Coisa que naturalmente era mal vista pelo regime e pelos seus esbirros. Mérito a quem, nesses tempos difíceis, soube e pôde dar a cara e o nome pela existência. O grande mérito do Cine Clube nestes seus 50 anos foi a sua capacidade de adaptação à mudança dos tempos conservando a sua matriz identificadora de referência cultural da nossa região.Quem é que em Torres Novas, que se afirme identificado com a cultura, nunca subiu as escadas de madeira da velha sede?Qual é a instituição torrejana que nunca contactou e realizou actividades em parceria ou com o apoio do Cine-Clube de Torres Novas?O Cine-Clube sobreviveu ao fascismo e à guerra colonial. O Cine-Clube resistiu vibrante nos anos iniciais da liberdade de Abril em que outras prioridades se impunham. O Cine-Clube resistiu ao individualismo dos anos 80 que destruiu muitas associações. O Cine-Clube resistiu à crise do Cinema nascida com o vídeo.Hoje o Cine-Clube continua a ser uma referência cultural no nosso distrito e não só. Preside à Direcção e à Mesa da Assembleia-geral da Federação Portuguesa de Cine Clubes.Realiza semanalmente as suas sessões de cinema com o apoio do Teatro Virgínia e inúmeras actividades de projecção pelo distrito. Mantém igualmente com regularidade projectos de formação e de produção cinematográfica.Apresenta no seu currículo cinquenta anos de vida em que marcou sucessivas gerações de torrejanos e isso é o melhor elogio que pode receber. Naquele primeiro andar, velhinho, da Rua Artur Gonçalves, o filme, a fotografia, o quadro, a escultura, o livro, o poema, a canção, o jogo de xadrez foram sempre LIVRES – mesmo quando o preço a pagar pela liberdade era altíssimo.Aos desafios dos tempos, ao longo destes 50 anos, o Cine Clube respondeu com inteligência, cultura, abertura e rejuvenescimento de quadros directivos assumindo sempre, sem complexos, a sua condição de Casa da Liberdade.Será esse o segredo (sem mistério) do seu futuro.Parabéns Cine-Clube de Torres Novas!

Publicado no JORNAL TORREJANO de 08 Janeiro 2010. Ler on line clicando aqui

14.1.10

Alice Vieira na Blogosfera

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Quem quiser ler uma das mais notáveis cronistas do nosso tempo tem que passar pel ' AS MADRUGADAS. Clicar AQUI !

Um obrigado a Alice Vieira.

12.1.10

Muito mais que bola

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O jornal i através de Rui Miguel Tovar ( ler clicando aqui) recorda hoje um jogo de futebol muito especial.
Um jogo de futebol? Minto.
Foi afinal muito mais que isso: Uma festa rija e bairrista feita à moda de Riachos onde se conjugaram diversos acontecimentos e que fizeram esta história - porque a História também se faz do cruzamento de diversas estórias.
Os milhares de Riachenses que voaram alto no Estádio da Luz com a companhia da Filarmónica Veha e os Camponeses; a homenagem ao Bento - antigo juvenil do Riachense; a jogatana do Bento (o ultimo jogo oficial?); a cabazada que se traduziu num record de golos na Taça de Portugal; os seis golos do desajeitado Ricky, o golo do Tochinha mesmo a acabar...
Já passaram 21 anos e pela minha parte nunca me esquecerei dessa tarde de quarta-feira em que na Artur Gonçalves, inaugurada há poucos meses, e em pleno 9º ano a malta baldou-se às aulas para ficarmos a ouvir o relato num rádio manhoso.
A rivalidade, então rijinha, com o Torres Novas continuou no fim de semana seguinte!
... mas o que nós curtimos aquele golo do Riachense pá!

11.1.10

Waldemar Bastos

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Para esta semana, nos Sons Canhotices escolhemos Waldemar Bastos.

Aqui na coluna do lado.

11.1.10

Gelo

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Será do frio? percorro a cidade no carro e um estranho silêncio vagueia no ar. Na rádio dão notícias das mortes de Cabinda, do gelo na europa, dos scanners nos aeroportos e de um papa intransigente nas suas posições e por aqui, um estranho silêncio no ar, como se tudo e todos estivéssemos à espera.Passo pela avenida, o largo da botica está deserto, não há gente nas ruas da minha cidade. A rádio do carro passa das notícias para a publicidade e sem destino, vamos como a cidade, andando, à espera, à espera, que o gelo passe?

5.1.10

Bicicletas na cidade?

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O Público de ontem noticiava a intenção da Câmara Municipal do Entroncamento, nossos vizinhos, em construir um rede de ciclovias em toda a extensão da cidade. O projecto inclui ainda uma ligação por ciclovia do Entroncamento ao Tejo (!) em conexão com a rede de ciclovias que já está a ser construída em Vila Nova da Barquinha e que têm como destino o Parque Ribeirinho desta vila.
Mesmo considerando a vantajosa morfologia do terreno do Entroncamento, não podemos como torrejanos de sentir um pouco de inveja ao lermos notícias destas.
Em Torres Novas onde podemos circular de bicicleta? Apenas na estradas por meio dos carros ou procurando terrenos agrícolas com todos os perigos inerentes.
A zona da Várzea tem plantada entretanto uma das mais curiosas ciclovias do país: curta, desnivelas, mal sinalizada e sobretudo com postes e árvores (!!!) pelo meio impedindo a sua utilização. Aliás a própria avenida 8 de Julho, que se segue, merece outro olhar e outra limpeza: árvores caídas e postes vergados estão longe da dignidade que se exige a uma das mais importantes entradas da cidade.

5.1.10

Margem Esquerda: Opinião no "Jornal Torrejano"

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Um artigo? Não, um ”shot”!

Chega-se ao fim do ano e é inevitável: fazer o balanço. Irritante tarefa de voltar a pegar no que ficou para trás e voltar a ”recordar”.
Não sei se é por falta de matéria informativa, mas é raro o jornal, revista, televisão que não venha por estes dias fazer o tal balanço, escolher as personalidades do ano, os acontecimentos etc… A coisa agrava-se em anos como este terminados em nove em que a coisa estende-se ao balanço da década e as notícias escondidas num baú qualquer bafiento saem fresquinhas como se os acontecimentos tivessem ocorrido ontem.

De repente, parece que nestes dias, a Terra parou de girar à volta do Sol e as únicas notícias a que temos direito vêm do passado recente. De repente parece que o Mundo está suspenso de funções até Janeiro, provavelmente até ao dia de Reis, e só aí retomará funções, a normalidade voltará e enquanto voltamos a arrumar a árvore de natal, volta a haver notícias.

No fundo, tenho impressão que afinal esta coisa de Jesus Cristo nascer na última semana do ano, foi acima de tudo uma bênção para os directores dos jornais. Assim mesmo que não haja tréguas, numa parte qualquer do mundo, disso não saberemos nunca nem queremos saber, entretidos que estamos em fazer a digestão do bolo-rei, a fazer o balanço do ano e a esperar que o ano novo chegue.

Eu por mim, já decidi – nesta altura, no ano que vem não gastarei um cêntimo em jornais.

Entretanto dou-me ao direito de suspender funções e esta semana, peço desculpa ao leitores e à direcção do JT, recuso-me a comentar ”não factos” ou a encher chouriços com mais um balanço do ano que agora finda.

Até para a semana, quando a Terra voltar a girar. Entretanto vou cuidando da minha quinta no www.farmville.com, um must do facebook!

...E Bom Ano Novo, vá...

Publicado no Jornal Torrejano de 01/01/2010

3.1.10

A FUGA DE PENICHE: 50 anos depois do combate

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Há 50 anos, no cárcere fascista de Peniche, viveu-se um dos seus momentos mais decisivos do combate. Os comunistas, entre eles Álvaro Cunhal, que empreenderam o gesto heróico não fugiram procurando a sua liberdade individual e o seu gozo pessoal em busca de uma vida mais folgada. A sua vida continuou a ser clandestina, dura e correndo constantemente perigo de vida. Os comunistas que levaram por diante este combate não fugiram!
Aqueles homens foram movidos pela urgência de trazer o Partido e a sua luta organizada para as ruas de Portugal. Aquele foi o dia de levar a luta Avante!
Naquele dia 3 de Janeiro de 1960 não se sabia quando a liberdade chegaria para os portugueses. Mas aqueles homens (os homens de dentro da prisão e os que cá foram os aguardavam) sabiam que a Liberdade do seu povo estava a ser decidida ali, naqueles breves momentos.
Há 50 anos o Partido Comunista Português, força organizada pela libertação do povo e dos trabalhadores portugueses ficou mais forte e reforçado! A luta intensificou-se: nas fábricas, nas escolas, nos campos, nas colónias ultramarinas. O fascismo começava a esboroar-se.
Naquele dia, nasceu a madrugada que libertou Portugal a 25 de Abril de 1974.

1.1.10

...e já estamos em 2010

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28.12.09

BOM ANO NOVO

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Acabamos 2009 com uma prenda para os leitores do canhotices: Antero Guerra Inácio realizou este vídeo e agora disponibiliza-o na net. Por nós é com agrado que publicamos aqui este trabalho feito de imagens reais.

Torres Novas, nomes (tantos, tantos...), rostos, muitos rostos.
Gente.Viva!
Até 2010, com um abraço.
ZéManel

Torres Novas - 30 anos desde 25 Abril from antero on Vimeo.

27.12.09

Margem Esquerda: Opinião no "Jornal Torrejano"

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Velhozes duros*

Não sei se quando este este artigo chegar aos olhos do leitor, os sindicatos estarão a concretizar a pré-anunciada greve nos hipermercados na véspera de Natal.
Se tal suceder e independentemente do sucesso da greve estamos perante um facto histórico absolutamente assinalável e que importa reflectir, também aqui, em Torres Novas, onde os hipermercados se multiplicaram nos últimos anos.

Os hiper’s são um fenómeno a que não escapamos ou resistimos. Ali há a possibilidade de termos num único espaço asseado e luminoso, com parque de estacionamento, onde não chove nem faz frio nem calor, uma imensa variedade de produtos aos mais diversos preços.

Os Hiper’s constituíram-se também nos últimos anos uma actividade económica relevante e o nível de emprego que proporcionam não é de ignorar. Não podemos desvalorizar, por exemplo, que os Hipermercados em Torres Novas permitem o emprego de algumas centenas de pessoas e isso é um facto extremamente importante.

Por isso que o anúncio da greve, para este Natal deve ser alvo da nossa atenção.

É que é sabid a troco da chantagem da empregabilidade, aos hipermercados tudo tem sido permitido constituindo no nosso país um dos sectores onde a exploração laboral é mais acentuada e aguda.

Caracterizam-se basicamente por baixos salários e com baixa especialização (apesar de empregar pessoas de diferentes níveis de qualificação) impera a lei do contrato a prazo, do desregulamento de horários e na generalidade dos hipermercados um profundo desprezo pelo exercício de liberdades sindicais. Os hipermercados, propriedade de importantes grupos empresariais, têm funcionado como pequenos feudos, sem fiscalização pela Inspecção do Trabalho e não são raros os relatos de terror psicológico que alguns exercem.

Tudo isto a troco da ”oferta” de emprego. Como se o direito ao emprego fosse indissociável da exigência de um emprego com direitos.

Verdade seja dita: Estes grupos têm agido impulsionados por governos que revendo consecutivamente as leis laborais, têm desequilibrado as relações de trabalho a favor dos empregadores. O Código de Trabalho de Bagão Félix com as revisões de Vieira da Silva, foram nesse aspecto um doce para esta gente.

Este pré-aviso de greve surge porque os Hipermercados preparam-se para que a semana de trabalho possa vir a ser de 60 horas semanais – equivalendo a 12 horas por dia. Ter um emprego não é sinónimo de escravidão!

Caso não recuem nesta ameaça a greve torna-se justa e merece de todos nós consumidores a nossa solidariedade.

Como torrejanos, deveremos também reflectir nos efeitos sociais de tal medida que afectará a vida de inúmeras famílias. Os infantários, as escolas, as associações são vítimas de medidas deste cariz que destroem a coesão familiares e a participação das pessoas na vida da sua terra.

Num concelho onde algumas empresas históricas recorrem ao lay-off, ao recurso a empresas de trabalho temporário (aumentando a precariedade), onde multinacionais fazem despedimentos colectivos, muitas pequenas e médias empresas encerram silenciosamente, neste Natal de 2009, dispensávamos bem o uivo destes novos lobos travestidos de Popotas e Leopoldinas…

Boas Festas!

* Em Torres Novas não comemos sonhos, filhó, filhós nem filhoses. Aqui comemos velhozes fofos e macios. Com o sabor dos velhozes que a minha avó Piedade fazia e distribuía vaidosa pelas outras velhotas lá da rua: a vizinha Perpétua, a vizinha Piedade, a vizinha Maria, a vizinha Adelaide, a vizinha Damião…

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