CANHOTICES

...em Torres Novas, Ribatejo, Portugal. Do lado esquerdo da vida.

4.8.09

Recordando o "Ministro" das Casa Altas

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Ao passear hoje pela cidade, lembrei-me do saudoso e popular "Ministro" que montado na sua pasteleira corria as ruas de Torres Novas gritando:

"Queres é lebre!"

3.8.09

Sanfonagate - parte III

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ANTÓNIO FILIPE, deputado do PCP, questionou hoje o governo com pergunta escrita na Assembleia da República:

"O jornal “O Mirante” do passado dia 1 de Agosto noticiou que a candidata do PS à Câmara Municipal de Alpiarça anunciou a contratação de médicos para reforçar o centro de saúde local, resultado de contactos estabelecidos entre a própria e o Governo.
Segundo esse jornal a deputada terá referido que o reforço de profissionais, por ora em número incerto, resulta de contactos estabelecidos com o Governo, responsável pela efectiva contratação dos médicos.
E cita palavras da própria: "Foi um acordo estabelecido com o poder central, o Governo, para colmatar falhas na região a nível da carência de profissionais do sector da saúde".
Mais se refere que a candidatura da deputada à autarquia local enviou à comunicação social um comunicado onde é dito que o anunciado reforço de médicos em Alpiarça é um dos compromissos que a candidata assumirá com a população de Alpiarça.
Esta notícia é tanto mais estranha, porquanto, perante a Pergunta ao Governo n.º 934/X(4.ª) apresentada pelo Deputado Bernardino Soares em 14 de Janeiro de 2009, precisamente sobre a falta de médicos no Centro de Saúde de Alpiarça, o Governo respondeu em 18 de Março, não dando qualquer garantia de resolução do problema a curto prazo.
Se o Governo encontrou forma de colmatar o problema de uma forma estável e duradoura, tal como a população tem vindo insistentemente a exigir, com o apoio do PCP, isso é seguramente motivo de congratulação.
Porém, a ser verdade que o Governo estabeleceu um acordo com a candidata do PS à Câmara Municipal de Alpiarça, tal configura uma violação grosseira dos deveres de neutralidade e imparcialidade das entidades públicas estabelecido no artigo 41.º da Lei Eleitoral para os Órgãos das Autarquias Locais, segundo o qual, “os órgãos do Estado não podem intervir directa ou indirectamente na campanha eleitoral, nem praticar actos que de algum modo favoreçam ou prejudiquem uma candidatura em detrimento ou vantagem de outra”.
Tal procedimento constitui inclusivamente um ilícito criminal, punível, nos termos do artigo 172.º da citada lei, com pena de prisão até 2 anos ou pena de multa até 240 dias.
Nestes termos, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e da alínea d) do n.º 1 do artigo 4º do Regimento da Assembleia da República pergunto ao Ministério da Saúde, se foi estabelecido algum acordo entre o Governo e a candidata do PS à Câmara Municipal de Alpiarça destinado a colmatar a carência de profissionais de saúde naquele município.
O Deputado
António Filipe "

2.8.09

Sanfonagate - mais desenvolvimentos.

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clicar nas imagens para aumentar

A Drª Sanfona anunciou ( e há imagens em vídeo com afirmações da própria) que tinha um acordo com o governo para a colocação de médicos em Alpiarça. Parece que houve papéis a anunciá-lo - estranhamente agora que o caso foi espoletado parece que ninguém consegue desencantar um papelinho desses.Qual foi o teor exacto do texto enviado para a Comunicação Social?Tem o timbre do PS? Tem a assinatura da srª candidata á Câmara? Não haverá por aí alguém que arranje um papelinho? A bem da verdade, da verdade toda!

Entretanto convém recordar que o PCP através do deputado Bernardino Soares já em Janeiro questionara o governo sobre a situação da falta de médicos no centro de saúde de Alpiarça, sendo que esta pergunta foi feita na sequência de uma resposta inconclusiva do governo a uma pergunta já anteriormente formulada. Claro que nunca houve qualquer resolução do assunto.
Nem sequer se conhece qualquer tomada de posição da deputada Sónia Sanfona na defesa da sáude pública no seu concelho e no seu distrito.
Apenas se conhece o pequeno aquilo que foi publicamente anunciado agora pela Srª Candidata do Ps à Câmara de Alpiarça.
Desafiamos alguém a apresentar algum documento do Grupo Parlamentar do PS sobre os graves problemas da falta de cuidados de saúde primários no distrito de Santarém!

2.8.09

viver abraçado

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Do que um homem é capaz
As coisas que ele faz
P'ra chegar aonde quer
É capaz de dar a vida
P´ra levar de vencida
Uma razão de viver

A vida é como uma estrada
Que vai sendo traçada
Sem nunca arrepiar caminho
E quem pensa estar parado
Vai no sentido errado
A caminhar sozinho


Vejo a gente cuja a vida
Vai sendo consumida
Por miragens de poder
Agarrados alguns ossos
No meio dos destroços
Do que nunca vão fazer

Vão poluindo o percurso
Co'as sobras do discurso
Que lhes serviu pr'abrir caminho
À custa das nossas utopias
Usurpam regalias
P´ra consumir sozinho

Com políticas concretas
Ímpões essas metas
Que nos entram casa dentro
Como a Trilateral
Co'a treta liberal
E as virtudes do centro

No lugar da consciência
A lei da concorrência
Pisando tudo p´lo caminho
P´ra castrar a juventude
Mascaram de virtude
O querer vencer sozinho

Ficam cínicos, brutais
Descendo cada vez mais
P´ra subir cada vez menos
Quanto mais o mal se expande
Mais acham que ser grande
É lixar os mais pequenos

Quem escolhe ser assim
Quando chegar ao fim
Vai ver que errou o seu caminho
Quanda a vida é hipotecada
No fim não sobra nada
E acaba-a sozinho

Mesmo sendo poderosos
Tão fracos e gulosos
Que precisam do poder
Mesmo havendo tanta gente
P´ra quem é indiferente
Passar a vida a morrer

Há principios e valores
Há sonhos e há amores
Que sempre irão abrir caminho
E quem viver abraçado
À vida que há ao lado
Não vai morrer sozinho
E que morrer abraçado
À vida que há ao lado
Não vai viver sozinho

José Mário Branco - Música do album RESISTIR É VENCER

2.8.09

José Afonso: 80 anos de luta! Zeca Sempre!

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josé afonso, Zeca, o cantor da liberdade, nasceu em 2 de agosto de 1929







1.8.09

La molinera

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Ainda há quem nos consiga supreender, no campo da música.
Muitas vezes pelas decepções que apanhamos com as concessões que alguns fazem ao mainstream comercial.
Raramente somos supreendidos ao contrário.
Aconteceu porém, agora esse raríssimo fenómeno com a descoberta do último trabalho de Roberto Leal - O Canto da Terra.
Abandonando o vira a dois passos e o pimba-folk de sotaque brasileiro, Leal mergulha nas suas raízes transmontanas e com um conjunto de músicos invejável e com um arranjo musical muito acima da média, produz um trabalho que merecia ser melhor conhecido.
Neste caso, o preconceito de uma carreira construída em trinta e tal anos noutros palcos e noutras músicas não ajuda. Mas também é nosso dever sabermos ultrapassar preconceitos e avaliar de forma justa o trabalho de um músico.
Nos vários temas escutados ( vale a penar dar uma voltinha pelo youtube) percebe-se que este trabalho não pode ser fruto do acaso e talvez a vida tenha obrigado Roberto Leal a saltitar por aí como uma andorinha loira e doida, acumulando cruzeiros, cruzados e contos de réis para agora poder dar-se a este pequeno luxo de fazer aquilo que gosta e afinal sabe.
Esperemos pelo próximo trabalho. Esperamos que se aguente nesta bitola.
Para já desfrutemos do Canto da Terra que ao que parece contou com a colaboração da banda de Roberto Leal (muito completa, aliás) e de:
MANUEL ROCHA (da BRIGADA VITOR JARA), AMADEU MAGALHÃES , dos GALANDUM GALUNDAINA (que cantam e tocam percussões em algumas das modas), RÃO KYAO, ANDRÉ SOUSA MACHADO e VITORINO. Um elenco de luxo, portanto.

1.8.09

Sanfona dá música?

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Querem ver o que é descaramento?

1.8.09

Sanfona negoceia com o governo

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Na semana passada, na mesma entrevista a "o Riachense" em que António Rodrigues (PS) anunciava a sua recandidatura à Câmara Municipal de Torres Novas e afirmava as suas grandes linhas orientadoras do próximo mandato, o candidato anunciava que para a resolução do problema da falta de médicos de família em Torres Novas tinha a garantia de que em breve estariam cá três médicos e mais não dizia.

Não esclarecia portanto onde e com quem António Rodrigues obtivera tal acordo e em nome de quem- da Câmara ou do candidato?

Enfim, por aqui a coisa até passava , não andasse António Rodrigues nisto há muitos anos e portanto a necessidade do enigmático mas adequado " e mais não digo".

Mais descaramento tem a Drª Sónia Sanfona de Alpiarça. Deputada discreta ao longo da legislatura, muito discreta aliás, em termo de trabalho produzido, viu as luzes da ribalta acenderem-se-lhe nos últimos meses e desde aí anda completamente imparável.

Tendo anunciado a sua candidatura (ainda era uma obscura deputada desconhecida da maioria dos portugueses) à Câmara Municipal de Alpiarça, levantou os pés, qual ribatejana ofendida, quando mais tarde Sócrates decidiu que os candidatos às autarquias não poderiam concorrer à Assembleia da República. Foi a primeira vez que o país deu pela Drª Sónia, que remusngou alto e a bom som.

Mais tarde, incumbiram-na de redigir as conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito ao BPN . Aí o país conheceu finalmente a "sereia" de Alpiarça. A absolvição de responsabilidades do Banco de Portugal no caso BPN fizeram finalmente de Sónia Sanfona uma vistosa figura nacional, com direito a piropos de Nuno Melo do CDS-PP.

Agora que a sessão legislativa encerrou, Sónia é apenas a tal candidata do PS à Câmara de Alpiarça.

Apenas? apenas não.

Sónia Sanfona, de acordo com O MIRANTE ON LINE, diz que em "resultado de contactos estabelecidos entre a própria e o Governo" e anunciou a contratação de médicos para o Centro de saúde local. A drª Sónia fez a promessa num comunicado partidário distribuído à população!

Duvidam? leiam AQUI!

A ser verdade , o desplante e a pouca vergonha atingem limites inimagináveis. Mas onde é que chegámos? A promiscuidade entre o governo e os interesses do PS são evidentes e descaradamente obscenos. Depois de Elisa Ferreira distribuir "dinheiro do PS" temos Sónia Sanfona, uma mera candidata autárquica do PS no ribatejo, a negociar directamente com o Ministério da Saúde! E se Sónia Sanfona perder? O Ministério da Saúde cumprirá o "acordo" mesmo com uma Câmara Muncipal de cor diferente?

É preciso analisar a a veracidade da notícia.

Se esta notícia for verdade, deverá ser conhecida em todo o país e desde já exige-se que a srª Ministra da Saúde tenha uma palavra a dizer!

Já houve "o quem quer saúde paga-a".
Vamos ter o "quem quer saúde vota PS?"
É preciso divulgar esta pouca vergonha!

Entretanto aqui, em Torres Novas, aconselhamos António Rodrigues a manter-se alerta.

Toda a gente sabe que não há excesso de pessoal médico. Sónia Sanfona tem argumentos que Rodrigues nunca poderá usar e às tantas os médicos prometidos para Torres Novas, já estão à procura de casa junto ao Rio Tejo...e mais não digo.

Quanto mais a luta aquece, mais descaramento tem o PS!

31.7.09

Almonda: um rio com futuro

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É urgente dar de novo vida ao Rio Almonda!
É urgente que o Rio Almonda seja fonte de vida!
É urgente que as margens do Almonda sejam aproveitadas e desfrutadas.
Porque o Rio Almonda é muito mais que um curto troço junto ao jardim das rosas.
O Almonda tem inúmeras potencialidades !
É preciso dizer a toda a gente:
-há um problema ambiental sério em Torres Novas.
-está em causa a saúde dos torrejanos!
É urgente mudar - porque alguns apregoam loas ao Almonda, mas em quatro mandatos o rio continuou a ser um rio de morte. Esses afirmam que não é num mandato que se resolvem as coisas: Têm razão e como têm razão não merecem conquistar o quinto mandato que afinal de nada servirá.
Se os torrejanos não apostarem na mudança, o Rio continuará a ser a vala imunda que é em tantos lugares por onde passa
Tomemos conta deste rio. Basta de desleixo e desmazelo.
Não nos bastam os fados de coimbra, uma vez por ano, num trecho muito curto.
Queremos mais e os fados são apenas uma pequena amostra daquilo que este Almonda está à espera de nos oferecer.
Assim queiram os Homens e as Mulheres de Torres Novas.
Desejamos e lutamos para que este Rio, que nasce no nosso concelho, junto à serra e o atravessa até chegar ao Tejo, seja um Rio de vida, com vida.
Como diz o meu camarada Manuel Ligeiro, que encabeça a lista da CDU à Assembleia Municipal é tempo de finalmente
" o Almonda ser o rio do nosso orgulho
e não o rio do nosso entulho!"

31.7.09

Alarme Social

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Ontem num telejornal qualquer de uma das televisões generalistas informaram que a gripe A já atingiu 172 pessoas em Portugal. E no mundo inteiro, a gripe atingiu um número que sinceramente já não fixei.
Parece que anda aqui alguém a brincar com coisas sérias. É que dos 172 infectados com o H1n1 muitos ( e este "muitos" é importantíssimo) já estão completamente curados!
Uma monitorização séria da evolução da doença não pode ser feita pela simples soma do total acumulado de doentes que já foram infectados. O importante é saber em cada momento quantos doentes estão infectados.
Uma informação séria deveria partir de uma análise estatística que deveria comparar o nº de doentes em cada momento com momentos idênticos. Considerando que entre o período de identificação da doença e o seu tratamento ocorre cerca de uma semana, deveriam ser usadas séries estatísticas semanais.
Confusos?

Exemplificamos:

Na 1ª SEXTA FEIRA JULHO: x doentes infectados

Na 2ª SEXTA FEIRA JULHO: x doentes infectados

Na 3ª SEXTA FEIRA JUNLHO: x doentes infectados

...e assim sucessivamente, contabilizando igualmente o nº de mortos, caso existissem.
Esta sim seria uma das formas de seriamente se monitorizar a evolução da doença.
Fazer de outra forma, como se está fazendo, é fazer batota com os números e apenas serve para aumentar o alarme social. Com a agravante de estar a ser feito por quem deveria dar o exemplo e evitar o alarme social com todas as suas consequências!
Ou não?

Recordar Vasco Rafael com as palavras de Ary do Santos e os acordes de Paulo de Carvalho

29.7.09

Cartinha simples

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Ao Sr Doutor João Tiago Silveira,

Meu Caro Jovem ilustre Porta Voz do PS:


Se esta noite eu fizer um filho, quem é que me garante que daqui a nove meses o Sócrates vai cumprir e largar os 200 carcanhóis para o puto?

Se esta noite eu fizer um filho, e a primeira ministra for a drª Manuela, o puto tem ou não direito às 200 mocas?

Se esta noite eu fizer um filho, o que é que o puto vai poder comprar com os 200 euros daqui a 19 anos?

Se esta noite eu fizer um filho, o banco onde vou aplicar as verdinhas ainda existirá daqui a 19 anos?

Bolas, Senhor Doutor!

Com tantas dúvidas na cabeça, ainda querem que a gente pense no truca-truca!

O Dr. João Tiago Silveira , que tem ar de ser rapazinho asseado, pode começar!

Aliás o seu governo passa a vida a fornicar os portugueses, calha bem!

(Esta noite, vou ficar sossegadinho, estou a ver aquele concurso "muita bom" da televisão onde um moço de fato e sapatilhas manda soltar a paredes e o pessoal cai para a água...com os risos da moça que é muita jeitosa e ainda por cima namora com um moço que se calhar vai jogar no Benfica)

29.7.09

"mandei-lhe uma carta em papel perfumado"

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Parece que já descobriram quem fez o convite à Joana.

O visado ( o sr Campos) defende-se e diz que limitou-se a ter "contactos privados e pessoais" com a Joana.

Ok, já percebemos tudo, não digam mais nada, fiquemos por aqui.

O Sócrates, o Louçã e a Joana é que não perceberam o sr Campos.

(É malta da cidade, pá!)


29.7.09

e então o PRD?

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As biografias políticas não têm que ser necessariamente lineares. Mas devem obedecer a um princípio básico fundamental: não esconder coisas eventualmente inconvenientes.

Admito, no fundo, que tenha sido involuntário. Em nome da seriedade ( de que não tenho a mínima dúvida) e pelo respeito pessoal que tenho pela pessoa em causa. Um respeito que devo afirmar, ganhei desde muito jovem.

Mas é preciso dizer que há em Torres Novas quem tenha dado um pequeno salto na sua biografia política e oculte a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Torres Novas em 1989 numa lista de independentes com a sigla e o símbolo do extinto PRD - Partido Renovador Democrático.

Sobretudo, não quero de todo pensar que esse "esquecimento" tenha acontecido porque essa lista de independentes foi dinamizada ( embora não fosse o cabeça de lista) por alguém que também teve um percurso político sinuoso e cuja última aparição foi a de liderar a lista à Câmara Municipal pelo ... CDS-PP em 2001!

29.7.09

Conta poupança cordão umbilical

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É pró menino e prá menina!

Finalmente o sonho, o magnânimo futuro risonho, um amanhã que canta!

Abençoados sejam os portugueses que estão para nascer debaixo do sol radioso do glorioso líder, presidente do Conselho de Ministros, esse grande José!

Abençoadas as criaturas que unidas ainda ao cordão umbilical das suas mães, recebem de imediato o valioso privilégio de se tornarem clientes de um Banco! são quarenta contos de réis do orçamento de estado, depositados no Banco até que atinjam a maturidade aos 18 anos!

Que interessa como é que as famílias vão criar os meninos até aos 18 anos?

Que interesse tem o facto de os pais serem desempregados, trabalhadores precários e receberem salários de miséria?

Que interessa tudo isso! se um pai pode ter filhos que mal nascem têm direito a conta bancária com quarenta contos de réis?

Isso sim é pensar na felicidade das crianças e nas suas famílias!

Ninguém pode mexer nos quarenta contos e a taxa de juro é irreal? Não faz mal, aqui é tudo normal!

Já tínhamos o Sócrates vendedor de computadores.

Agora temos o Sócrates angariador de clientes para a pobre banca nacional.

Para ajudar as famílias portuguesas pois claro!

Abençoado seja o povo português governado por estes artistas!

24.7.09

ainda o vidro

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Uma pequena nota para o texto de João Carlos Lopes no Jornal Torrejano desta semana:
Sem pretender entrar em polémicas e respeitando a sua opinião, JCL sabe perfeitamente, que por essa Europa fora, é possível estar numa esplanada, numa Praça de qualquer capital europeia e poder desfrutar de uma bebida servida em copo de vidro. Porque não o podemos fazer na Praça 5 de Outubro?
Não concordará comigo, se eu disser que beber por um copo de vidro em Torres Novas é garantidamente mais seguro do que em qualquer capital europeia?

24.7.09

O logro

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Tendo participado activamente há uns anos em diversas iniciativas para evitar a construção do viaduto de rio frio sou ainda hoje confrontado com a "utilidade" do viaduto.

Tal debate, foi no inicio desta década que agora finda, um dos momentos de maior discussão cívica de que há memória em Torres Novas. Nele participaram muitos torrejanos, que de um lado ou do outro, esgrimiram livremente as suas opiniões sobre uma obra estruturante para a nossa cidade. Mas recorde-se, tal debate só foi possível, porque um conjunto de cidadãos de forma livre puseram mãos à obra e fizeram aquilo que afinal era obrigação da autarquia: a realização do debate público!

Entretanto a autarquia, publicou anúncios de página inteira nos jornais e avançou mesmo para a obra, tendo sido nas últimas autárquicas o grande trunfo eleitoral do PS - António Rodrigues.

Hoje, passados quase dez anos, de vez em quando há alguém que ainda puxa conversa: "vês afinal também passas no viaduto" ou " como vês a avenida não foi destruída", etc, etc...

Hoje volto a escrever sobre o viaduto porque a isso me "obriga" uma notícia publicada na edição desta semana do Jornal Torrejano.

Os habitantes da Urbanização S. Domingos ( Barobra) queixam-se de estar enfiados num buraco e de estarem isolados porque o viaduto lhes cortou o acesso ao Rossio.

Li isto e recordei-me automáticamente de um cartoon genial que o Hélder Dias publicou no JT na altura da polémica. Infelizmente estive aqui agora a dar uma volta a papéis e de repente não o achei para publicar agora aqui. Nele um condutor atrevido espreitava para uma "garbosa" moradora da barobra. Um cartoon genial!

O isolamento e a devassidão do Bairro da Barobra foi um dos aspectos mais debatidos. Falou-se muito dos impactos negativos do viaduto sobre a "Barobra". Aquilo de que os habitantes do Bairro S. Domingos se queixam hoje já era facilmente previsivel. Mas há que dizer a verdade: também alguns habitantes da Barobra vieram nessa altura a público defender o viaduto e criticar aqueles que puseram o projecto á discussão.

Perante o debate, a Câmara prometeu minimizar os impactos negativos sobre a Barobra - passaram quase dez anos e afinal nada se fez!

Mas nesse aspecto o processo do viaduto está cheio de contradições. Vemos como o prometido projecto museológico da Casa do Guarda vai ser transformado num espaço privado, vemos como as margens e o próprio rio foram " privatizadas", vemos como no lugar do pavilhão da Nery nasceu um belo descampado rodeado de chapas de zinco coloridas, vemos como se perdeu definitivamente a oportunidade de construir uma zona nobre entre Torres Novas e Lapas, de passeio junto ao rio com esplanadas e bares e de usufruto do próprio rio ; vemos como circular de automóvel na avenida a certas horas do dia se tornou uma verdadeira perda de tempo, tal é o pára-arranca...

Questionemos:
A construção do viaduto foi uma tragédia ou morte de homem?
não nem nunca seria.

Há algum torrejano que circulando de automóvel não circule pelo viaduto?
duvido!

Mas, passados quase dez anos é fácil constatar que o viaduto foi um erro tremendo:
-pelos impactos directos da sua construção e
- indirectamente por tudo aquilo que impediu para sempre.

E atenção que não estou a agitar aqui nenhum papão da corrupção, nem nada que se pareça! (nem, em verdade, para ser sério, o poderia fazer - desconheço em absoluto se alguém teve benefícios económicos ou outros com a construção do viaduto)

Insisto passado estes anos: este viaduto foi um atentado urbanístico sobretudo porque existiam alternativas realistas que nunca ninguém quis considerar.

E finalmente, ao menos que agora apareça alguém(pelo menos a Junta de Freguesia de S. Pedro) que olhe para os moradores do buraco da Barobra - afinal de contas também eles metidos no logro.

23.7.09

Forro

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Há coisas típicas do novo riquismo.


Há cerca de vinte e tal anos atrás tive a oportunidade de visitar uns "conhecidos" de familiares meus que construíram uma casa nova tipo "maison". Estranhamente a dita casa, sonho de uma vida, não era utilizada.

Os donos da casa comiam, viam televisão e dormiam num anexo. Eis o argumento: não se podia estragar a casa nova usando-a. Sendo assim o sonho de uma vida era afinal apenas espavento para inglês ver.


Mais recentemente estive numa casa em cuja sala de visitas se destacava no chão um enorme tapete de arraiolos: acontece que os donos da casa quando recebem visitas forram o tapete com plástico transparente.
Gestos típicos do novo riquismo.

Estes gestos vêm a propósito do higienismo novo rico que a Câmara Municipal de Torres Novas está a usar na renovada e restaurada Praça 5 de Outubro.

Depois de anos e anos de abandono e maus tratos não há mal que não dê em fartura e pelos vistos, por ali, nem uma mosca bulirá...

O regulamento municipal que proíbe a utilização de copos de vidro e de garafas de vidro nas esplanadas da Praça 5 de Outubro é um absurdo. Em primeiro lugar há dúvidas legítimas sobre a legalidade do regulamento. Duvido que a Câmara Municial possa estabelecer regulamentos desse tipo. Por outro lado este regulamento restringe-se à Praça 5 de Outubro.

Alegam-se medidas de segurança e de limpeza. Como se o vandalismo não fosse por si só um acto punido por lei e como se não houvesse polícia, tribunais, etc...

Se esta regulamentação existe com receio do vandalismo estamos perante um caso sério. É que, repetimos, esta lei limita-se à Praça. Ou seja, no resto da cidade a malta pode andar por aí a abrir cabeças uns aos outros, com garrafas e copos de vidro!...

em todo o lado, menos na sacrosanta e renovada Praça 5 de Outubro. Recusamos isto! Recusamos liminarmente esta ideia.

Um copo, em condições normais, numa esplanada não é por si só uma arma!
(sê-lo-á em condições verdadeiramente excepcionais, como sucedeu no Euro 2004...)

O que verdadeiramente está por detrás desta medida higiénica é o principio novo-rico do tapete de arraiolos plastificado para as visitas verem mas não pisarem.

É como se a Câmara Municipal tivesse reconstruído a Praça, tivesse posto tal empenho na obra, o " sonho de uma vida" que agora se esquece do óbvio: a Praça é para ser vivida e dentro das regras estabelecidas pela lei, ser totalmente desfrutada.

Definitivamente a Praça não é de ninguém. É um espaço público que todos queremos viver!

Definitivamente recusamos estas cedências ao vandalismo e ao novo riquismo.

É aos proprietários das esplanadas quem cabe a decisão de escolher o que querem servir e como querem servir. É a eles que cabe decidir se nos querem vender a imperial, bem tirada num copo de vidro ou se optam pelo higieno-economicista copo de plástico. Os clientes da praça tirarão as suas conclusões.

Mas temos o direito enquanto consumidores de pedir uma mini fresquinha no verão. Ou até um sumol!

Temos o direito de beber uma água das pedras num copo de vidro. Ou beber um martini ou um moscatel sem sabor a pvc!

Semos satisfeitos ou não, nesse desejo é algo a que a Câmara não deve meter o bodelho.

É uma coisa que fica entre nós e os donos das esplanadas. Não gostamos do serviço, mudamos de esplanada!

Sendo certo que nas esplanadas das principais praças europeias o uso do vidro é absolutamente comum. Inclusive, há o hábito da venda de vinho a copo.

Em Torres Novas somos diferentes.

Gastou-se uma pipa de massa a arranjar a Praça e muito provavelmente um destes dias vamos encontrar um segurança à entrada da Praça 5 de Outubro para nos vigiar o cócó da sola dos sapatos.

A bem da nova calçada!

Não se espantem, não se espantem, se um destes dias verem alguém da Câmara no Grémio ( a cooperativa Agrícola) a comprar uns valentes metros de plástico para... forrar a nossa Praça.



22.7.09

Ary

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Soneto Presente


Não me digam mais nada senão morro
aqui neste lugar dentro de mim
a terra de onde venho é onde moro
o lugar de que sou é estar aqui.

Não me digam mais nada senão falo
e eu não posso dizer eu estou de pé.
De pé como um poeta ou um cavalo
de pé como quem deve estar quem é.

Aqui ninguém me diz quando me vendo
a não ser os que eu amo os que eu entendo
os que podem ser tanto como eu.

Aqui ninguém me põe a pata em cima
porque é de baixo que me vem acima
a força do lugar que fôr o meu.

J.C.Ary dos Santos

Nota: este poema foi cantado pela fadista Maria Armanda no àlbum Pão Caseiro


O CARTEIRO - Conjunto António Mafra

22.7.09

as gajas, as gajas...

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(enviado por e-mail: obrigado Poeta...)


Tu e eu meu amor
meu amor eu e tu
que o amor meu amor
é o nu contra o nu.

Nua a mão que segura
outra mão que lhe é dada
nua a suave ternura
na face apaixonada
nua a estrela mais pura
nos olhos da amada
nua a ânsia insegura
de uma boca beijada.

Tu e eu meu amor
meu amor eu e tu
que o amor meu amor
é o nu contra o nu.

Nu o riso e o prazer
como é nua a sentida
lágrima de não ver
na face dolorida
nu o corpo do ser
na hora prometida
meu amor que ao nascer
nus viemos à vida.

Tu e eu meu amor
meu amor eu e tu
que o amor meu amor
é o nu contra o nu.

Nua nua a verdade
tão forte no criar
adulta humanidade
nu o querer e o lutar
dia a dia pelo que há-de
os homens libertar
amor que a eternidade
é ser livre e amar.

Tu e eu meu amor
meu amor eu e tu
que o amor meu amor
é o nu contra o nu.

Manuel da Fonseca, in "Poemas para Adriano"

mais uma de 1999

21.7.09

Lembranças do zézito 2 - O ORTODOXO

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Ainda em 1999...

21.7.09

Lembranças do zézito 1 - O ICONOPLASTA

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EM 1999:

20.7.09

a alegria inventada

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Um leitor deste espaço comentou o útlimo post considerando-o de pessimista.
Quem o escreveu o post, respeita mas discorda. Mais: para além de discordar aceita que aquilo que quis escrever seja diferente daquilo que é interpretado pelos leitores. É por isso que ler é um acto tão criativo como escrever - o leitor descodifica a mensagem utilizando ele próprio os seus métodos de racicocínio, aplicando conhecimentos e experiências.
Voltemos à vaca fria, que é como quem diz, ao pessimismo.
Que se passa afinal à nossa volta, nos nossos dias?
Uma onda permanente e constante de transmissão de sentimentos de alegria e até euforia. A boa disposição reina e reina mal por todo o lado: vais à praia e gramas no areal com o som da música do bar, as aulas de step e aeróbica para banhistas, o mar já não se ouve, no verão em Torres Vedras levam o carnaval para a praia de Santa Cruz transformando o insuportável numa tonteria fora de época sem sentido, muito bombo, muito bimbo, toda a malta anda a curtir.
Nas televisões das nove à meia noite é alegria permanente, com programas feitos por todo o país, pagos pelas Câmara Municipais com muita alegria, com muito jogos, muitos beijinhos, muitos saltinhos, muito pimba, muito João Baião, muita cor, muita cor,alegria, alegria, alegria.
Aqui por Torres Novas inaugurou-se a Praça 5 de Outubro e já a dita, pois claro, tem um programa de animação todos os fins de semana. Eis a obra deste regime animada ao som do batuke, uma espécie de Virgínia de Verão e eu que julgava que a Praça teria vida pelas pessoas que nela quissessem passear, sentar-se nos bancos, ler o jornal, conversar , sim conversar, beber o café, ler um livro...
Irra! Alinhar com isto é ser optimista?!
Chamem-me mal disposto, pessimista o que quiserem!
Negarei sempre!
O narrador que vos escreve, gosta de festas, convívios, música e vejam lá, até gosta de discotecas.
Mas há uma coisa de que não abdico: a uma pausa no ritmo dos dias para ler, reflectir, escutar o genuíno som das ruas e da vida das pessoas.
Digo isto de sorriso nos lábios: tenho direito a momentos em que não estou alegre, não tenho que estar sempre alegre, mas também não estou triste, nem deprimido e não sou mais bruto por causa disso. Este direito pertence-me, não abdico dele e juro que por causa dele não vou ao psiquiatra nem vou entregar-me ao prozac.
Eis que de repente dou por mim, com uma vontade imensa de voltar um destes dias, ao fim da tarde, ao Sacas na Zambujeira, deixar-me estar tranquilamente petiscando, conversando, escutando o Atlântico lutando com a falésia, enquanto mansamente a noite chega calma e tranquila, no mais sereno pôr do sol que conheço.

18.7.09

peço desculpa

Publicada por zemanel |


...peço desculpa, leitores, pela irregularidade na escrita das canhotices.
É tempo estival e entre uma ida à praia, é tempo de descansar. Nem que seja por aqui, junto ao Almonda, com o jornal na mão, imperial e caracóis na mesa.
Das canhotices que ficou por escrever?

Podia ter escrito de um país sobressaltado pelas notícias da pandemia da gripe que ocupa diariamente os primeiros 15 minutos dos telejornais: os números, a lavagem das mãos, o Tamiflu à venda internet, a vacina, os planos de contigência.

Podia ter escrito dos dramas que assolam essa terrível incerteza em que está rodeada a morte de Michael Jackson e claro, já se sabe, artista que se preze, tem sempre uma morte misteriosa, às tantas vai-se a ver e se calhar ainda não morreu, anda disfarçado a beber gin tónicos na companhia de Elvis Presley, que como se sabe, é um tipo que muito provavelmente ainda está vivo.

Podia ter escrito dos dramas do losango táctico do benfica, dos golaços do saviola, do cissoko do porto que já tem dentes para jogar no Lyon, aquilo devia ser marosca do milao para baixar o preço, mas o pinto da costa sabe-a toda.

Por falar em pinto da costa, ocorreu-me à lembrança o ar inocente e pueril de isaltino saindo do tribunal de Oeiras, coitado do homem, remetido a autarca, quando se sabe que se fosse taxista em geneve, outro galo cantaria, abençoado sobrinho que deixaste este país de invejosos.

De invejosos mas valentes como o Alberto João, especialista no consumo da poncha, armado em ditador tropical, a coisa até não seria grave, se alguns não andassem por aqui a repetir as mesmas ideias, filhos da puta ressabiados do fascismo, prontos para a vingança.
A imperial está meia.

Entretanto pego num jornal local e leio que um presidente de Câmara de uma cidade romena geminada com Torres Novas, tem como grande ambição desta geminação a construção na sua cidade romena de duas ou três rotundas como viu em Torres Novas e percebemos que o deslumbramento euro-saloio é coisa que afinal ultrapassa fronteiras e chega longe, longe, longe...

Nos jornais da terra descubro que o PS já se dá ao luxo de apresentar os candidatos autárquicos por um simples e-mail para as redacções dos jornais, talvez enviado de um magalhães, deste ps local já sabíamos que dali não há ideias, desconhecíamos que receassem ser apresentados publicamente, afinal estão retidos ao amen presidencial do mayor local.

Acabou-se a festa pá, mas há música na Praça!

Por enquanto ainda estamos deslumbrados com o foguetório das festas do almonda.
(Bebe-se mais uma imperial na esplanada jardim, pede-se mais um pires de caracóis. Ali ficam longe as contas do banco, os empréstimos, as garantias, os juros, o pagamento especial por conta ao estado, o IVA, as facturas da luz, dos telemóveis, a carestia, o subsídio de emprego, o postal do centro de emprego, o estágio anunciado em primeiro página entre ministro e presidente de Câmara que serve para limpar estatísticas, o recibo verde, o trabalho temporário, a mulher a dias com dias cada vez mais livres, o jardineiro biscateiro sem biscates, bebe-se mais uma imperial e já estamos a gastar mais do que devíamos, breve vêm os livros para a escola dos putos, os ténis, os fatos de treino, a farmácia, os comprimidos que não se tomam, a reforma que é uma treta, os cinco euros à hora que se cobram à porta do centro de saúde, as propinas do puto que vai para a faculdade, as propinas do mestrado de bolonha, isto é uma terra de mestres, dizem que é a europa, e a gente de boca aberta a ver rebentarem-nos os foguetes, parecem figos espetados...então queres mais uma? vai mais um pires de caracóis? aproveita afinal o que sabes lá tu do ano que aí vem!)
Fatalmente as folhas de Agosto e Setembro cairão do calendário: Quando as folhas começarem a cair nos castanheiros da avenida, já não haverá caracóis.

Vamos ver as nessa altura como estão as nossas contas.

E as nossas vidas.


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