Parece que no hotel onde está o Carmona está a decorrer um congresso da Herbalife.
O que talvez explique o (muito) bom aspecto da esposa de Carmona Rodrigues que está a falar para a SIC.
Na SIC o povo que vem das excursões de todo o país para o Altis continua em festa com o trio eléctrico.
Agora apahei um camarada do Alandroal que confirmou que o Partido é que pagou "para vir buscar a gente".
Agora é só usar esta táctica para quando o primeiro-ministro se deslocar pelo país.
Sempre evita que o Socas ande a entrar pelas portas das traseiras.
E ajuda à economia das empresas de transportes de passageiros.
Onde é que é a próxima excursão?
E couratos? também há?
O Portas (do CDS) está neste momento a falar nas televisões.
Anunciou um novo conselho nacional e anunciou que está a fazer uma reflexão pessoal.
Anuncia o tabu. Um falso tabu.
Bom, nós os torrejanos, cá te esperamos outra vez.
Ou será que o Zé faz falta ao CDS?...
O Zé Ribeiro e Castro.
Para já, o Professor Marcelo, no Canal 1, está a dizer que Portas é um homem inteligente e corajoso.
Mas que voltou fora de tempo
Ainda acabam os dois a comer de novo "vichysoise".
O António Vitorino não disfarça o nervosismo com a declaração de Mendes.
Grande momento da noite.
Hotel Altis, sede da campanha do PS.
Os jornalistas vão falando com os populares, perguntando-lhes os bairros de origem.
Pois que os apoiantes fervorosos adeptos do PS vieram da Covilhã, de Famalicão e do Treixoso.
Com tamanha devoção, pede-se que para as marchas de Santo António do ano que vem ganhe a Marcha do Treixoso.
ah e...
Famalicão é Linda!!!!
Abençoado novo Presidente da Câmara que vens da Adminitração Interna e controlavas os Governadores Civis do país...
Há coisas fantásticas não há?
A noite eleitoral alfacinha vai a meio.
Com o desecendente do general Carmona a enervar o laranjinhas. Com os Rosas a fazerem contas de calculadora na mão.
E com um resultado para a CDU que premeia a postura da coligação:
Trabalho, Honestidade e Competência.
Palavras que os Lisboetas sabem serem mais que um mero slogan.
Um resultado que confirma a CDU como a terceira força política mais importante da capital
Intelectuais apolíticos
por Otto Rene Castillo [*]
Um dia,
os intelectuais
apolíticos
do meu país
serão interrogados
pelo homem
simples
do nosso povo
Serão perguntados
sobre o que fizeram
quando
a pátria se apagava
lentamente, como uma fogueira frágil,
pequena e só.
Não serão interrogados
sobre os seus trajes,
nem acerca das suas longas
siestas
após o almoço,
tão pouco sobre os seus estéreis
combates com o nada,
nem sobre sua ontológica
maneira
de chegar às moedas.
Ninguém os interrogará
acerca da mitologia grega,
nem sobre o asco que sentiram de si,
quando alguém, no seu fundo,
dispunha-se a morrer covardemente.
Ninguém lhes perguntará
sobre suas justificações absurdas,
crescidas à sombra de uma mentira rotunda.
Nesse dia virão os homens simples.
Os que nunca couberam nos livros
e versos dos intelectuais apolíticos,
mas que vinham todos os dias
trazer-lhes o leite e o pão,
os ovos e as tortilhas,
os que costuravam a roupa,
os que manejavam os carros,
cuidavam dos seus cães e jardins,
e para eles trabalhavam, e perguntarão,
"Que fizestes quando os pobres
sofriam e neles se queimava,
gravemente, a ternura e a vida?"
Intelectuais apolíticos
do meu doce país,
nada podereis responder.
Um abutre de silêncio vos devorará as entranhas.
Vos roerá a alma vossa própria miséria.
E calareis, envergonhados de vós próprios.
[*] Revolucionário guatemalteco (1936-1967), guerrilheiro e poeta. A seguir ao golpe de 1954 patrocinado pela CIA, que derrubou o governo democrático de Jacobo Arbenz , Castillo teve de exilar-se em El Salvador. Voltou à Guatemala em 1964, onde militou no Partido dos Trabalhadores, fundou o Teatro Experimental e escreveu numerosos poemas. No mesmo ano foi preso mas conseguiu fugir. Regressou ao exílio, desta vez na Europa. Posteriormente retornou secretamente à Guatemala e incorporou-se a um dos movimentos guerrilheiros que operavam nas montanhas de Zacapa. Em 1967, Castillo e outros combatentes revolucionários foram capturados. Ele, juntamente com camaradas seus e camponeses locais, foram brutalmente torturados e a seguir queimados vivos. Este poema encontra-se em http://resistir.info/ .
vale a pena visitar:
VOZES SILENCIADAS
(www.vozessilenciadas.blogspot.com)
TIREM AS MÃOS DA VENEZUELA
(www.tirem-as-maos-da-venezuela.blogspot.com)
INTERCOM
(www.intercomunista.blogspot.com)
Obrigado pelas sugestões.
a Drª zita publicou o novo livro da verdade.
FOI ASSIM.
Quer dizer mais ou menos.
Disse a senhora na televisão que Álvaro Cunhal chegou em 1974 à Estação de Santa Apolónia.
Ela que estava lá viu tudo.
Excepto que Cunhal chegou a Portugal via Aeroporto da Portela.
Foi assim.
Pela amostra da verdade que anuncia, a gente calcula o resto da verdade que está lá escrito não é?
Tenho a impressão que o Álvaro e o PCP, que vendem bem, são um descanso para alguma contas bancárias em período pré-férias.
Demorou a chegar o raio do Verão.
As temperaturas ameaçam subir mas isto está aventadinho.
Em Guimarães foram mais de 20.000 almas. E não consta que do programa da visita constasse a visita ao Castelo que acaba de ser nomeado uma das sete maravilhas de Portugal.
Na catedral da Luz, irrompeu espontaneamente a assobiadela quando assomou a imagem socrática nos ecrans do Estádio. Eu que até lá estava posso jurar que não foi uma instrumentalização do PCP - mas aviei com uns belos apupos.
Quem também não se safou ao avio do assobio foi a Estátua da Liberdade - que é como quem diz que o bom nome da América já andou melhor.
Não deixa de ser curioso, que das maravilhas internacionais só uma está no 1º Mundo: o Coliseu de Roma.
Todas as restantes representam imagens alternativas do Mundo que vai dos Andes à India.
Mesmo que por detrás disto tudo esteja uma bela encenação de marketing global.
Uma semana de pausa.
É coisa grave aqui no canhotices.
mas não estivemos parados.
Continuamos, está bem?
Obrigado pelos pacientes que nos visitam regularmente e dão uma forcinha ( sim GR isto também é para ti...)
Para os que pensavam que o CANHOTICES tinha metidoa viola no saco, cé nos encontramos de novo!
O que me traz aqui é o seguinte: o facto de José Pereira eleger o Cinema Paraíso como melhor filme de sempre, apesar de o considerar "algo mainstream e lamechas". Ora bem, eu não venho aqui para dar origem a um duelo ao sol entre Citizen Kane e Cinema Paraíso. O que me traz aqui é apenas o apesar da frase anterior.
Eu entendo perfeitamente o que José Pereira quer dizer. É também o que eu sinto quando assumo, sem complexos, gostar da pintura de Fragonard ou da Abertura 1812 de Tchaikovsky.
Porque sei que assumir estes gostos dá logo direito a uma condenação pelas farisaicas elites dos meios artísticos e intelectuais. É o que iria acontecer a José Pereira com a escolha do Cinema Paraíso. Dissesse ele tal monstruosidade no Lux, às 3 da manhã, de copo na mão, e iria dar com vários sorrisos cínicos à sua volta. Vale a pena reflectir sobre isto.
Tanto Citizen Kane como Cinema Paraíso são filmes belíssimos, enormes. E dois filmes que, na sua essência, são iguais: ambos falam de uma mítica infância perdida. Claro que um é de 1941 e o outro quase 50 anos mais novo. E existem grandes diferenças formais entre si. Admito mesmo que, enquanto obra de arte cinematográfica pura e dura, Citizen Kane seja superior.
Mas o que dá legitimidade a um para ser idolatrado, sendo o outro ignorado ou apenas um filme, vá, tolerado? Duas coisas: a relação da arte moderna com o sentimento e a emoção, e o sucesso comercial de um produto.
A arte moderna quase expulsou o sentimento e a emoção. Ou então fá-lo de uma forma depurada. A arte intelectualizou-se, tornando-se opaca para os olhos e os ouvidos do senso comum. O que sente, hoje, o cidadão comum perante uma tela de Tapies ou de Bacon? Ou a ler Joyce, Musil ou Broch? E a ouvir Xenakis ou Boulez?
O próprio Guernica de Picasso, uma obra "fácil" para o cidadão comum, provocará sempre uma distância entre o que olhos vêem e o coração sente. Os olhos percebem o horror e a violência da guerra. Mas não há ali uma retórica da emoção, a criação de um pathos como numa obra barroca ou romântica.
Cinema Paraíso é um filme que faz pele de galinha, sendo, por isso, desde logo, remetido para o purgatório do kitsch, da lamechice, da vulgaridade própria de um filme de domingo à tarde.
Mas imaginem uma pessoa, às três da manhã, no Lux, de copo na mão, dizendo maravilhas de O Grande Ditador de Charles Chaplin? Ou de Luzes da Ribalta. Dois filmes inundados de "lamechice". Neste caso não teria qualquer problema. Ficaria mesmo bem vista. Porquê?
Porque são filmes antigos, protegidos pelo rótulo de "clássico". Imaginem essa pessoa, às 3 e 20, já com outro copo na mão, dizendo a um cinéfilo encartado: "Ainda ontem vi o Casablanca pela oitava vez e continuo a emocionar-me com o hino francês". Estaria salvo.
Porque Casablanca é um clássico e a um clássico tudo se perdoa. Mas tivesse o filme sido feito em 1990, exactamente igual, só que a cores, e com o Tom Hanks em vez de Humphrey Bogart, e iria o pobre ser trucidado como o José Pereira com o Cinema Paraíso ou eu com o Fragonard.
O tempo afasta o cidadão comum dos filmes, formando-se à volta destes uma auréola elitista. Há mesmo uma certa nostalgia do antigo, do que está longe da última moda consumida pelas grandes multidões.
Filmes há que, no seu tempo, foram feitos para as grandes massas, sendo grandes sucessos comerciais, mas que, por terem deixado de o ser, se tornaram filmes de culto para elites. O cinema clássico americano está cheio deles. Fossem ainda sucessos comerciais e seriam tão alvo de desconfiança como o Cinema Paraíso.
Daí também a recuperação do Western Spaguetti ou da Série B. Ou se poder ver, hoje, cinéfilos a vibrar com um duelo entre Charles Bronson e Henry Fonda, ao som de Ennio Morricone. Há 30 anos teriam detestado, quando o povo das aldeias enchia o Virgínia para os ver, deixando o parque de estacionamento cheio de Zundapps. Seria suposto, sim, gostar de Resnais, Kubrick, Bergman ou Fellini.
Hoje, a mesma pessoa que, de copo na mão, disserta embevecida sobre a música de Ennio Morricone num western, é capaz de achar a música de Morricone lamechas em Cinema Paraíso.
Se o povo pode gostar de Cinema Paraíso, este passa a ser um filme tabu em certos meios. Só que, daqui a uns bons anos, quando já ninguém se lembrar do filme, provavelmente passará na Cinemateca para meia dúzia de cinéfilos encantados com a música de Ennio Morricone.
O juízo estético é também legitimado socialmente. O que é artisticamente bom ou mau, interessante ou desinteressante, belo ou feio, depende também de modas e da avaliação de certa classe ou grupo social.
E tal como a roupa, os destinos de férias ou os restaurantes que se frequentam, também os filmes julgados no pelourinho do clero intelectual são uma forma de emancipação social.
Uma coisa é certa. Há muitos filmes que não são bons pelo facto de as pessoas gostarem deles. As pessoas gostam deles precisamente porque são bons.
Citizen Kane é um deles. Cinema Paraíso, também. O José Pereira que se comova à vontade. O filme merece.
A propósito de algumas inquitações que aqui manifestei sobre "O ALMONDA", recebi uma resposta que propositadamente destaco e coloco nest post. Porque essa resposta merece o destaque pelo nível, pela educação e pela elevação. Sendo uma mensagem anónima, percebe-se que é alguém que respeita a democracia e a diversidade de opiniões.
Fico satisfeito. Sinceramente. E aliviado.
Porque gosto muito do Almonda - onde aprendi a ler as primeiras letras.
"As coutadas políticas, bem como as censuras encapotadas estão, de facto, sempre à espreita na esquina mais próxima de qualquer jornal. Há que admiti-lo...Mas, caro José, não duvide que a calunia, o despeito e a "trica" conspiradora estão, normalmente, na esquina logo ao lado (quando não ainda numa mais próxima!)Acredite que esse jornal não perdeu em imparcialidade, especialmente enquanto a elevação e a seriedade forem um ponto de honra para quem com ele colabora. A CDU é um bom exemplo disso mesmo. "
Grande festinha Helena...
"isto é uma mais -valia"- disse ela.
Pois- mais valia estar quieta.
Mr. Berardo zangou-se com o sr Mega.
Coisas de bandeiras, parece.
Entretanto alguém ainda se lembra que o sr Mega faz parte da lista do sr Costa à Câmara de Lisboa.?
Entretanto algum jornal, rádio ou TV já questionou o sr Costa sobre esta divergênacia entre o Mr Joe e o sr Mega? E já alguém perguntou ao sr Costa o que é que ele acha da utilização exclusiva durante 10 anos do espaço Lisboeta do CCB para o Mr. Berardo?
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