CANHOTICES

...em Torres Novas, Ribatejo, Portugal. Do lado esquerdo da vida.


As imagens passam na televisão. Na ilha de Hispânia, o povo esfomeado e sedento, desalojado e desesperadamente a sofrer procura abrigo, emprego, cuidados médicosno aeroporto de Port au Prince. A televisão mostra as imagens: o exército dos Estados Unidos carrega sobre o povo. Os capacetes azuis jordanos e paquistaneses agem violentamente sob o comando das Forças Armadas dos EUA.
O Haiti e o povo necessitam urgentemente de segurança. Mas ela deve ser assegurada pela ONU e pelas suas forças de Paz. Assistimos à rendição da ONU perante o exército dos EUA! Assistimos ao empolamento da violência para justificar a entrega da segurança do Haiti aos Estados Unidos.
A tragédia haitiana está a servir para transformar o país num protectorado norte-americano. À tragédia do sismo não se pode suceder a tragédia neo imperialista, de forma mais ou menos encapotada de ocupação ilegal.
A ordem internacional deve ser restabelecida com urgência no Haiti e ela deve passar unicamente pela responsabilização da ONU!
Sejamos veementes e façamos ouvir este clamor:
SOLIDARIEDADE! PAZ! COOPERAÇÂO!
Não à ocupação do Haiti pelos Estados Unidos da América!
( a propósito onde está António Guterres e a sua missão para os refugiados ?)



18.1.10

DEFENDER O RIO ALMONDA E AS MARGENS NO FACEBOOK

Publicada por zemanel |

Aderir clicando AQUI
Grupo de Amigos do Rio Almonda fartos da poluição no leito e nas margens!
Porque gostamos do Rio Almonda: desde a nascente, na Serra de Aire (na gruta que he dá nome) até à foz no Tejo, em Azinhaga.
Exigimos o regresso do rio de águas claras e limpas que descia pela freguesia da Zibreira, namorava o choupal na Ribeira, atravessava a medieval aldeia de Lapas e depois de se passear vaidoso por Torres Novas, espraiava-se até aos Riachos até encontrar os campos férteis onde começa o Ribatejo!
Exigimos a libertação e a limpeza das suas margens património riquíssimo que deve ser usufruído pelos cidadãos! Exigimos a limpeza das margens em toda a extensão e o fim do urbanismo desenfreado!
Por isso damos a nossa cara aqui, pelo nosso Rio Almonda!
Acreditamos que poderemos fazer nascer aqui um grande movimento para dar de novo vida ao Almonda e às margens!



18.1.10

Marrar até morrer - e dar por isso

Publicada por zemanel |

18 janeiro 1984 - 18 janeiro 2010

15.1.10

Margem Esquerda: Opinião no "Jornal Torrejano"

Publicada por zemanel |

1960-2010: 50 anos de Cine-Clube

”(…)lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição. Partir aqui com a ciência toda do passado. Partir aqui – para ficar!” José Mário Branco in FMI
A História não mente: No concelho de Torres Novas o final dos anos 50 e início dos anos 60 foram anos marcantes de grande riqueza colectiva. O país acordava da campanha eleitoral de Humberto Delgado e parecia acreditar que o cinzentismo do regime fascista não poderia durar para sempre.Depois dos Ranchos Folclóricos de Riachos e Torres Novas e depois do Choral Phydellius, em 1960 nasceu o Cine-Clube de Torres Novas que completa assim, em 2010, os seus 50 anos de actividade.A importância do Cine-Clube torrejano desde muito cedo ultrapassou as fronteiras do nosso concelho. Vocacionado para a exibição e discussão cinéfila o Cine-Clube de Torres Novas foi também desde a sua fundação a Casa da Liberdade em Torres Novas: enfrentando a censura, a polícia política e o regime fascista, os cineclubistas torrejanos nunca enjeitaram a oportunidade de discutir cinema… mas também literatura, poesia, música, arte e dança. Como também não é segredo, hoje, que da velha máquina de stencil não se reproduziam apenas folhetos de cinematografia…Fosse utilizando a grandeza do Cine-Teatro Virgínia – então com o apoio do Montepio N.ª S.ª da Nazaré – quer fosse na sua sede muito cedo o Cine Clube contribuiu para o enriquecimento cultural de Torres Novas. Coisa que naturalmente era mal vista pelo regime e pelos seus esbirros. Mérito a quem, nesses tempos difíceis, soube e pôde dar a cara e o nome pela existência. O grande mérito do Cine Clube nestes seus 50 anos foi a sua capacidade de adaptação à mudança dos tempos conservando a sua matriz identificadora de referência cultural da nossa região.Quem é que em Torres Novas, que se afirme identificado com a cultura, nunca subiu as escadas de madeira da velha sede?Qual é a instituição torrejana que nunca contactou e realizou actividades em parceria ou com o apoio do Cine-Clube de Torres Novas?O Cine-Clube sobreviveu ao fascismo e à guerra colonial. O Cine-Clube resistiu vibrante nos anos iniciais da liberdade de Abril em que outras prioridades se impunham. O Cine-Clube resistiu ao individualismo dos anos 80 que destruiu muitas associações. O Cine-Clube resistiu à crise do Cinema nascida com o vídeo.Hoje o Cine-Clube continua a ser uma referência cultural no nosso distrito e não só. Preside à Direcção e à Mesa da Assembleia-geral da Federação Portuguesa de Cine Clubes.Realiza semanalmente as suas sessões de cinema com o apoio do Teatro Virgínia e inúmeras actividades de projecção pelo distrito. Mantém igualmente com regularidade projectos de formação e de produção cinematográfica.Apresenta no seu currículo cinquenta anos de vida em que marcou sucessivas gerações de torrejanos e isso é o melhor elogio que pode receber. Naquele primeiro andar, velhinho, da Rua Artur Gonçalves, o filme, a fotografia, o quadro, a escultura, o livro, o poema, a canção, o jogo de xadrez foram sempre LIVRES – mesmo quando o preço a pagar pela liberdade era altíssimo.Aos desafios dos tempos, ao longo destes 50 anos, o Cine Clube respondeu com inteligência, cultura, abertura e rejuvenescimento de quadros directivos assumindo sempre, sem complexos, a sua condição de Casa da Liberdade.Será esse o segredo (sem mistério) do seu futuro.Parabéns Cine-Clube de Torres Novas!

Publicado no JORNAL TORREJANO de 08 Janeiro 2010. Ler on line clicando aqui

14.1.10

Alice Vieira na Blogosfera

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Quem quiser ler uma das mais notáveis cronistas do nosso tempo tem que passar pel ' AS MADRUGADAS. Clicar AQUI !

Um obrigado a Alice Vieira.

12.1.10

Muito mais que bola

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O jornal i através de Rui Miguel Tovar ( ler clicando aqui) recorda hoje um jogo de futebol muito especial.
Um jogo de futebol? Minto.
Foi afinal muito mais que isso: Uma festa rija e bairrista feita à moda de Riachos onde se conjugaram diversos acontecimentos e que fizeram esta história - porque a História também se faz do cruzamento de diversas estórias.
Os milhares de Riachenses que voaram alto no Estádio da Luz com a companhia da Filarmónica Veha e os Camponeses; a homenagem ao Bento - antigo juvenil do Riachense; a jogatana do Bento (o ultimo jogo oficial?); a cabazada que se traduziu num record de golos na Taça de Portugal; os seis golos do desajeitado Ricky, o golo do Tochinha mesmo a acabar...
Já passaram 21 anos e pela minha parte nunca me esquecerei dessa tarde de quarta-feira em que na Artur Gonçalves, inaugurada há poucos meses, e em pleno 9º ano a malta baldou-se às aulas para ficarmos a ouvir o relato num rádio manhoso.
A rivalidade, então rijinha, com o Torres Novas continuou no fim de semana seguinte!
... mas o que nós curtimos aquele golo do Riachense pá!

11.1.10

Waldemar Bastos

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Para esta semana, nos Sons Canhotices escolhemos Waldemar Bastos.

Aqui na coluna do lado.

11.1.10

Gelo

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Será do frio? percorro a cidade no carro e um estranho silêncio vagueia no ar. Na rádio dão notícias das mortes de Cabinda, do gelo na europa, dos scanners nos aeroportos e de um papa intransigente nas suas posições e por aqui, um estranho silêncio no ar, como se tudo e todos estivéssemos à espera.Passo pela avenida, o largo da botica está deserto, não há gente nas ruas da minha cidade. A rádio do carro passa das notícias para a publicidade e sem destino, vamos como a cidade, andando, à espera, à espera, que o gelo passe?

5.1.10

Bicicletas na cidade?

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O Público de ontem noticiava a intenção da Câmara Municipal do Entroncamento, nossos vizinhos, em construir um rede de ciclovias em toda a extensão da cidade. O projecto inclui ainda uma ligação por ciclovia do Entroncamento ao Tejo (!) em conexão com a rede de ciclovias que já está a ser construída em Vila Nova da Barquinha e que têm como destino o Parque Ribeirinho desta vila.
Mesmo considerando a vantajosa morfologia do terreno do Entroncamento, não podemos como torrejanos de sentir um pouco de inveja ao lermos notícias destas.
Em Torres Novas onde podemos circular de bicicleta? Apenas na estradas por meio dos carros ou procurando terrenos agrícolas com todos os perigos inerentes.
A zona da Várzea tem plantada entretanto uma das mais curiosas ciclovias do país: curta, desnivelas, mal sinalizada e sobretudo com postes e árvores (!!!) pelo meio impedindo a sua utilização. Aliás a própria avenida 8 de Julho, que se segue, merece outro olhar e outra limpeza: árvores caídas e postes vergados estão longe da dignidade que se exige a uma das mais importantes entradas da cidade.

5.1.10

Margem Esquerda: Opinião no "Jornal Torrejano"

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Um artigo? Não, um ”shot”!

Chega-se ao fim do ano e é inevitável: fazer o balanço. Irritante tarefa de voltar a pegar no que ficou para trás e voltar a ”recordar”.
Não sei se é por falta de matéria informativa, mas é raro o jornal, revista, televisão que não venha por estes dias fazer o tal balanço, escolher as personalidades do ano, os acontecimentos etc… A coisa agrava-se em anos como este terminados em nove em que a coisa estende-se ao balanço da década e as notícias escondidas num baú qualquer bafiento saem fresquinhas como se os acontecimentos tivessem ocorrido ontem.

De repente, parece que nestes dias, a Terra parou de girar à volta do Sol e as únicas notícias a que temos direito vêm do passado recente. De repente parece que o Mundo está suspenso de funções até Janeiro, provavelmente até ao dia de Reis, e só aí retomará funções, a normalidade voltará e enquanto voltamos a arrumar a árvore de natal, volta a haver notícias.

No fundo, tenho impressão que afinal esta coisa de Jesus Cristo nascer na última semana do ano, foi acima de tudo uma bênção para os directores dos jornais. Assim mesmo que não haja tréguas, numa parte qualquer do mundo, disso não saberemos nunca nem queremos saber, entretidos que estamos em fazer a digestão do bolo-rei, a fazer o balanço do ano e a esperar que o ano novo chegue.

Eu por mim, já decidi – nesta altura, no ano que vem não gastarei um cêntimo em jornais.

Entretanto dou-me ao direito de suspender funções e esta semana, peço desculpa ao leitores e à direcção do JT, recuso-me a comentar ”não factos” ou a encher chouriços com mais um balanço do ano que agora finda.

Até para a semana, quando a Terra voltar a girar. Entretanto vou cuidando da minha quinta no www.farmville.com, um must do facebook!

...E Bom Ano Novo, vá...

Publicado no Jornal Torrejano de 01/01/2010

3.1.10

A FUGA DE PENICHE: 50 anos depois do combate

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Há 50 anos, no cárcere fascista de Peniche, viveu-se um dos seus momentos mais decisivos do combate. Os comunistas, entre eles Álvaro Cunhal, que empreenderam o gesto heróico não fugiram procurando a sua liberdade individual e o seu gozo pessoal em busca de uma vida mais folgada. A sua vida continuou a ser clandestina, dura e correndo constantemente perigo de vida. Os comunistas que levaram por diante este combate não fugiram!
Aqueles homens foram movidos pela urgência de trazer o Partido e a sua luta organizada para as ruas de Portugal. Aquele foi o dia de levar a luta Avante!
Naquele dia 3 de Janeiro de 1960 não se sabia quando a liberdade chegaria para os portugueses. Mas aqueles homens (os homens de dentro da prisão e os que cá foram os aguardavam) sabiam que a Liberdade do seu povo estava a ser decidida ali, naqueles breves momentos.
Há 50 anos o Partido Comunista Português, força organizada pela libertação do povo e dos trabalhadores portugueses ficou mais forte e reforçado! A luta intensificou-se: nas fábricas, nas escolas, nos campos, nas colónias ultramarinas. O fascismo começava a esboroar-se.
Naquele dia, nasceu a madrugada que libertou Portugal a 25 de Abril de 1974.

1.1.10

...e já estamos em 2010

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28.12.09

BOM ANO NOVO

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Acabamos 2009 com uma prenda para os leitores do canhotices: Antero Guerra Inácio realizou este vídeo e agora disponibiliza-o na net. Por nós é com agrado que publicamos aqui este trabalho feito de imagens reais.

Torres Novas, nomes (tantos, tantos...), rostos, muitos rostos.
Gente.Viva!
Até 2010, com um abraço.
ZéManel

Torres Novas - 30 anos desde 25 Abril from antero on Vimeo.

27.12.09

Margem Esquerda: Opinião no "Jornal Torrejano"

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Velhozes duros*

Não sei se quando este este artigo chegar aos olhos do leitor, os sindicatos estarão a concretizar a pré-anunciada greve nos hipermercados na véspera de Natal.
Se tal suceder e independentemente do sucesso da greve estamos perante um facto histórico absolutamente assinalável e que importa reflectir, também aqui, em Torres Novas, onde os hipermercados se multiplicaram nos últimos anos.

Os hiper’s são um fenómeno a que não escapamos ou resistimos. Ali há a possibilidade de termos num único espaço asseado e luminoso, com parque de estacionamento, onde não chove nem faz frio nem calor, uma imensa variedade de produtos aos mais diversos preços.

Os Hiper’s constituíram-se também nos últimos anos uma actividade económica relevante e o nível de emprego que proporcionam não é de ignorar. Não podemos desvalorizar, por exemplo, que os Hipermercados em Torres Novas permitem o emprego de algumas centenas de pessoas e isso é um facto extremamente importante.

Por isso que o anúncio da greve, para este Natal deve ser alvo da nossa atenção.

É que é sabid a troco da chantagem da empregabilidade, aos hipermercados tudo tem sido permitido constituindo no nosso país um dos sectores onde a exploração laboral é mais acentuada e aguda.

Caracterizam-se basicamente por baixos salários e com baixa especialização (apesar de empregar pessoas de diferentes níveis de qualificação) impera a lei do contrato a prazo, do desregulamento de horários e na generalidade dos hipermercados um profundo desprezo pelo exercício de liberdades sindicais. Os hipermercados, propriedade de importantes grupos empresariais, têm funcionado como pequenos feudos, sem fiscalização pela Inspecção do Trabalho e não são raros os relatos de terror psicológico que alguns exercem.

Tudo isto a troco da ”oferta” de emprego. Como se o direito ao emprego fosse indissociável da exigência de um emprego com direitos.

Verdade seja dita: Estes grupos têm agido impulsionados por governos que revendo consecutivamente as leis laborais, têm desequilibrado as relações de trabalho a favor dos empregadores. O Código de Trabalho de Bagão Félix com as revisões de Vieira da Silva, foram nesse aspecto um doce para esta gente.

Este pré-aviso de greve surge porque os Hipermercados preparam-se para que a semana de trabalho possa vir a ser de 60 horas semanais – equivalendo a 12 horas por dia. Ter um emprego não é sinónimo de escravidão!

Caso não recuem nesta ameaça a greve torna-se justa e merece de todos nós consumidores a nossa solidariedade.

Como torrejanos, deveremos também reflectir nos efeitos sociais de tal medida que afectará a vida de inúmeras famílias. Os infantários, as escolas, as associações são vítimas de medidas deste cariz que destroem a coesão familiares e a participação das pessoas na vida da sua terra.

Num concelho onde algumas empresas históricas recorrem ao lay-off, ao recurso a empresas de trabalho temporário (aumentando a precariedade), onde multinacionais fazem despedimentos colectivos, muitas pequenas e médias empresas encerram silenciosamente, neste Natal de 2009, dispensávamos bem o uivo destes novos lobos travestidos de Popotas e Leopoldinas…

Boas Festas!

* Em Torres Novas não comemos sonhos, filhó, filhós nem filhoses. Aqui comemos velhozes fofos e macios. Com o sabor dos velhozes que a minha avó Piedade fazia e distribuía vaidosa pelas outras velhotas lá da rua: a vizinha Perpétua, a vizinha Piedade, a vizinha Maria, a vizinha Adelaide, a vizinha Damião…

21.12.09

A INVENÇÃO AMOR

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21.12.09

Margem Esquerda: Opinião no "Jornal Torrejano"

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BORA A MORA?

Perdida, aquela vila alentejana parecia estar condenada ao destino que está reservado para uma grande parcela do interior do território nacional. A população envelhecia, os mais novos procuravam vida noutras paragens, a agricultura abandonada e uma total ausência de indústria ou de serviços condenavam a vila ao destino fatal.
Mas há fatalidades inevitáveis? Não claro que não. Perante o cenário pouco simpático que enfrentava, o município tomou mãos à obra e com inteligência, criatividade desenhou uma estratégia de desenvolvimento local rentabilizando o melhor que tinha para oferecer: os recursos naturais. Com uma estratégia correcta recorreram aos fundos comunitários em busca de projectos realmente estruturantes e que servissem o modelo de desenvolvimento desenhado. Será isto uma Utopia? Não. Chama-se pensar em desenvolvimento verdadeiramente sustentável.
Enquanto no país, com os euros da União Europeia se semeavam hipermercados, multinacionais de duvidosa sustentação económica com empregos de baixo valor, rotundas, avenidas e se enfeitavam as terras com todos os tarecos de enfeite urbanos que se pode imaginar naquela vila apostou-se na diferença.
Em Mora, assim se chama a vila, a palavra desenvolvimento é hoje uma realidade. Vale a pena conhecer o exemplo.
Aproveitando o facto do concelho de Mora ser atravessado por linhas de água e percebendo que a vizinhança com a Barragem de Montargil não seria de desprezar, a aposta no desenvolvimento passou pelo aproveitamento do recurso natural ÁGUA e à vida que nela há. É assim que nasce o Fluviário de Mora – um verdadeiro tesouro a três passos de Torres Novas de visita obrigatória.
Inaugurado em Março de 2007 e com mais de 200.000 visitantes o Fluviário de Mora convida-nos a viajar ao longo de um rio, podendo ser observadas diversas espécies do nosso país e também de outras partes do Mundo.
Imperdível é também a visita ao irrequieto casal de jovens Lontras: A Mariza e o Cristiano Ronaldo.
Aberto todos os dias do ano a visita ao Fluviário de Mora é uma experiência enriquecedora inclusive para as crianças.
Aconselha-se a quem visitar o Fluviário fora de um grupo, que tente uma pequena marosca e integre-se num grupo que esteja de visita – o acompanhamento por guia biólogo/a torna a visita muito mais interessante.
Finda a visita, pode-se comer no restaurante do Fluviário embora nos dias de Primavera não seja de menosprezar um piquenique familiar nos campos envolventes, junto à água. Ou então, andando uns quilómetros para diante, junto à barragem de Montargil ou em alternativa, junto da Barragem de Belver aconselha-se no verão uma visita à praia fluvial do Alamal.
Na zona de Mora é também motivo de curiosidade a visita a Pavia, onde se poderá visitar a famosa capela incrustada numa anta pré-histórica e a Casa-Museu dedicada ao pintor neo-realista Manuel Ribeiro de Pavia.
Em Mora, o Fluviário apela à nossa consciência ambiental, é um factor de desenvolvimento local que estimula o comércio e o turismo, proporciona empregos qualificados.
É um exemplar projecto pedagógico, de grande validade ambiental e que ainda por cima enriquece e assegura o futuro do concelho de Mora. Sem especiais alaridos e vaidades, constitui um verdadeiro exemplo para aqueles que ainda acham que o desenvolvimento se mede pelo número de gruas no ar.
Para mais informações:
www.cm-mora.pt
www.fluviariomora.pt

PUBLICADO NO JORNAL TORREJANO de 19 Dezembro 2009

19.12.09

QUADRILHA: NÃO DÊEM CABO DO MUNDO

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19.12.09

Ficaremos ao menos com o Sol?

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O anúncio da OPA da Cimenteira brasileira sobre a Cimpor é evidentemente uma péssima notícia para o país - mesmo que os especuladores amealhem mais uns euros na roleta da Bolsa de Valores.
A possibilidade da maior empresa industrial portuguesa poder vir parar ao capital estrangeiro reduz significativamente o grau de independência da economia nacional.
Sim - o capital não tem pátria.
Mas este "ataque" demonstra à saciedade a necessidade de em Portugal os principais sectores estratégicos da economia nacional estarem na posse do Estado - desde que este garanta uma gestão correcta da coisa pública o que não é evidentemente de todo impossível.
Só a posse pelo Estado, cumprindo a Constituição da República que defende uma economia mista ( privada, cooperativa e pública), da Indústria pesada, da energia, das comunicações e dos serviços financeiros assegura uma efectiva política patriótica de independência nacional e ao serviço de todos os portugueses.
Infelizmente, a entrega destes sectores a alguns grupos privados portugueses está a revelar-se numa catástrofe. Na economia global em que vivemos há Grupos Internacionais com avultadas disponibilidades financeiras dispostos a vir à Lusitânia comprar o nosso bife do lombo a pataco.
Sem que ao menos o futuro do bife fique assegurado...
Mais grave ainda é que poderemos não ficar por aqui e ser o próprio governo a alienar as sobras que ainda detém nalguns sectores. Tal não nos espantaria, face ao cenário de Crise orçamental em que o país está mergulhado e para o qual este governo não quer encontrar as reais respostas que passariam desde logo pela tributação das grandes fortunas e das valorizações bolsistas.
Não está pouco em causa: é a independência nacional!
É urgente a ruptura democrática por uma nova política que se traduza no mínimo, pelo cumprimento dos desígnios económicos previstos na Constituição da República Portuguesa.

17.12.09

Quando os soviéticos visitaram Torres Novas

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(clicar na imagem para ampliar)

Em 11 de Março, Gorbachev assumia o lugar de Secretário Geral do PC da União Soviética. A Perestroyka era portanto ainda uma palavra recente quando em 8 de Junho de 1985, um grupo de soviéticos visitou Torres Novas.
Numa iniciativa do núcleo local da Associação Portugal - URSS, dinamizado entre outros por Joaquim Canais Rocha, realizou-se na nossa cidade um Encontro distrital de Núcleos dessa associação.
Abrilhantou a iniciativa, cujo programa está nas imagens em cima, a presença do grupo de folclore soviético que proporcionou um espectáculo inesquecível no Virgínia.
Embora adolescente, tivemos oportunidade ( graças a cunha familiar) de acompanhar a visita do grupo a Torres Novas. Foi assim que acompanhámos o Grupo Voljanka, oriundo da cidade Iaroslavl, na visita no pequeno autocarro da Câmara às Grutas de Lapas e à Cidade. Tivemos ainda o privilégio de estar nos bastidores do Virgínia e ficarmos deslumbrados quando o Grupo se vestiu com os trajes tradicionais russos em que as cores e o ouro deslumbraram os nossos olhos. Confesso que se sentira alguma estranheza pela forma austera e fora de moda como os soviéticos se vestiam ( em 1985 com calças á boca de sino e sem jeans por exemplo), quando vestiram os trajes tradicionais, senti entrar noutra dimensão - ilusões e desilusões próprios de quem tem 11 anos...
O Grupo Voljanka compunha-se pelo conjunto folclórico e pelo Coro Popular Pyatnisky e recordo o final do espectáculo em que o tenor do coro em solo cantou a portuguesa e nossa "Grândola"...
Naquele dia convivi com os soviéticos e tive a oportunidade única de comunicar numa língua inventada ali. Da frieza soviética nada vi, pelo contrário. Daquele Grupo senti muito calor humano!
Provavelmente, hoje em Iaroslavl, há também quem se recorde de Torres Novas. Pelo menos, nalgumas casas haverá de certeza artesanato de olaria de Árgea com que todos os soviéticos foram presenteados.
Entretanto descobri no Youtube imagens recentes do grupo de Iaroslavl que esteve por aqui em 1985.
Curiosamente a Cidade de Iaroslav festeja em 2010 os seus 1000 anos de História. Em Torres Novas alguém recordará os 910 anos do Foral de Sancho I?


14.12.09

Uma preciosidade...

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13.12.09

Berlusconi é Fixe!

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...e teve hoje a sua Marinha Grande.

13.12.09

directamente dos 80's

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13.12.09

Margem Esquerda: Opinião no "Jornal Torrejano"

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MARGEM ESQUERDA
Opinião de José Mota Pereira

Os catequistas da nova religião

1. O aumento do desemprego no nosso país deu origem à fobia do empreendorismo. Para resolver o problema do desemprego, somos constantemente bombardeados com este chavão que nos querem fazer crer ser capaz de tudo resolver. Fecha uma fábrica, despede-se de uma penada 100, 150, 500 trabalhadores e lá vem poção mágica do empreendorismo enfiada em acções de formação (?), programas de apoio e incentivos ao investimento. Nos programas de televisão são exibidos grandes exemplos de micro-empresas criadas por génios empreendedores que passeiam e tosquiam cães e gatos, infantários pós -modernos, cyber-cafés, arranjos domésticos por telefone, uma miríade de projectos fantásticos. Um maravilhoso mundo de gente que de repente se vê com empréstimos na banca, impostos para pagar, contabilidades, empréstimos para pagar os outros empréstimos, pagamentos por conta, pagamentos especiais por conta, ivas, irs e irc’s…
Das falências o empreendorismo diz nada.
A ideologia do empreendorismo, nestes dias de crise, vê crescer os seus tentáculos. Parece uma religião.
Esta sagrada nova teologia compõe-se, núcleos empresariais, centros de formação, empresas de consultoria, enfim uma série de gente que vê aqui, afinal uma boa oportunidade de fazer negócio.
O Núcleo Empresarial de Santarém ( Nersant) no seu afã de proclamar a sagrada religião do empreendorismo decidiu que é de pequenino que se torce o pepino e quais catequistas desta nova religião decidiram que as crianças do distrito deveriam aprender a boa nova empreendedora.
Lemos e não acreditamos - O Nersant criou um projecto dirigido às crianças visando ensinar os conceitos de, respire-se fundo agora: empresa, capital, marketing, venda, clientes, ou fornecedores. O projecto encontra-se dividido em três áreas e continue a respirar fund A empresa, o marketing, o resultado. Isto para putos com aquilo a que ainda chamamos de 4ª classe!
Desculpem, mas isto não se faz!
E quando os putos chegam a casa? Pôr a mesa do jantar passa a ser designado por arrumação dos stocks para os produtos consumíveis? Fazer os trabalhos de casa passa a ser formação by learninng e training das core competences? Escolher simplesmente o canal de televisão passa a ser uma escolha com um custo de oportunidade?
Eu por mim, se fosse pai de uma criança que estivesse na calha para receber estas lições ficaria seriamente preocupado. Mesmo sabendo que o projecto tem o devido acompanhamento pedagógico.
Preferiria sempre que o puto me convidasse, com um bué de fixe na boca, para uma jogatana de futebol a receber uma proposta para estudarmos em conjunto o core bussiness do café em frente à minha casa.
2. Todas as semanas, desde há muitos anos, que um telefonema se repete a meio da manhã. Às terças-feiras, Joaquim Matias Pedro, na Rádio Local de Torres Novas, divulga os preços do dia no mercado semanal e invariavelmente acaba nos nabos – pretexto para uns largos minutos de opinião livre sobre a vida no concelho e na cidade.
Concorde-se ou não com as suas opiniões (e muitas vezes discordo) Joaquim M. Pedro cumpre uma tarefa de serviço público que deveria merecer mais atenção. E naquele jeito muito particular de opinar, demonstra teimosamente, que foi para se fazer programas destes que se inventaram as Rádios Locais.

Publicado no JORNAL TORREJANO DE 11 Dezembro 2009.

10.12.09

Olha quem eles são...

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O jornalismo fotográfico capta instantâneos por vezes surpreendentes. No caso desta fotografia de 1989 o fotógrafo ACÁCIO FRANCO foi particularmente feliz no boneco. Captada no congresso que elegeu Jorge Sampaio como secretário geral do PS, ela retrata todos os líderes posteriores do PS. Como se quem os arrumou naqueles lugares fosse bruxo. E como se o fotógrafo fosse também adivinho.
Só mesmo por azar é que a ordem não é a correcta: Ferro Rodrigues e o jovem Sócrates aparecem aqui trocados em relação à História dos anos seguintes.
Mas esta foto revela mais. Revela a chegada de uma "equipa" à cúpula do PS, no pós-soarismo, preparada para tomar o poder em Portugal. De origens políticas diversas, a partir deste momento, estes intervenientes, unidos, começaram aqui a trabalhar a sua ascensão ao poder.
Conseguiram-no.
Todos estes senhores estão ou estiveram no poder.
Estão aqui, neste retrato muitos anos da história da democracia portuguesa.
Mas estes senhores tiveram e têm uma enorme responsabilidade pelo estado em que se encontra o país.
Não têm desculpa:
SÃO CULPADOS!

Há mais curiosidades destas, muitas mais, no vasto arquivo fotográfico que a Lusa disponibiliza agora on line. Vale a pena dar uma voltinha:

9.12.09

Eles andam aí!

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CUIDADO! MUITO CUIDADO!

Abriu a época: aconselha-se afastamento das televisões. A popota e a leopoldina já andam por aí. A seguir vem a gala disto, daquilo, dos pobres, dos pobrezinhos, dos pobrezinhos dos pobres, o natal dos hospitais, o natal das prisões, o natal das unidades de cuidado intensivo, o natal dos bombeiros, o natal dos enfermeiros... sobretudo estejam atento que já se começou a ouvir por aí o coro de santo amaro de oeiras...
Quando é que é janeiro?

8.12.09

ROSA MINHA IRMÃ ROSA: 30 anos depois

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Em 1979 comemorava-se o Ano Internacional da Criança. A jornalista entusiasmada iniciou uma nova aventura e da sua imaginação saíu o ROSA, MINHA IRMÃ ROSA. Um livro de classificação dificil: Não é infantil, juvenil mas também não é um romance para gente crescida. É um livro, um livro muito bom para se ler e isso talvez seja maior mérito de Alice Vieira. Foi com a história nascimento da Rosa e a pequena tempestade que a bébé provocou na vida de um família lisboeta que muitos começaram a ler. Alice Vieira prosseguiu com o LOTE 12-2º FRENTE; o CHOCOLATE À CHUVA, e passou por essa obra magistral de teatro infantil: GRAÇAS E DESGRAÇAS DA CORTE DE EL REI TADINHO. Passaram trinta anos e Alice continua a escrever e hoje não só para as crianças. Mas ficará sempre para a História por ter transformado a literatura portuguesa numa literatura que trata o seu público como seres inteligentes apesar da sua idade. Coisa que não deve ter sido nada fácil de inventar. Alice Vieira, que tem sangue das Lapas, nestes últimos tempos da sua vida, está de vez em quando em Torres Novas. Se a virem por aí, não se esqueçam de lhe agradecer e de lhe dar os merecidos parabéns.

NOTA: Coincidências? Este mês Pedro Barroso comemora 40 anos de carreira e Alice Vieira com origens familiares no concelho de Torres Novas - nomeadamente em Lapas - cumpre 30 anos de literatura. Ainda por cima é com uma indisfarçável pontinha de orgulho que lembramos o apoio de Alice Vieira às candidaturas da CDU no concelho de Torres Novas nas últimas eleições autárquicas.

DESCUBRA AS DIFERENÇAS

"(...) gosto dele ( Manuel Alegre) (...)Mas não aprecio a maneira como se tem comportado como militante do PS.Com um pé dentro e outro fora."
Mário Soares em entrevista ao jornal "i" de hoje

"O Partido Comunista entrou para este governo com reserva. Com um pé no governo e todo o resto do corpo e o outro pé fora do governo(...)"
Mário Soares no Frente a Frente com Álvaro Cunhal na RTP em 6 de Novembro de 1975

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