CANHOTICES

...em Torres Novas, Ribatejo, Portugal. Do lado esquerdo da vida.

15.7.07

A Senhora Carmona

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Parece que no hotel onde está o Carmona está a decorrer um congresso da Herbalife.
O que talvez explique o (muito) bom aspecto da esposa de Carmona Rodrigues que está a falar para a SIC.

15.7.07

Quero um lugar na excursão

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Na SIC o povo que vem das excursões de todo o país para o Altis continua em festa com o trio eléctrico.
Agora apahei um camarada do Alandroal que confirmou que o Partido é que pagou "para vir buscar a gente".
Agora é só usar esta táctica para quando o primeiro-ministro se deslocar pelo país.
Sempre evita que o Socas ande a entrar pelas portas das traseiras.
E ajuda à economia das empresas de transportes de passageiros.
Onde é que é a próxima excursão?
E couratos? também há?

15.7.07

Mais um Conselho Nacional em Torres Novas

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O Portas (do CDS) está neste momento a falar nas televisões.
Anunciou um novo conselho nacional e anunciou que está a fazer uma reflexão pessoal.
Anuncia o tabu. Um falso tabu.
Bom, nós os torrejanos, cá te esperamos outra vez.
Ou será que o Zé faz falta ao CDS?...
O Zé Ribeiro e Castro.
Para já, o Professor Marcelo, no Canal 1, está a dizer que Portas é um homem inteligente e corajoso.
Mas que voltou fora de tempo
Ainda acabam os dois a comer de novo "vichysoise".
O António Vitorino não disfarça o nervosismo com a declaração de Mendes.

15.7.07

ié ié treixoso é que é!

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Grande momento da noite.
Hotel Altis, sede da campanha do PS.
Os jornalistas vão falando com os populares, perguntando-lhes os bairros de origem.
Pois que os apoiantes fervorosos adeptos do PS vieram da Covilhã, de Famalicão e do Treixoso.
Com tamanha devoção, pede-se que para as marchas de Santo António do ano que vem ganhe a Marcha do Treixoso.
ah e...
Famalicão é Linda!!!!
Abençoado novo Presidente da Câmara que vens da Adminitração Interna e controlavas os Governadores Civis do país...
Há coisas fantásticas não há?

15.7.07

Eleições em Lisboa

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A noite eleitoral alfacinha vai a meio.
Com o desecendente do general Carmona a enervar o laranjinhas. Com os Rosas a fazerem contas de calculadora na mão.
E com um resultado para a CDU que premeia a postura da coligação:
Trabalho, Honestidade e Competência.
Palavras que os Lisboetas sabem serem mais que um mero slogan.
Um resultado que confirma a CDU como a terceira força política mais importante da capital

15.7.07

Era Julho, era Verão, estávamos de férias - nº1

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13.7.07

Pátria

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"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;

um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo,donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas. Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes,vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma salade jantar.

"Guerra Junqueiro, "Pátria", 1896.

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Intelectuais apolíticos
por Otto Rene Castillo [*]

Um dia,

os intelectuais

apolíticos

do meu país

serão interrogados

pelo homem

simples

do nosso povo

Serão perguntados

sobre o que fizeram

quando

a pátria se apagava

lentamente, como uma fogueira frágil,

pequena e só.

Não serão interrogados

sobre os seus trajes,

nem acerca das suas longas

siestas

após o almoço,

tão pouco sobre os seus estéreis

combates com o nada,

nem sobre sua ontológica

maneira

de chegar às moedas.

Ninguém os interrogará

acerca da mitologia grega,

nem sobre o asco que sentiram de si,

quando alguém, no seu fundo,

dispunha-se a morrer covardemente.

Ninguém lhes perguntará

sobre suas justificações absurdas,

crescidas à sombra de uma mentira rotunda.

Nesse dia virão os homens simples.

Os que nunca couberam nos livros

e versos dos intelectuais apolíticos,

mas que vinham todos os dias

trazer-lhes o leite e o pão,

os ovos e as tortilhas,

os que costuravam a roupa,

os que manejavam os carros,

cuidavam dos seus cães e jardins,

e para eles trabalhavam, e perguntarão,

"Que fizestes quando os pobres

sofriam e neles se queimava,

gravemente, a ternura e a vida?"

Intelectuais apolíticos

do meu doce país,

nada podereis responder.

Um abutre de silêncio vos devorará as entranhas.

Vos roerá a alma vossa própria miséria.

E calareis, envergonhados de vós próprios.

[*] Revolucionário guatemalteco (1936-1967), guerrilheiro e poeta. A seguir ao golpe de 1954 patrocinado pela CIA, que derrubou o governo democrático de Jacobo Arbenz , Castillo teve de exilar-se em El Salvador. Voltou à Guatemala em 1964, onde militou no Partido dos Trabalhadores, fundou o Teatro Experimental e escreveu numerosos poemas. No mesmo ano foi preso mas conseguiu fugir. Regressou ao exílio, desta vez na Europa. Posteriormente retornou secretamente à Guatemala e incorporou-se a um dos movimentos guerrilheiros que operavam nas montanhas de Zacapa. Em 1967, Castillo e outros combatentes revolucionários foram capturados. Ele, juntamente com camaradas seus e camponeses locais, foram brutalmente torturados e a seguir queimados vivos. Este poema encontra-se em http://resistir.info/ .

12.7.07

Lisboa Merece- Vota CDU - Lisboa menina e moça

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12.7.07

ASAS NA MÃO

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12.7.07

Venham, venham mais cinco...Muitos!

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11.7.07

Independentes

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A "INDEPENDÊNCIA" é um posto.
Ou uma posta de pescada para papalvos.
E nisto dos Independentes já houve para quase tudo...
Já houve os partidos de aluguer para os independentes - Lembram-se da lista de Guilherme Pinto / Sousa Varela no PRD para a Câmara de Torres Novas identificada ao eleitorado como "Independentes"?
O mesmo se passou em Salvaterra de Magos onde a srª anita aborrecida com a CDU pediu o aluguer da sigla ao Bloco de Esquerda - presumivelmente o negócio implicava a condição de empregar alguns boys, coisa que nunca naturalmente se há-de confirmar, ou não estivessemos a falar do impoluto Bloco.
Ainda aqui por Torres Novas alguém se lembra que António Rodrigues, na primeira vez que foi candidato pelo PS à Câmara Municipal, fez questão de aparecer como independente: coisa que aliás era destacada nos materiais de propaganda. Era tão Independente que escolheu em 1993 para hinos de campanha as músicas que o identificavam da Rádio Local: "A liberdade" de Nana Moskouri e...o "1492 de Vangelis" (consta que descoberta por António Rodrigues em Espanha) e que mais tarde em 1995 serviria como hino do PS de António Guterres- que terá especialmente apreciado essa música numa acção da campanha eleitoral torrejana nesses idos de 93....
Era Rodrigues, tão independente que até a UDP encabeçada por António Gomes desistiu da sua candidatura à boca das urnas apelando ao voto no Independente António Rodrigues. Coisa que permitiu a vitória da Independencia socialista.
Hoje a independencia de António Rodrigues já lhe deu cartão de militante, a concelhia do P"s", a distrital do P"s" e sabe-se lá onde tanta Independencia ainda vai parar.
Agora em Lisboa surge o Carmona à tona depois de ser eleito pelo PSD e de ter uma maioria na Assembleia Municipal do PSD que sempre o sustentou. Também Helena Roseta descobriu as vantagens da cidadania independente depois de ser militande do PPD (não me enganei) e do P"s".
O Costa arranjou os Independentes Júdice, Salgado, Zezinha e Sanches.
Manuel Monteiro depois de se zangar com o seu CDS de sempre, inventou a Nova Democracia e depois do "sucesso" de um palhaço na Madeira inventou em Lisboa o Ginjas com o discurso anti-partidos e anti-política: esquecendo que o próprio Monteiro desde puto não fez outra coisa na vida senão política!
Neste intervalo há ainda espaço para o Manuel Alegre, que depois de ser candidato presidencial independente voltou à sua triste vida de parlamentar do P"s", limitando-se a mandar umas bocas que ficam sempre bem à esquerda, mas que não desagarrra do poder.Pudera...
Perante esta malta, prefiro a malta que assume ao que vem e ao que quer.
A malta que assume as suas convicções, mesmo que não pague quotas para qualquer partido.
Mas malta que dá a cara. Que assume conviccções.
Não se disfarça.
Como Carlos Tomé que é eleito da CDU, como independente na Câmara de Torres Novas. Mas que não usa o discurso anti-partidário para apelar ao voto. Nem o discurso anti-política.
Assume o seu lugar na coligação CDU.
O peditório dos Independentes e da Cidadania muito mal disfarçados mais o discurso anti-partidos é que já enjoa.
Nem com ginjinha ou abafadinho lá vai.
À saúde...

11.7.07

ONE WORLD ? UM MUNDO ?

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10.7.07

Assobiadelas nas 7 sete Maravilhas !

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10.7.07

A CIDADE :coisa vivida e sonhada

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(...) Antes de terminar, uma palavra também muito especial para todos vós. Os que estais aqui para fazer da CDU a força alternativa para Lisboa, mas também para as centenas e centenas de companheiros que fizeram de Lisboa uma Cidade pintada com o azul de esperança dos nossos pendões, que todos os dias percorrem ruas e avenidas, falam com quem os rodeia, distribuem propaganda.Enfim, todos aqueles que confiam que 15 de Julho poderá tornar possível em Lisboa as palavras de alguém que sobre a Cidade escreveu:
«Não é uma metáfora que se possa comparar a Cidade a uma sinfonia ou a um poema. (…) A Cidade é ao mesmo tempo um objecto da natureza e um sujeito de cultura: um indivíduo e um grupo; coisa vivida e coisa sonhada; a coisa humana por excelência» (Claude Levy-Strauss em Tristes Trópicos).
-Ruben de Carvalho, na sua intervenção em 29/6 no comício da Aula Magna.
(via O TEMPO DAS CEREJAS)

10.7.07

Novas ligações

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vale a pena visitar:
VOZES SILENCIADAS
(www.vozessilenciadas.blogspot.com)
TIREM AS MÃOS DA VENEZUELA
(www.tirem-as-maos-da-venezuela.blogspot.com)
INTERCOM
(www.intercomunista.blogspot.com)

Obrigado pelas sugestões.

a Drª zita publicou o novo livro da verdade.
FOI ASSIM.
Quer dizer mais ou menos.
Disse a senhora na televisão que Álvaro Cunhal chegou em 1974 à Estação de Santa Apolónia.
Ela que estava lá viu tudo.
Excepto que Cunhal chegou a Portugal via Aeroporto da Portela.
Foi assim.
Pela amostra da verdade que anuncia, a gente calcula o resto da verdade que está lá escrito não é?
Tenho a impressão que o Álvaro e o PCP, que vendem bem, são um descanso para alguma contas bancárias em período pré-férias.

9.7.07

7 maravilhas

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Demorou a chegar o raio do Verão.
As temperaturas ameaçam subir mas isto está aventadinho.
Em Guimarães foram mais de 20.000 almas. E não consta que do programa da visita constasse a visita ao Castelo que acaba de ser nomeado uma das sete maravilhas de Portugal.
Na catedral da Luz, irrompeu espontaneamente a assobiadela quando assomou a imagem socrática nos ecrans do Estádio. Eu que até lá estava posso jurar que não foi uma instrumentalização do PCP - mas aviei com uns belos apupos.
Quem também não se safou ao avio do assobio foi a Estátua da Liberdade - que é como quem diz que o bom nome da América já andou melhor.
Não deixa de ser curioso, que das maravilhas internacionais só uma está no 1º Mundo: o Coliseu de Roma.
Todas as restantes representam imagens alternativas do Mundo que vai dos Andes à India.
Mesmo que por detrás disto tudo esteja uma bela encenação de marketing global.

9.7.07

Em pausa - mas não parados

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Uma semana de pausa.
É coisa grave aqui no canhotices.
mas não estivemos parados.
Continuamos, está bem?
Obrigado pelos pacientes que nos visitam regularmente e dão uma forcinha ( sim GR isto também é para ti...)
Para os que pensavam que o CANHOTICES tinha metidoa viola no saco, cé nos encontramos de novo!

1.7.07

Nasceu uma pop star

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Com os cumprimentos aqui da Gerência,
Artigo de José Ricardo Costa na edição desta semana do JORNAL TORREJANO:
FILMES PARAÍSO

No seu blogue canhotices.blogspot.com, o José Pereira escreveu um post sobre a recente votação dos 100 melhores filmes de todos os tempos. O Citizen Kane, como sempre, vem em primeiro lugar.
O que me traz aqui é o seguinte: o facto de José Pereira eleger o Cinema Paraíso como melhor filme de sempre, apesar de o considerar "algo mainstream e lamechas". Ora bem, eu não venho aqui para dar origem a um duelo ao sol entre Citizen Kane e Cinema Paraíso. O que me traz aqui é apenas o apesar da frase anterior.
Eu entendo perfeitamente o que José Pereira quer dizer. É também o que eu sinto quando assumo, sem complexos, gostar da pintura de Fragonard ou da Abertura 1812 de Tchaikovsky.
Porque sei que assumir estes gostos dá logo direito a uma condenação pelas farisaicas elites dos meios artísticos e intelectuais. É o que iria acontecer a José Pereira com a escolha do Cinema Paraíso. Dissesse ele tal monstruosidade no Lux, às 3 da manhã, de copo na mão, e iria dar com vários sorrisos cínicos à sua volta. Vale a pena reflectir sobre isto.
Tanto Citizen Kane como Cinema Paraíso são filmes belíssimos, enormes. E dois filmes que, na sua essência, são iguais: ambos falam de uma mítica infância perdida. Claro que um é de 1941 e o outro quase 50 anos mais novo. E existem grandes diferenças formais entre si. Admito mesmo que, enquanto obra de arte cinematográfica pura e dura, Citizen Kane seja superior.
Mas o que dá legitimidade a um para ser idolatrado, sendo o outro ignorado ou apenas um filme, vá, tolerado? Duas coisas: a relação da arte moderna com o sentimento e a emoção, e o sucesso comercial de um produto.
A arte moderna quase expulsou o sentimento e a emoção. Ou então fá-lo de uma forma depurada. A arte intelectualizou-se, tornando-se opaca para os olhos e os ouvidos do senso comum. O que sente, hoje, o cidadão comum perante uma tela de Tapies ou de Bacon? Ou a ler Joyce, Musil ou Broch? E a ouvir Xenakis ou Boulez?
O próprio Guernica de Picasso, uma obra "fácil" para o cidadão comum, provocará sempre uma distância entre o que olhos vêem e o coração sente. Os olhos percebem o horror e a violência da guerra. Mas não há ali uma retórica da emoção, a criação de um pathos como numa obra barroca ou romântica.
Cinema Paraíso é um filme que faz pele de galinha, sendo, por isso, desde logo, remetido para o purgatório do kitsch, da lamechice, da vulgaridade própria de um filme de domingo à tarde.
Mas imaginem uma pessoa, às três da manhã, no Lux, de copo na mão, dizendo maravilhas de O Grande Ditador de Charles Chaplin? Ou de Luzes da Ribalta. Dois filmes inundados de "lamechice". Neste caso não teria qualquer problema. Ficaria mesmo bem vista. Porquê?
Porque são filmes antigos, protegidos pelo rótulo de "clássico". Imaginem essa pessoa, às 3 e 20, já com outro copo na mão, dizendo a um cinéfilo encartado: "Ainda ontem vi o Casablanca pela oitava vez e continuo a emocionar-me com o hino francês". Estaria salvo.
Porque Casablanca é um clássico e a um clássico tudo se perdoa. Mas tivesse o filme sido feito em 1990, exactamente igual, só que a cores, e com o Tom Hanks em vez de Humphrey Bogart, e iria o pobre ser trucidado como o José Pereira com o Cinema Paraíso ou eu com o Fragonard.
O tempo afasta o cidadão comum dos filmes, formando-se à volta destes uma auréola elitista. Há mesmo uma certa nostalgia do antigo, do que está longe da última moda consumida pelas grandes multidões.
Filmes há que, no seu tempo, foram feitos para as grandes massas, sendo grandes sucessos comerciais, mas que, por terem deixado de o ser, se tornaram filmes de culto para elites. O cinema clássico americano está cheio deles. Fossem ainda sucessos comerciais e seriam tão alvo de desconfiança como o Cinema Paraíso.
Daí também a recuperação do Western Spaguetti ou da Série B. Ou se poder ver, hoje, cinéfilos a vibrar com um duelo entre Charles Bronson e Henry Fonda, ao som de Ennio Morricone. Há 30 anos teriam detestado, quando o povo das aldeias enchia o Virgínia para os ver, deixando o parque de estacionamento cheio de Zundapps. Seria suposto, sim, gostar de Resnais, Kubrick, Bergman ou Fellini.
Hoje, a mesma pessoa que, de copo na mão, disserta embevecida sobre a música de Ennio Morricone num western, é capaz de achar a música de Morricone lamechas em Cinema Paraíso.
Se o povo pode gostar de Cinema Paraíso, este passa a ser um filme tabu em certos meios. Só que, daqui a uns bons anos, quando já ninguém se lembrar do filme, provavelmente passará na Cinemateca para meia dúzia de cinéfilos encantados com a música de Ennio Morricone.
O juízo estético é também legitimado socialmente. O que é artisticamente bom ou mau, interessante ou desinteressante, belo ou feio, depende também de modas e da avaliação de certa classe ou grupo social.
E tal como a roupa, os destinos de férias ou os restaurantes que se frequentam, também os filmes julgados no pelourinho do clero intelectual são uma forma de emancipação social.
Uma coisa é certa. Há muitos filmes que não são bons pelo facto de as pessoas gostarem deles. As pessoas gostam deles precisamente porque são bons.
Citizen Kane é um deles. Cinema Paraíso, também. O José Pereira que se comova à vontade. O filme merece.


O caso é contado esta semana de raspão no Almonda desta semana.
A confirmar-se a notícia do Almonda o caso passou-se assim:
Na semana passada, no intervalo das jornadas autárquicas do PS em Tomar, o 1º ministro José Sócrates apresentou em Torres Novas, na Escola Manuel Figueiredo, o programa NOVAS OPORTUNIDADES.


A compulsão esquizofrénica desta gente que nos governa levou ao desplante dos seguranças do senhor primeiro ministro terem revistado mochilas de crianças ( sim crianças) daquela escola!
Curiosamente nada disto foi dado a conhecer na comunicação social nacional!!!
Sê-lo-á agora?


Quando um primeiro ministro vê em crianças da província possíveis agressores, podemos imaginar o esquema mental securitário obsessivo em que vive.
O homem está mesmo convencido que todos o perseguem!
A ele, pobre alma, imbuído do espírito de missão da salvação da pátria.
Pobre engenheiro...

28.6.07

Esquizofrenia

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Esta gente está esquizofrénica. No mínimo.
Agora foi em Vieira do Minho, no Centro de Saúde.
Regressou o Cavaquistão no seu melhor - Com o PS a fazer de PPD.
Puros e duros.
Rascas.
Safa!

28.6.07

Ainda O ALMONDA

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A propósito de algumas inquitações que aqui manifestei sobre "O ALMONDA", recebi uma resposta que propositadamente destaco e coloco nest post. Porque essa resposta merece o destaque pelo nível, pela educação e pela elevação. Sendo uma mensagem anónima, percebe-se que é alguém que respeita a democracia e a diversidade de opiniões.
Fico satisfeito. Sinceramente. E aliviado.
Porque gosto muito do Almonda - onde aprendi a ler as primeiras letras.

"As coutadas políticas, bem como as censuras encapotadas estão, de facto, sempre à espreita na esquina mais próxima de qualquer jornal. Há que admiti-lo...Mas, caro José, não duvide que a calunia, o despeito e a "trica" conspiradora estão, normalmente, na esquina logo ao lado (quando não ainda numa mais próxima!)Acredite que esse jornal não perdeu em imparcialidade, especialmente enquanto a elevação e a seriedade forem um ponto de honra para quem com ele colabora. A CDU é um bom exemplo disso mesmo. "



Grande festinha Helena...
"isto é uma mais -valia"- disse ela.
Pois- mais valia estar quieta.

27.6.07

Uma Convergência Progressista

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Sócrates e Companhia preparam-se para rever o Código do Trabalho.
Num sentido, no único sentido que conhecem: o do ataque aos trabalhadores e aos mais elementares direitos laborais e sociais.
Este governo que se diz da modernidade acredita no modelo social do século XIX, do capitalismo selvagem.
Bagão Félix, Durão Barroso e Portas não conseguiram ir tão longe! Não conseguiram ser tão arrojados.
Ao menos que no governo alguém lesse a declaração de voto (contra) do grupo parlamentar do PS aquando da aprovação do Código Bagão.
Com este governo só há um caminho: a Luta! a Luta! a Luta!
Por um Portugal de Progresso é necessário uma Convergência Social Progressista de protesto!
Lutemos por uma Convergência Progressista - para ela estão convocados todos os homens e mulheres de Portugal que acreditam que outro caminho é possível.
A Convergência Progressista chama pelos trabalhadores, pelos pequenos e médios empresários, pelos desempregados, pelos jovens, pelos reformados. É possível a Convergência Progressista com os Partidos Políticos, Sindicatos, Movimentos Unitários Sociais, Colectividades de Cultura, Recreio e Solidariedade Social.
A Convergência Progressista que o país precisa não é para diluir os dinamismos sociais em "frentismos" ou "Bloquismos" ideologicamente difusos e abstractos. Uma Convergência não pode substituir-se aos seus actores, mas pode ser um dinamizador máximo comum de energias
A Convergência Progressista é necessária para ser um dínamo da vitória do Progresso sobre o Revanchismo Social representado pelo Governo e outras forças de apoio.
Utopia?
Vamos pensar-agir nisto?

27.6.07

A FORÇA ALTERNATIVA!

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27.6.07

Querem ouvir o Negrão?

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27.6.07

Perguntas, Perguntas

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Mr. Berardo zangou-se com o sr Mega.
Coisas de bandeiras, parece.
Entretanto alguém ainda se lembra que o sr Mega faz parte da lista do sr Costa à Câmara de Lisboa.?
Entretanto algum jornal, rádio ou TV já questionou o sr Costa sobre esta divergênacia entre o Mr Joe e o sr Mega? E já alguém perguntou ao sr Costa o que é que ele acha da utilização exclusiva durante 10 anos do espaço Lisboeta do CCB para o Mr. Berardo?

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