Eugénia CunhalE há outro que diz:«Há muitas maneiras de matar pulgas.» Todos os povos são de grande inventiva. E estes dois ditados animaram-me a escrever esta narrativa.
Uma narrativa não tem a complexidade de um romance ou de um livro de contos. Além do mais, a minha profissão não é a de escritor.
Esta narrativa não pretende ser uma autobiografia.
Pretende tão-só, neste momento cheio de perigos par os povos e para o partido de que sou funcionário, o Partido Comunista Português, dar uma contribuição, virada para as gerações futuras, do que foi o fascismo, do que foi a resistência dos trabalhadores, do PCP e dos seus quadros revolucionários – os funcionários –, a quem Lénine chamava «os revolucionários profissionais». "

“(…)
A tia de Vitorino Nunes não durará para sempre e deixar-nos-á, pouco depois de o periquito ter sido esmagado por um funcionário distraído da Companhia das Águas, em má hora chamado para resolver uma inundação na cozinha. Desceu à terra com uma bandeira vermelha sobre o caixão, no centro de um círculo de punhos erguidos, contristados, mas firmes, ainda emocionados por um belo e breve discurso , proferido por um senhor muito curvado, de bengala de mogno e cabelos nevoados sob a boina basca. Vitorino emagreceu, o bigode foi-se-lhe tornando todo branco. Um belo dia juntou-se com Vera Quitério, no velho apartamento das Avenidas, e passou também a dizer “era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto.”
Uma ocasião, Jorge Matos encontrou-o e dirigiu-lhe pala quinquagésima vez a pergunta que todos os comunistas de todo o mundo, ján se fizeram no íntimo, pelo menos quatrocentas vezes: “que significa ser comunista, hoje?”. Vitorino recolheu-se, sisudo, durante um brevíssimo momento. Depois abriu um sorriso jovial, de orelha a orelha, e deu-lhe uma palmada sonora nas costas: “ é pá, tem calma, pá!”, disse.
E o Tejo continuou a corre, e os tempos a não haver meios de os parar. “
Mário de Carvalho in ERA BOM QUE TROCÁSSEMOS UMAS IDEIAS SOBRE O ASSUNTO, Caminho, 1995

...retirado do VALE A PENA LUTAR, de Pedro Namora.
( que atrevo-me e dedico ao torrejano José T. Marques, que no seu blog dispara também um belo poema)
Era um homem
Era um livro
Bem belo
Era o livro com paredes de vidro
Era o Partido
Quando falavam ou agiam
não eram eles
era o Partido
contido!
Foram Marx e Engels
Estaline após Lenine
Era o tempo da revolta
do fascismo e da guerra
Era o tempo da Revolução
o tempo escasso
de Abril em Maio
o tempo da alegria e do sonho
do mundo novo a construir.
A esperança era um canto na cidade aberta e
o futuro começava ali numa criança a sorrir
ao virar da esquina
ao alcance da nossa mão
O riso enchia a praça e tão leve o ar!
Era o tempo dos slogans
da liberdade da fraternidade da justiça e
da paz
Havia é certoMaio de 68 e o conflito sino-soviético
o Chile e o Vietname
e o despertar das colónias sob novas cadeias
E também haviaa Universidade em 69
a Hungria e a Checoslováquiaa Polónia e o Afeganistão
E vieram alguns outros
Khruchev e BreJnev
e também Gorbatchev
Havia é certo, lá longe
as cortinasde ferro ou de bambú
Havia barreiras e fronteiras
no tempo da escuridão
da luta pela unidade na Revolução
Havia paredesde vidro transparente ou translúcido
frágil como o cristal ou
forte se aramado ou martelado
espelho na reflexão.
Era um homem
Era um livro
E eles não sabiam
que era o tempo da Revolução.
E os homens ficaram
E os homens partiram
E eles não souberam
estender a sua mão
esquecidos da Revoluçãon
a noite da reacção
E fecharam-se as portas
E cerraram-se as janelas
e eles dividiram-se na maré da inflexão
e não souberam camaradas
dar a sua mão
esquecendo que a revolução
começa com o nosso irmão.
E levantaram paredões e lançaram ao chão
o camarada e amigo que tinha outra razão
porque tinham em si o que pretendiamc
onstruir ou destruirE falavam em coisas belas
falavam da liberdade da fraternidadeda justiça e da paz
para outra criação
Eram homens e mulheres
alguns assassinados
que não queriam a morte
nem a espoliação ou humilhação
e passavam
passavam sempre
azafamados ou com lentidão
simples ou cheios de razão
com as virtudes e defeitos
do lugar e tempo em que estão
Uns e Umas com delicadeza, como é óbvio
e outros com distracção ou brutidão
a franqueza do clarão na escuridão
esclarecido ou não
Era um homemuma mulher
Era um livro
partido
porque não souberam vencer a solidão e
construir outra fabricação
Eram só homens
Eram só mulheres
Era só um livro
Bem belos
e não houvesseem gestação
outra reflexão!
Até amanhã camarada ou não
( Victor Nogueira)
agora algo completamente PIMBA, para aliviar o stresse...
Foi dia da mãe.
Li agora um poema da autoria de Pedro Namora, publicado no seu blog VALE A PENA LUTAR!
Tenho que o transcrever para aqui mesmo sem autorização do autor. Um poema destes, deixa de ter autor, aliás. É património da LÍNGUA PORTUGUESA!
Conhecíamos o Namora das suas lutas - O Homem que defende as crianças!
Não conhecia este Pedro poeta.
Só quem vive uma vida cheia escreve assim.
Há momentos em que não posso
Em que não sou
Macera-me o corpo
A inacção por te não ter
Por não te ouvir
Por não te ver
Ainda agora – posso jurar!
Aqui estavas
Mãos nas minhasE promessas
E desejos
E coragem
Sonhos
Vontade
Futuro
Em tudo existias
Agora mesmo
Ou já foi ontem, mãe?
Não era tua a voz
Que me trouxe do sono?
Que me alentou?
Quem me chamou então?
A POESIA ESTÁ NA RUA - VIERA DA SILVAAgência EFE
Havana, 1 mai (EFE).- O presidente cubano, Fidel Castro, disse hoje que a economia cubana superou os 11,8% de crescimento registrados no ano passado, e no primeiro trimestre evoluiu acima dos 12,5%.Fidel presidiu hoje um grande ato em comemoração do 1º de maio na Praça da Revolução de Havana, que serviu também de cenário no sábado para a adesão da Bolívia à Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), projeto de integração regional promovido pelo líder venezuelano, Hugo Chávez, contra o modelo defendido pelos Estados Unidos."A economia cresceu no primeiro trimestre do 2006 a mais de 11,8% alcançado em 2005, e seu ritmo atual avança a mais de 12,5%", disse o presidente cubano, ressaltando que a revolução entrou em uma "nova etapa de reordenamento (...), contra desperdícios e vícios".As autoridades cubanas aplicam desde 2004 um sistema próprio de cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), sobre a atribuição de um valor agregado aos serviços que a população recebe em setores como educação, saúde, cultura ou esporte.Por setores, o presidente cubano disse que a construção cresceu 15%; o transporte, 4,8%; as comunicações, 12,9%; o comércio, 30%, influído pela venda de eletrodomésticos, e que a indústria continuou em níveis semelhantes a 2005.Fidel disse que a produção de petróleo e gás em Cuba superou os cerca de 1,2 milhão de toneladas entre janeiro e abril, o que, segundo o líder cubano, representa "quatro vezes o que se obtinha no início do período especial", após a queda da União Soviética.Os acordos da Alba, disse Castro, "constituíram um passo considerável no caminho da unidade e da verdadeira integração entre os povos da América Latina e do Caribe".O líder cubano também se referiu à política monetária de seu Governo para afirmar que há "maior confiança na moeda nacional"."
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